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Orangotango é encontrado vivo com 24 balas em seu corpo na Indonésia

A suspeite é que o animal foi atingido por caçadores da região e acabou ficando cego, mas seu estado de saúde estável

Redação Fatos & Notícias

Animal foi atingido por caçadores da região e acabou ficando cego (Foto: YEL-SOCP)

O orangotando Paguh foi encontrado com a vida por um fio por um time de conservacionistas na ilha de Sumatra, na Indonésia. O animal estava com 24 balas cravejadas em seu corpo quando especialistas da Agência de Conservação de Recursos Naturais (BKSDA) o encontraram, na semana passada. As autoridades acreditam que os responsáveis sejam caçadores da região.
Segundo o periódico regional Tempo, 16 balas atingiram a cabeça do animal, o que o deixou cego. Outros quatro projéteis estavam nas mãos e nos pés de Paguh, além de três no quadril e um na barriga.
Agora, o orangotango está sendo tratado por especialistas em um hospital veterinário da região e, felizmente, seu prognóstico é positivo. “Paguh está em uma condição estável depois que a equipe veterinária removeu três projéteis de sua cabeça”, disse Castri Delfi Saragih, porta-voz da Fundação do Ecossistema Lestari e Fundação PanEco — Programa de Conservação de Orangotangos da Sumatra (YEL-SOCP), ao The Jakarta Post.
Essa não é a primeira vez que algo do tipo acontece. Em março, Hope, uma fêmea da mesma espécie de Paguh sobreviveu após ser encontrada com 74 balas de fuzil em seu corpo. Segundo as autoridades da Indonésia, ao menos 20 animais foram tratados por especialistas na última década por conta dos ataques executados por caçadores.
“Estamos muito preocupados com esses ataques a orangotangos que continuam acontecendo”, disse Citrakasih Nente, supervisor do YEL-SOCP. “As autoridades precisam ser sérias ao garantir que os rifles de ar sejam usados ​​de acordo com os regulamentos vigentes, para que o que aconteceu com Paguh e Hope não se repita”.

Orangotango baleado 24 vezes é encontrado vivo na Indonésia (Foto: YEL-SOCP)

Óleo de palma

A situação de Paguh e seus colegas se torna ainda mais grave se considerarmos que são poucos os orangotangos de sua espécie que continuam vivos em Sumatra. Esses animais estão ficando cada vez mais isolados devido à destruição das florestas tropicais na região.
De acordo com pesquisadores, isso acontece porque a flora local é substituída por terras agrícolas que produzem óleo de palma, produto que serve de matéria-prima para diversos cosméticos e alimentos. Um relatório do Greenpeace publicado no início de novembro ligou grandes empresas internacionais, incluindo Nestlé, Unilever e Mondelez, a milhares de incêndios florestais na Indonésia desde 2015.
Quando o documento foi publicado, Richard George, chefe do Greenpeace no Reino Unido, disse em comunicado à imprensa que algumas empresas usam o certificado de “óleo de palma sustentável” para enganar os consumidores e se distanciar do desmatamento. “Mas a frase é totalmente sem sentido porque o organismo responsável pela certificação do óleo de palma é composto por alguns dos fazendeiros e produtores mais destrutivos da Indonésia”, explicou a autoridade. “Este é um esquema de segurança de galinheiro administrado por raposas”.

Fonte: Galileu.com

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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