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Professora é primeira mulher a assumir o cargo máximo da Ufes

Vice-reitora, Ethel Leonor Noia Maciel, foi eleita reitora com mais de 67% dos votos válidos, no último dia 06

Redação Fatos & Notícias 

Texto: Haroldo Cordeiro Filho

Vice-reitora Ethel Maciel (Foto: Haroldo Cordeiro Filho)

Este mês de novembro vai entrar para a história da Universidade Federal do Espírito Santo – Ufes, pois a vice-reitora Ethel Leonor Noia Maciel, foi eleita reitora com mais de 67% dos votos válidos, no último dia 06, comandará a instituição no quadriênio 2020-2024. Se tornando assim, a primeira mulher a exercer o cargo máximo da universidade no Estado.
Natural de Baixo Guandu, 51 anos, casada e mãe de três filhos, elegantemente atendeu ao pedido do Fatos & Notícias para falar um pouco da sua trajetória profissional e dos projetos que pretende implantar na sua gestão junto com sua diretoria.
Graduada em Enfermagem pela Ufes. Mestre em Enfermagem de Saúde Pública, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), doutora em Saúde Coletiva/Epidemiologia, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e pós-doutorado nas instituições Johns Hopkins University e UC Berkeley School of Public Health.
Começou, em 1995, como professora substituta do Departamento de Enfermagem da Ufes e, em 1998, como professora efetiva. Entre 1995 e 2013 foi coordenadora do Centro de Pesquisa Clínica no Hospital Universitário da Ufes (Hucam), ligado ao Núcleo de Doenças Infecciosas, e foi coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva e do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Ufes. Atualmente preside a Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (REDE-TB) e representa o Brasil na Rede Governamental de Pesquisa em Tuberculose no grupo formado por cinco grandes países emergentes – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics).
Nessa entrevista, Ethel Maciel diz que sua gestão será baseada no diálogo e na participação da comunidade científica.

Fatos & Notícias – O que a fez aceitar o desafio de assumir a universidade nesse período tão crítico para a Ciência e Tecnologia e a Educação?

Ethel Maciel – Estou na Ufes desde 1987, quando ingressei como estudante e, a partir de 1998, como professora efetiva do Departamento de Enfermagem. Entre o final da minha graduação em 1993 e minha entrada como professora, fui bolsista de pesquisa e depois servidora do Estado cedida para a Universidade, onde atuei no Núcleo de Doenças Infecciosas. Nunca fiquei um dia afastada da Ufes e todas as conquistas da minha vida devo à oportunidade de ter acesso à educação pública, gratuita e de qualidade. Aceitei esse desafio porque, agora, tenho a oportunidade de devolver à Universidade um pouco do que ela me proporcionou ao longo desses 30 anos. Como costumam dizer, tenho um relacionamento longo, duradouro e estável com a Ufes. Importante destacar que desde 2013, quando assumi a vice-reitoria, pude aprender muito sobre a gestão pública da universidade. Já atuei como coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, fui coordenadora do Comitê de Ética da Ufes e do Centro de Pesquisa Clínica do Hucam. Essa experiência de estar vice-reitora foi muito importante para entender a gestão de forma mais ampla, e me preparou para assumir o desafio de ser a primeira mulher a ocupar o cargo máximo da Universidade. Cabe ressaltar também que são nos períodos críticos que temos a oportunidade de repensar, reinventar e encontrar novos caminhos e alternativas que fortaleçam ainda mais a missão da nossa instituição.

F&N – Quais projetos a senhora tem para tornar a Universidade autossustentável?

A atual gestão da universidade, na qual sou vice-reitora, tem demonstrado ser eficiente na utilização dos recursos, sendo inclusive reconhecida pelo Ministério da Economia como a quarta instituição mais eficiente do País. Essa deve ser uma diretriz permanente na próxima gestão. Temos como projetos para tornar a Universidade autossuficiente a criação do Laboratório de Inovação, um ambiente para o fomento de processos inovadores, e de editais internos que integrem estudantes, técnicos-administrativos e professores na solução de questões internas da Ufes. Nós temos pessoas altamente qualificadas em diversas áreas do conhecimento, e precisamos promover ações que visem possibilitar que a própria comunidade universitária ofereça respostas para os nossos desafios, de forma criativa e inovadora. Além disso, pretendemos ampliar e sistematizar a nossa captação de recursos, buscando novas modalidades de financiamento, bem como parcerias governamentais e não governamentais e com outras instituições do Espírito Santo.

Quais projetos a senhora pretende desenvolver na área de pesquisa?

É fundamental levarmos em conta o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Vamos trabalhar na busca de mecanismos que garantam a democratização do ensino, a valorização dos professores e de técnicos administrativos na missão institucional, a inclusão social e a garantia do acesso e permanência para os estudantes. Outra ação é a divulgação das pesquisas e projetos de extensão que vêm sendo desenvolvidos na Ufes para a comunidade externa, visando atender às demandas da sociedade. A nossa Universidade tem muitos pesquisadores e pesquisas diversas, praticamente em todas as áreas do conhecimento. Temos inúmeras pesquisas cadastradas e de relevância para o desenvolvimento do Estado. Nos últimos anos, a Universidade vem trabalhando de forma estreita com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) para fomentar pesquisas que visam melhorias para diversos setores da sociedade, como saúde, ciências humanas, agricultura, energia, ciências sociais aplicadas, etc.

Quais impactos as medidas do governo federal (MEC) trazem à Ufes?

No âmbito orçamentário, as reduções vêm acontecendo desde 2014, fazendo com que a atual gestão realizasse avaliações econômicas para melhorar os processos licitatórios e de compra, além de se preocupar em qualificar nossas equipes de planejamento. Nosso projeto para a universidade está comprometido em buscar soluções e alternativas para os desafios que se apresentam, e vamos trabalhar com responsabilidade e diálogo permanente com a comunidade universitária e com as forças políticas do nosso Estado.

Fachada da Ufes (Foto: Haroldo Cordeiro Filho)

Haroldo Cordeiro Filho
Jornalista – DRT 003818/2018
Microempresário e Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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