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Dormir bem é remédio poderoso contra ansiedade, mostra novo estudo

O sono profundo é essencial para o cérebro conseguir reorganizar suas conexões

Redação Fatos & Notícias

Dormir bem é essencial no combate à ansiedade, pois o cérebro a se reorganiza durante o sono profundo (Foto: Pexels)

Mais uma notícia boa para quem curte dormir bem: uma nova pesquisa mostra que, quando o assunto é ansiedade, uma boa noite de sono é essencial no combate ao problema. Segundo artigo publicado na revista científica Nature Human Behaviour, quem passa a noite em claro tem até 30% de chance de ter um aumento nos níveis de ansiedade.
“Identificamos uma nova função do sono profundo, que diminui a ansiedade da noite para o dia reorganizando as conexões no cérebro”, disse o autor sênior do estudo, Matthew Walker, professor de neurociência e psicologia da Universidade de Berkeley (EUA), em comunicado. “O sono profundo parece ser um ansiolítico (inibidor da ansiedade) natural, desde que o tenhamos todas as noites”.
Em uma série de experimentos usando ressonância magnética, os pesquisadores examinaram o cérebro de 18 voluntários. Eles tiveram de ver vídeos emocionantes após uma noite inteira de sono e, de novo, depois de passarem o período em claro. Foi aí que a equipe percebeu que ficar sem dormir profundamente aumentava os níveis de ansiedade e estresse dessas pessoas.
Analisando os monitoramendos feitos, a equipe percebeu que não dormir resultava no “desligamento” do córtex pré-frontal medial, região que ajuda a manter nossa ansiedade sob controle. Além disso, eles perceberam que os centros emocionais mais profundos do cérebro estavam notavelmente mais ativos.
Em contraste, exames feitos após noites bem dormidas mostraram que os níveis de ansiedade diminuíram bastante, graças às ondas cerebrais que perpassam o sistema nervoso quando estamos adormecidos. “O sono profundo restaurou o mecanismo pré-frontal do cérebro que regula nossas emoções, diminuindo a reatividade emocional e fisiológica e impedindo o aumento da ansiedade”, explicou Eti Ben Simon, membro do estudo.
Após esse teste, a equipe resolveu estudar o assunto mais profundamente, e pediu para que 280 pessoas reportassem online o quanto haviam dormido e quão ansiosas se sentiram no dia seguinte. Os resultados mostraram que a quantidade e a qualidade do sono que os participantes tinham de uma noite para a outra previam o quanto eles se sentiriam ansiosos no dia seguinte. Mesmo mudanças noturnas sutis no sono afetaram seus níveis de ansiedade.
“Pessoas com transtornos de ansiedade rotineiramente relatam ter problemas de sono, mas raramente a melhoria desse aspecto é considerada uma recomendação clínica para diminuir a ansiedade”, apontou Simon. “Nosso estudo não apenas estabelece uma conexão causal entre sono e ansiedade, mas também identifica que precisamos do sono profundo para acalmar nossos cérebros super ansiosos”.

Fonte: Galileu.com

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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