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É Isso Aí - Bolsonaro homenageia os presidentes militares

Foi, digamos, um discurso histórico e ao mesmo tempo bem ao estilo do nosso presidente “capitão do exército” que aproveitou para exaltar o período da ditadura militar no Brasil

Redação Fatos & Notícias
Texto: Jorge Pacheco

Amigos, hoje focalizo neste meu modesto blog É ISSO AÍ um discurso, mas não é um discurso qualquer, mas, sim, um importante discurso. Um discurso que, na íntegra e em última análise, representa como será e como iremos enfrentar o desenvolvimento e o comportamento do atual governo brasileiro.
Mas como assim Pacheco? Diriam vocês. Isso mesmo, porque o discurso foi proferido pelo nosso presidente Bolsonaro lá em Foz do Iguaçu, vejam e analisem tirando as suas próprias conclusões.
Discursando na posse do novo diretor da Itaipu Binacional, o presidente fez homenagem aos generais que comandaram as ditaduras militares do Brasil e do Paraguai.

Bolsonaro na cerimônia de posse do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna, em Foz do Iguaçu (Foto: Alan Santos/Planalto)

A solenidade foi em Foz do Iguaçu. Em discurso de posse do novo diretor da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna, Bolsonaro disse “que a usina só saiu do papel devido ao papel dos militares”.
O presidente continuou, “…eu queria, se me permitem, recordar, relembrar aqueles que realmente foram responsáveis por essa obra. Isso tudo, as primeiras tratativas começaram ainda lá atrás, no governo do marechal Castelo Branco”.
O tratado que deu origem à usina foi assinado em 1974, e a hidrelétrica começou a produzir energia 10 anos depois, em 1984.
Bolsonaro afirmou que o marechal Castelo Branco foi eleito em 11 de abril de 1964 e que tomou posse em 15 de abril daquele ano: “Tudo à luz da Constituição vigente naquele momento”
Entretanto, o presidente não mencionou o fato de que, depois do golpe militar, em 31 de março de 1964, os presidentes eram escolhidos pela cúpula do regime e, somente depois disso, eleitos indiretamente por um colégio eleitoral. Além disso, a Constituição de 1946 não previa ruptura democrática.
Bolsonaro mencionou, ainda, as tratativas que continuaram durante o governo dos presidentes Costa e Silva, que sucedeu a Castelo Branco e Garrastazu Médici. Na avaliação dele a obra, “realmente saiu do papel e tomou corpo” durante o governo de Ernesto Geisel.
Ao “saudoso e querido” João Figueiredo, último presidente do regime militar, Bolsonaro disse que coube a inauguração da primeira turbina. Óbvio, nenhum presidente civil foi mencionado no discurso.
Bolsonaro aproveitou ainda para homenagear o general Alfredo Stroessner, ditador que governou o Paraguai entre 1954 e 1989. O pai do atual presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, conhecido como Marito, foi secretário particular de Stroessner. O presidente afirmou: “Mas Marito, isso tudo não seria suficiente se não tivesse do lado de cá um homem de visão, um estadista, que sabia perfeitamente que o seu país, Paraguai, só poderia prosseguir e progredir se tivesse energia. Então aqui também a minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”.
Mais uma vez Bolsonaro recorreu ao livro sagrado, citando um trecho da Bíblia, afirmando que Marito é cristão, conservador e um homem de família: “Esses valores nos trouxeram até aqui e com a graça de Deus continuaremos juntos para o bem dos nossos povos”, afirmou. “Esquerda, nunca mais”.
O presidente, finalizando seu discurso, disse que vai receber Marito em Brasília no dia 11 de março, em uma reunião bilateral. No encontro, segundo ele, poderão ser conversados assuntos como a própria revisão do Tratado de Itaipu, cujos termos se encerram em 2023, as duas pontes entre Brasil e Paraguai sobre o Rio Paraná, que serão pagas com recursos da usina, com custo repassado aos consumidores brasileiros.
“Conte com o apoio do nosso governo para concretizarmos esse objetivo”, disse.
Citando o ministro da Justiça, Sérgio Moro, Bolsonaro sinalizou ainda uma parceria entre Brasil e Paraguai no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro e agradeceu ao Paraguai “por rapidamente mandar, para nós brasileiros, criminosos que agiam em seu Estado”.

No encontro, segundo ele, poderão ser conversados assuntos como a própria revisão do Tratado de Itaipu, cujos termos se encerram em 2023, as duas pontes entre Brasil e Paraguai sobre o Rio Paraná, que serão pagas com recursos da usina, com custo repassado aos consumidores brasileiros

Ressalte-se que há dois anos e meio, por meio de um acordo firmado entre os dois países, o Paraguai tem deportado criminosos de facções procurados pela polícia e Justiça brasileiras.
Foi, digamos, um discurso histórico e ao mesmo tempo bem ao estilo do nosso presidente “capitão do exército” que aproveitou para exaltar o período da ditadura militar no Brasil, o que transparece como iremos conviver com o nosso novo governo.

É Isso Aí
Jorge Rodrigues Pacheco
Advogado, Jornalista, Radialista e Analista Político
jorgepachecoindio@hotmail.com

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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