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O incentivo à pesquisa no Brasil

Nossos gestores, enxergaram a necessidade, mas não priorizaram o principal pilar de qualquer nação desenvolvida, que tem em sua estrutura social a responsabilidade e o respeito para com seu povo e suas futuras gerações, a educação

Redação Fatos & Notícias 

Texto: Haroldo Cordeiro Filho

Ministro Marcos Pontes (Foto: Bruno Peres/MCTIC)

Dando continuidade ao artigo publicado nas edições anteriores, entrevistamos professores, doutores e doutorandos para termos uma visão panorâmica da real situação que se encontra a pesquisa científica no nosso País. Nesta última parte, compartilharemos as entrevistas com pessoas que entendem do assunto e sabem das dificuldades de se fazer ciência no Brasil.
A doutoranda Bruna Miurim Dalfior, licenciada e mestre em Química e agora em processo de conclusão do doutorado, também em Química, diz que há falta de investimento na área, tanto no que diz respeito à aquisição de materiais e equipamentos como no que se refere à disponibilidade de bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Doutoranda Bruna Miurim Dalfior (Foto: Haroldo Cordeiro Filho)

Jefferson Léo, outro doutorando da Ufes, diz que o maior problema para o desenvolvimento de ciência e pesquisa é justamente a falta de investimento governamental. A ciência se divide basicamente em ciência de base e ciência aplicada. As indústrias têm interesse em aplicar no mundo inteiro e no Brasil isso não é uma realidade muito difundida, porque esse tipo de ciência retorna em forma de produtos e processos otimizados que dão, para ela, competitividade.
Jefferson sublinha também a burocracia para liberação de verba o que acaba inviabilizando o desenvolvimento da pesquisa. Ele cita que quando estava na Espanha, fazia a ordem de compra e em uma semana chegava o insumo no laboratório.
Jefferson aproveita o momento e lança uma proposta que pode ser adotada por um político que tenha interesse em tocar a ideia. Criar uma lei, similar à Lei Rouanet, onde um professor, cientista ou um pesquisador, que vai fazer ciência aplicada, apresentasse um projeto para uma empresa privada, que geralmente tem grande chance dela se interessar, porque é uma oportunidade que ela tem de terceirizar a parte de inovação e desenvolvimento em tecnologia, uma vez o projeto aprovado, a empresa poderia fazer “doações” em dinheiro e, em consequência do incentivo, teria isenções de impostos.

Jefferson Léo em pesquisa de campo (Foto: Arquivo pessoal)

Após ouvir todos os envolvidos para escrever essa matéria, a conclusão que chego é que o Brasil, ou melhor, nossos gestores, enxergaram a necessidade, mas não priorizaram o principal pilar de qualquer nação desenvolvida, que tem em sua estrutura social a responsabilidade e o respeito para com seu povo e suas futuras gerações, a educação.
Mas, hoje, temos a honra de ter à frente da pasta do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), nada menos que um conhecedor de causa, o respeitado Marcos César Pontes, primeiro astronauta brasileiro que tem um currículo vastíssimo e a missão de “tentar” mudar o caos que nossa comunidade científica enfrenta nos dias de hoje… O Brasil torce por isso!

Haroldo Cordeiro Filho
Jornalista – DRT 003818/2018
Microempresário e Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer
Estudante de Filosofia – Estácio de Sá de Vitória

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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