05 de fevereiro de 2018

Comunidade de aprendizagem no DF não terá provas nem divisão por salas

Unidade de ensino atenderá 560 estudantes da educação infantil e dos três anos iniciais do ensino fundamental. Espaço fica no Paranoá

 

Redação Fatos & Notícias

Haverá salas multimídia, playground, laboratório, refeitório e ateliê de artes, entre outros (Foto: iStock)

O aprendizado por meio de projetos, sem aplicação de provas e com a participação da comunidade, é a proposta da Comunidade de Aprendizagem do Paranoá (CAP), que começará este ano a atender 560 crianças da região administrativa, que fica a cerca de 15 quilômetros do centro de Brasília.
A estrutura não terá a divisão usual por salas e cadeiras enfileiradas. A ideia é que os estudantes proponham temas e os desenvolvam por meio de projetos, oficinas e roteiros de estudo. Por exemplo, uma criança que mora em uma rua sem asfaltamento, que afeta a saúde de algum membro da família, por causa da poeira, pode levar essa demanda para a escola, que será trabalhada em diversos aspectos.

A partir dessa demanda, o currículo da criança vai ser trabalhado em torno desse projeto. Ela vai aprender em química como se faz a mistura do asfalto, pode aprender por que a poeira causa doenças. Também vai ter que ter atitudes para mudar a realidade, fazer passeatas, ligações para pressionar o governo. Ações cidadãs, além dos conteúdos que serão abarcados em todo o projeto”, explica a professora Marina Teatini de Carvalho, uma das idealizadoras do projeto.

Apesar da forma de ensino diferenciado, o conteúdo é o mesmo previsto na Base Nacional Comum Curricular. Não haverá medição do aprendizado por meio de provas, e a avaliação será feita de maneira contínua, processual e cumulativa.

Estrutura
O projeto foi elaborado por um grupo de professores para ser aplicado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, ou seja, será uma escola pública. O prédio onde funcionará a CAP ainda está em obras, e deve ficar pronto até abril. Por enquanto, as crianças da comunidade estão assistindo às aulas em uma escola na região administrativa do Cruzeiro, mas as professoras da CAP já estão trabalhando com os alunos em galpões no Paranoá.
A estrutura principal da Comunidade de Aprendizagem do Paranoá é dividida em três espaços amplos, semelhantes a galpões. Como o espaço é compartilhado, os estudantes não são agrupados no local de acordo com faixa etária ou ano.
A escola se organiza em dois núcleos de aprendizagem: iniciação e desenvolvimento. Todos os alunos entram no núcleo de iniciação, onde são trabalhados aspectos sociais, emocionais, lógicos e linguísticos. Para passar para o núcleo de desenvolvimento, o aluno precisa adquirir atitudes, valores e autonomia, além do aprendizado.

Conexão com a realidade
Para a professora Marina, a conexão com a realidade dos alunos é fundamental para o aprendizado. “Qualquer pessoa que estuda a ciência do conhecimento sabe como o conhecimento acontece de fato entre os neurônios. Sabemos que o conhecimento vai ser realmente adquirido se for realmente significativo, ele tem que ter alguma âncora com a realidade da pessoa. Não tem como aprender de verdade se a pessoa está em uma bolha, onde não está vivenciando os conhecimentos. Além disso há uma transformação da realidade, a criança descobre o seu potencial de transformação, e isso é impagável”, explica.
O secretário de Educação do Distrito Federal, Júlio Gregório Filho, também ressalta que a medida está alinhada com a necessidade de transformações no modelo pedagógico atual. “A sociedade do século 21 não se adapta à escola que foi criada para séculos anteriores. Não vamos conseguir alterar nosso sistema atual se não abrirmos espaços para novas práticas pedagógicas”, avalia.
A inspiração para a escola do Paranoá veio de outros projetos já existentes, como a Escola da Ponte, em Portugal, e o Projeto Âncora, em Cotia (SP). O pedagogo português José Pacheco, que encabeçou a criação da Escola da Ponte, participou do processo de formação da Comunidade de Aprendizagem do Paranoá.

Fonte: Agência Brasil



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