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É Isso Aí – Aposentadoria não é um prêmio mas, sim, uma conquista adquirida com trabalho

É uma completa ignorância imaginar que se uma casa, mantida por um casal de velhos, aposentados, falecendo um deles o outro conseguirá viver bem com sua aposentadoria e 60% de pensão do que se foi

Redação Fatos & Notícias
Texto: Jorge Pacheco

Confesso que continuo estudando tudo o que está sendo publicado e ajustado pelo governo sobre a reforma da Previdência. Verifico que o presidente Jair Bolsonaro e todos os seus ministros se esforçam no convencimento dos deputados para que a reforma seja logo aprovada pela Câmara e imediatamente enviada ao Senado.
Até agora procurei estudar e analisar aos poucos a reforma que a Câmara Federal recebeu do governo. Um ponto me chama a atenção: o fim da Pensão por Morte!
É incrível como ninguém até agora deu ênfase a este item específico. Vejamos: na atual situação, se duas pessoas, já idosas, que pagaram seu INSS por 35 anos e já estão aposentadas, uma delas ganhando, por exemplo R$ 1.800,00, e a outra R$ 2.500,00, e, aí, uma delas venha a falecer o viúvo ou viúva ganha 100% de pensão relativo ao salário do falecido (a).

Quantos aposentados existem sustentando casa, com filhos e netos (Foto: Reprodução internet)

E com a Reforma, que está sendo analisada pelos deputados, como ficará? A viúva ou viúvo terá que escolher entre ficar com sua própria aposentadoria ou abrir mão dela e se contentar em ficar com 60% da aposentadoria do falecido como pensão por morte, ou seja, não poderá mais acumular aposentadoria com pensão.
Se aprovada assim, o padrão de vida desse casal, velho e cansado de tanto trabalhar e pagar o INSS, será diminuído. Quantos aposentados existem sustentando casa, com filhos que já não são mais dependentes pelo Imposto de Renda, mas que ainda moram com os pais por diversos motivos? E que compram os remédios e os planos médicos, que sempre têm que pagar?
Pensem bem, como ficará a vida dessas pessoas, aprovada essa reforma que está no congresso?
Um casal precisa de casa para viver, se um deles morrer o que acontecerá com o sobrevivente? Vai morar em metade da casa? Vai pagar metade de IPTU?
É uma completa ignorância imaginar que se uma casa, mantida por um casal de velhos, aposentados, falecendo um deles o outro conseguirá viver bem com sua aposentadoria e 60% de pensão do que se foi. Não é possível, não!
O casamento é uma instituição de direitos iguais – uma união que dura até a velhice dos dois, amparada pelo INSS que eles pagaram. Então, não é justo que agora venha o governo penalizar esse casal no momento de vida que mais precisa.
Uma aposentadoria não é um prêmio mas, sim, uma conquista adquirida com trabalho de todos que pagam o INSS, religiosamente descontado de seus salários.
O governo, entretanto, quer tomar do viúvo ou da viúva esse direito adquirido da Pensão por Morte
Será que isso vai minorar o déficit previdenciário ou não será melhor que esse governo resolvesse arregaçar as mangas e sair em campo para cobrar de quem, há muitos anos, está devendo a previdência. Grandes empresas, clubes e até bancos.

 

Greve geral

Ainda bem que estamos registrando uma reação, embora um pouco frágil: As manifestações do Dia do Trabalho viraram ato político contra a reforma da Previdência e o governo. Os ataques não foram disparados apenas pela oposição, em palanques montados pelas centrais sindicais.
O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), ligado à Força Sindical, externou uma articulação interna do Centrão de enxugar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 para não reeleger o presidente Jair Bolsonaro.
O diálogo sobre a desidratação da reforma da Previdência sob a ótica política de confronto ao governo era algo tratado na alta cúpula do Centrão, nos bastidores. Os caciques não gostam da articulação adotada pelo governo.
Segundo o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, as entidades estão de acordo quanto à necessidade de “ajustes” no sistema previdenciário: “Tem de pegar sonegadores, pegar as empresas que sonegam. Mas o que Bolsonaro quer fazer é acabar com a Previdência”.
Contra a reforma da Previdência, dirigentes de todas as maiores centrais sindicais do País pediram a retirada do projeto como ponto de partida para um eventual diálogo, mas apostam na greve geral, marcada para 14 de junho, como fator fundamental para derrotar o governo.
Para as lideranças, é fechada, de pouco diálogo. As principais críticas recaem sobre as dificuldades em emplacar indicados políticos em postos de segundo e terceiro escalões nas administrações públicas federais direta e indireta.
O Solidariedade é um dos partidos que compõem o bloco político que dá as cartas e comanda as principais votações na Câmara, como a da reforma da Previdência, que se encontra em tramitação na Comissão Especial. O Centrão é formado, também, pelo PP, PR, MDB, PSD, DEM, PTB e Podemos. Ainda orbitam em torno desses oito partidos o PSDB e metade do PSL — partido de Bolsonaro — ligado ao líder da legenda, Delegado Waldir (GO).
A aprovação da reforma no molde que o governo encaminhou ao Congresso garantiria uma economia de R$ 1,2 trilhão. É esse ajuste que Bolsonaro pretende garantir, embora tenha demonstrado flexibilidade ao admitir um piso mínimo de R$ 800 bilhões. Ainda assim, é um limite acima do que o Centrão discute aprovar. Tirem as suas conclusões!

É Isso Aí
Jorge Rodrigues Pacheco
Advogado, Jornalista, Radialista e Analista Político
jorgepachecoindio@hotmail.com

Haroldo Cordeiro Filho

Haroldo Cordeiro Filho

Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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