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Em testes, vacina contra dengue tem eficácia de 80% na prevenção

Dentre as pessoas que foram vacinadas e se infectaram mesmo assim, as internações hospitalares diminuíram em 95%

Redação Fatos & Notícias

Nova vacina contra dengue tem eficácia de 80% mostram testes (Foto: Flickr Prefeitura de Itapevi)

Uma nova vacina contra a dengue apresentou eficácia de 80% na prevenção, de acordo com um novo estudo publicado pelo periódico The New England Journal of Medicine. O resultado representa uma nova esperança após problemas envolvendo a última tentativa da indústria de desenvolver uma vacina para a doença, a Dengvaxia, da Sanofi.
A Dengvaxia foi empregada nas Filipinas em 2016, mas a campanha foi interrompida no ano seguinte, quando os especialistas perceberam que seu uso aumentava o risco de doenças graves em pessoas que nunca tinham entrado em contato com o vírus da dengue.
Segundo os cientistas, uma das peculiaridades da dengue é que as pessoas que desenvolvem anticorpos protetores contra apenas um dos tipos de vírus causadores da doença têm mais chances de serem infectadas pelos outros três tipos. Isso acontece porque, paradoxalmente, os anticorpos criados contra um grupo de microrganismos não faz nada para barrar o desenvolvimento dos outros e, na verdade, pode até acelerar o processo de infecção.
Felizmente, ao contrário da Dengvaxia, a nova vacina parece funcionar bem em quem nunca foi exposto aos vírus da dengue. Ela está sendo desenvolvida pela empresa farmacêutica japonesa Takeda e é baseado em uma versão atenuada do vírus. Até agora, os testes foram realizados em 20 mil crianças e adolescentes de quatro a 16 anos, na Ásia e na América Latina.
A vacina teve 97,7% de eficácia contra o sorotipo dengue 2. Para o sorotipo 1, diminuiu o número de infecções em 73,7%. Para o sorotipo 3, em 62,3%. Já entre os participantes que adoeceram, reduziu o risco de hospitalização em 95,4%. “Os resultados são muito encorajadores”, disse Jeremy Farrar, chefe da instituição de caridade biomédica Wellcome Trust e pesquisador da área, segundo a Science.
Segundo a Takeda, cada criança recebeu duas doses da vacina (ou de placebo), com três meses de intervalo. Os resultados atuais são baseados em um ano de acompanhamento após a segunda injeção e estão previstos para durar mais três anos.
Leonila Dans, pediatra da Universidade das Filipinas, observou à Science que os resultados são melhores que o da Dengvaxia, mas isso não é o suficiente. “Ainda precisamos aguardar o relatório completo dos testes para ver se a eficácia persiste e a segurança é garantida. Idealmente, queremos uma vacina que proteja todos os sorotipos”, explicou, em entrevista.
A empresa pretende liberar mais informações sobre os testes até o fim do mês. “Estamos analisando com muito cuidado a segurança desse candidato a vacina, supondo que ele continue sem efeitos colaterais importantes de segurança. Uma vacina com eficácia parcial contra alguns sorotipos ainda teria vantagens significativas para a saúde pública”, disse Derek Wallace, vice-presidente da Takeda, ao StatNews.

Fonte: Galileu.com

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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