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É Isso Aí – Os filhinhos do papai

Hoje, com o cenário que se criou, em que questiúnculas domésticas são confundidas com questões de Estado, o que fica aparente aos olhos de todos é que o presidente da República só é o mandatário do País formalmente, mas quem exerce o poder de fato são seus rebentos

Redação Fatos & Notícias
Texto: Jorge Pacheco

Alô prezados leitores! Eu não queria mais me enveredar em comentários sobre o governo, em seus problemas causados, principalmente, por seus “garotos”, todos revestidos por cargos políticos, que receberam de milhares de pessoas que os elegeram e que deveriam RESPEITAR.
Sim, respeitar, pois esses pobres eleitores acreditaram que estavam elegendo pessoas sérias que os ajudariam a encontrar caminhos mais amenos para sobreviverem neste País generoso, rico, que tem tudo para ser uma nação que, pelo menos, entrasse no grupo G7. Louca ilusão!
Os “garotos” são Eduardo Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Laura Bolsonaro, e Renan Bolsonaro. Mas, eu, inocentemente, pergunto: Quem foi eleito, o Jair ou os filhos?

Filhos do presidente, Carluxo, Eduardo e Flávio (da esq. à dir.) participam institucionalmente da vida política do País (Foto: Divulgação)

Vocês perguntarão: por que Jorge Pacheco está fazendo essa reflexão? Respondo: pelo que estão vendo na foto acima e porque esta semana o senhor vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, saiu-se com essa: “Por ‘vias democráticas’ o País não terá transformação rápida”.
O vereador carioca usou o Twitter, na segunda-feira (9), para dizer que “a transformação que o Brasil quer” não acontecerá na velocidade almejada por “vias democráticas”:
“Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos… e se isso acontecer”, escreveu Carlos. “Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes”.
Diga lá, quem tem um filho assim, perturbador, precisa ter inimigo? Mas o Brasil merece mesmo tudo isso, afinal está acontecendo porque mais de 50 milhões de eleitores resolveram escolher a “Família Bolsonaro” para nos governar.

Deputado Ulysses Guimarães foi um defensor incassável na luta pela democracia e pela liberdade (Foto: Antônio Cruz/Agência Senado)

As relações intestinas familiares explicam por que a autoridade máxima do Brasil encontra dificuldades para conter as diatribes de “01”, “02” e “03”.
“Não é possível fazer política com fígado, conservando o rancor e ressentimentos na geladeira. A Pátria não é capanga de idiossincrasias pessoais. É indecoroso fazer política uterina, em benefício de filhos, irmãos e cunhados. O bom político costuma ser mau parente”.
A frase-alerta é de Ulysses Guimarães e se ajusta com perfeição ao atual momento do País.
Contrariando o “Doutor Diretas”, Jair Bolsonaro resolveu arriscar o governo, ao menos neste início, para se tornar um bom parente. Claro que não tinha como dar certo. Pela primeira vez, a família de um presidente participa institucionalmente da vida política do País.
Nem a oposição consegue tisnar a imagem do governo de maneira tão evidente quanto os três filhos do presidente. Não importa as intenções de cada um, mas a conduta pública deles. Hoje, com o cenário que se criou, em que questiúnculas domésticas são confundidas com questões de Estado, o que fica aparente aos olhos de todos é que o presidente da República só é o mandatário do País formalmente, mas quem exerce o poder de fato são seus rebentos.

Quem o Brasil elegeu afinal?

O prestígio de Carlos Bolsonaro com o pai ficou aparente na posse, quando o acompanhou no desfile em carro aberto (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom)

Desde a posse, a relação de Bolsonaro com seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo se tornou o principal fator de instabilidade do governo. O episódio mais rumoroso, em que Carlos Bolsonaro foi o pivô da demissão de Gustavo Bebianno, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, é ilustrativo sobre quem é que goza de autoridade no Executivo.
Com as bênçãos do presidente, Carlos não só se sobrepõe a ministros como comanda uma espécie de poder paralelo em Brasília. Não há quem o segure, e o único para quem presta continência é o pai.

Moral da história: Com um “rebento” assim, não há democracia que resista!

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Jorge Rodrigues Pacheco
Advogado, Jornalista, Radialista e Analista Político
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