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Menos aventura e mais responsabilidade

Sabemos que a questão da segurança púbica está muito além de decretos imediatistas e sem efetividade como o assinado pelo presidente Bolsonaro, no início da semana

Redação Fatos & Notícias 

Texto: Haroldo Cordeiro Filho

A bancada da pólvora (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Algumas ideias ainda não me entram à cabeça. O decreto presidencial sobre a assinatura de posse, porte e importação de armas, na última terça-feira (7), no Palácio do Planalto, a meu ver, não passa de paliativo que terá como resultado, uma falsa sensação de segurança para poucos profissionais. Em foto registrada por Marcos Corrêa/PR, o grupo favorável pareceu-me um bando de crianças espoletas com gestos de arma em punho querendo brincar de soldado e bandido no matagal.
Sabemos que a questão da segurança púbica está muito além de decretos imediatistas e sem efetividade como o assinado pelo presidente Bolsonaro, no início da semana.
A situação atual da segurança pública no Brasil é resultado da falta de investimentos e ações não desenvolvidas no passado em áreas como a saúde e a educação. A omissão e o descaso do Estado brasileiro são nítidos. Segundo a Unicef, cerca de 32,7 milhões de pessoas estão expostas à vulnerabilidade, ou seis em cada dez crianças vivem em situação precária no País.
Deputados da bancada evangélica na Câmara (195 deputados) se mobilizam para derrubar o decreto, pois trata-se de um dos um dos temas discordantes entre a bancada e o atual governo. PSOL, PT e Rede apresentaram projetos de decretos legislativos que pedem a revogação integral da medida. Para Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública e idealizador do projeto anticorrupção, que está em marcha lenta no Congresso, o decreto não configura “política de segurança pública”.
O Brasil do futuro precisa de políticas públicas efetivas e responsáveis, voltadas para o meio ambiente, que está sendo ameaçado a todo instante pela bancada ruralista; para a educação, que levou um tiro à queima-roupa, com cortes que passam dos 41%, e não 30%, como anunciado pelo ministro Abraham Weintraub, sucateando ainda mais nossas universidades e institutos federais; para a saúde que vive há décadas na UTI e para a economia, que precisa urgentemente reduzir a carga tributária e os juros bancários, fomentando assim, a cadeia produtiva e consequentemente, gerando mais empregos.

O Brasil do futuro precisa de políticas públicas efetivas e responsáveis (Foto: Reprodução internet)

Haroldo Cordeiro Filho
Jornalista – DRT 003818/2018
Microempresário e Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer
Estudante de Filosofia – Estácio de Sá de Vitória

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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