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O Meio Ambiente pede socorro! Nada temos a festejar

Em sessão no Congresso, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deixou o Plenário sob vaias de ambientalistas

Redação Fatos & Notícias 

Texto: Haroldo Cordeiro Filho

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

05 de junho, dia que comemoramos oficialmente o Dia do Meio Ambiente. Tudo começou com a primeira convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Estocolmo, Suécia, em 1972. Num momento em que nossas florestas, nossos animais, nossas matas, nossos rios, nossos mares e oceanos são agredidos deliberadamente sem a devida atuação fiscalizadora dos órgãos governamentais responsáveis, fica a pergunta, o que temos a comemorar?
A natureza pede socorro! O derretimento das geleiras é fato, as mudanças climáticas, as alterações no comportamento dos animais, são fruto dessa força descontrolada e destruidora em busca de produção, a todo custo, para um consumo exacerbado e cego de uma população iludida e enganada pelo mercado ganancioso e consumista. Onde vamos parar? Produtos que exigem grande consumo de água e de energia, ou seja, matérias-primas encontradas somente na natureza, mas que em nome de uma ingestão desenfreada, que não se importa nem um pouco com as gerações futuras e muito menos com o meio ambiente, continua destruindo o que temos de mais belo.
Segmentos poluidores trabalham como vermes, corroem, parasitam a todo instante o planeta para atender uma demanda populacional mundial. Historicamente, a natureza vem sofrendo essas agressões desde a revolução industrial em nome do “progresso”.

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A indústria pecuarista consome mais de 10 mil litros de água para produzir 400 gramas de carne; as siderúrgicas se apossam de milhares de metros quadrados para depósitos de rejeitos na fabricação de metais – Mariana, Brumadinho e Barão de Cocais, todas no estado de Minas Gerais; a indústria imobiliária que condena cidades inteiras à superpopulação com ocupações ilegais nos manguezais, mananciais e reservas, sem dizer a ausência do poder público com a falta de planejamento e leis habitacionais mais rígidas e planos urbanos responsáveis.
Para o presidente da comissão de Meio ambiente no Senado, Fabiano Contarato, que passou a semana na Alemanha, o momento é de preocupação. “Instalou-se uma agenda de retrocessos e de desmonte do Ministério do Meio Ambiente, de políticas públicas e de negação das pesquisas científicas”.
Na última quinta-feira (06), em sessão especial do Plenário para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge disse, “Quantos rios precisarão morrer? Quantas vidas deverão estar extintas? Quanta gente poderá migrar até que o apelo seja efetivamente ouvido e todos assumam a defesa ambiental do planeta? Um dos maiores desafios do Ministério Público é garantir a efetiva responsabilização pelos crimes cometidos contra o meio ambiente. Como temos que atuar com base na legislação nacional, a punição é, muitas vezes, restrita, e a reparação local do dano nem sempre condiz com a dimensão do crime, o que prejudica o meio ambiente em solo doméstico e também além”, afirmou.

Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) (Foto: Edílson Rodrigues/Agência Senado)

Logo após o pronunciamento, Ricardo Salles deixou o Plenário sob vaias de ambientalistas. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou a postura do ministro de abandonar a sessão como “indignidade misturada com covardia”. Para o parlamentar, “a política ambiental de Jair Bolsonaro ofende acordos e tratados internacionais para o combate às mudanças climáticas, o que faz do Brasil ‘motivo de vergonha mundial’”.
“O cara-de-pau do ministro esquece de dizer que a intenção desse governo é destinar o Fundo da Amazônia para quem desmatou o meio ambiente, grileiros, ruralistas. Nunca a verdade foi tão violentada nesse Plenário como no dia de hoje. Nunca vi tanto ato de covardia, como no dia de hoje. O ministro teria feito talvez um ato melhor se nem aqui tivesse comparecido. Para comparecer, vomitar mentiras e sair fugidio, covardemente, era melhor não ter vindo”, disse”.
E a luta precisa continuar…

Haroldo Cordeiro Filho
Jornalista – DRT 003818/2018
Microempresário e Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer
Estudante de Filosofia – Estácio de Sá de Vitória

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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