02 de janeiro de 2018

2018, o ano de crescimento, e de mais rombo fiscal

A previsão de que 2018 será um ano de grande crescimento na economia é unânime. A de que será um ano para lá de turbulento, também

 

Redação Fatos & Notícias

O consumo deve puxar uma alta de quase 3% do PIB em 2018  (Foto:Germano Lüders)

A previsão de que 2018 será um ano de grande crescimento na economia é unânime. A de que será um ano para lá de turbulento, também. Após 2017 fechar  com um PIB avançando cerca de 1%, para 2018 economistas consultados pelo boletim Focus, do Banco Central, vêm melhorando suas previsões e esperam que a economia brasileira cresça 2,68%.
Se em 2017 o crescimento foi amparado pelo avanço da agropecuária, em 2018 o PIB deve contar com o avanço do consumo. O desemprego, que no auge da crise chegou a 13,7% no início de 2017, vem caindo desde então. Com o aumento do emprego, da massa salarial e uma esperada retomada do crédito, o consumo das famílias deve crescer 3%, segundo estimativa do Banco Central.
No componente da oferta, o destaque é o crescimento generalizado da indústria, a previsão é de alta de 2,9%. A construção civil deve ter alta de 3,4% — o primeiro resultado positivo desde 2013.
Para os serviços, a projeção do Banco Central é de um avanço de 2,4%, refletindo, principalmente, “os desempenhos positivos nas atividades comércio (4,2%), transporte, armazenagem e correios (3,2%) e outros serviços (3,1%), compatíveis com a retomada da indústria e do consumo”.

O grande problema é que o quadro fiscal do País deve continuar piorando e ninguém sabe quando isso será revertido. A estimativa é que a dívida bruta do País feche 2018 em 79,8% do PIB, ante os 74,4% até novembro de 2017.

Enquanto navega pela esperada retomada, a economia do País terá de lidar com as turbulentas águas de um processo eleitoral sem saber o que será de seu quadro fiscal. “Acreditar que para boa parte dos candidatos que está aí o ajuste fiscal, especialmente a reforma da previdência, é algo incontornável é acreditar no conto da carochinha mais mambembe”, afirma o economista Sérgio Vale.

Fonte: Exame



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