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Maior parte dos planetas não têm campo magnético para sustentar vida

Força magnética como a da Terra, que permite a existência de água em abundância, é extremamente rara

Redação Fatos & Notícias

Linhas do campo magnético do Sol (Foto: Nasa Goddard)

A notícia não é muito boa para quem nutre esperanças em colonizar outros planetas ou sonha em conhecer um ser extraterreste. De acordo com um estudo feito por Sarah McIntyre, estudante da escola australiana de Pesquisa em Astronomia, entre um conjunto de 496 exoplanetas estudados, apenas um tem a possibilidade de ter campo magnético mais forte do que o da Terra.
Segundo artigo publicado nas notas mensais da Sociedade Real de Astronomia, a maioria dos planetas teria magnetismo muito fraco para possibilitar a vida ou nem sequer teria um campo. Cientistas acreditam que Marte e Vênus começaram seu desenvolvimento com bastante água. Porém, com a perda do campo magnético deles, a radiação solar teria penetrado nas suas respectivas atmosferas e, assim, todo o vapor de água teria se esgotado. Além disso, também houve expressiva perda de hidrogênio, fazendo com que esses planetas virassem os desertos que são hoje.

GJ 504B, exoplaneta com menor massa registrado junto a uma estrela parecida com o Sol (Foto: Nasa Goddard)

Além do nosso sistema solar

Como medir diretamente um campo magnético que está fora do nosso sistema solar não é possível, a pesquisadora utilizou uma fórmula que utiliza o raio do exoplaneta, a densidade e outras variáveis universais, capazes de determinar a força de um campo magnético — caso ele exista. E ainda, dependendo dessa força, ela queria saber se seria possível o exoplaneta estudado abrigar água.
Em entrevista ao IFL Science!, McIntyre contou que o telescópio Kleper nos deu boas indicações das medidas dos raios dos planetas, assim como informações vitais como a massa deles e a velocidade rotacional.
A maioria dos exoplanetas, de acordo com o estudo, orbita em estrelas do tipo M ( anãs-vermelhas), que são favoráveis a explosões de radiação — o que significa que campos magnéticos ainda mais fortes são formados, com força muito superior àquela que teríamos em um planeta que poderia abrigar água, que é vital para a existência de vida.

K2-33B, um dos mais jovens exoplanetas detectados com o telescópio Kepler da Nasa (Foto: Nasa/JPL-Caltech)

Em relatório, a cientista mostra a necessidade de se priorizar, em futuros estudos, planetas que têm maiores probabilidades de terem campos magnéticos fortes, o que, segundo ela, não está ocorrendo. A única exceção a ser levada em conta seria uma amostra que ela fez do Kepler-186f, que orbita uma estrela do tipo K, o que faz do caso digno de mais investigações.
“Em conjunto com informações que crescem rapidamente vindas de bases de dados de exoplanetas que virão nos próximos 2 anos, meus planos futuros de pesquisa são o de ajudar a determinar os possíveis alvos para observações futuras com bases do espaço em atmosferas planetárias e ainda contribuir com a identificação potencial de vida no espaço”, disse McIntyre.

Fonte: Galileu.com

Haroldo Cordeiro Filho

Haroldo Cordeiro Filho

Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

Luzimara Fernandes

Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

Rafaela Rangel

Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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