08 de janeiro de 2018

Globo de Ouro 2018: confira a lista de vencedores

Filme 'Três Anúncios para um Crime' se destacou nas categorias de cinema. Enquanto 'Big Little Lies' se consagrou entre as séries de TV e discurso emocionante da homenageada da noite, Oprah Winfrey

 

Redação Fatos & Notícias

'Três Anúncios para um Crime' e 'Big Litle Lies' (//Reprodução)

A 75ª edição do Globo de Ouro viu seus prêmios bem distribuídos, sem eleger um grande vencedor da noite. Em cinema, até o final, não era possível apontar quem levaria a categoria principal de drama. Considerado favorito, A Forma da Água perdeu para Três Anúncios de um Crime, que conquistou quatro troféus — o longa está previsto para chegar ao Brasil em 8 de fevereiro. Outra produção que se destacou foi Lady Bird, marcado para estrear por aqui em 15 de fevereiro, que conquistou a categoria de melhor filme cômico e atriz em filme de comédia para Saorsie Ronan.
Nas categoria de televisão, as escolhas seguiram as do último Emmy, em setembro, com destaque para The Handmaid’s Tale e Big Little Lies. A diferença é que, desta vez, a vantagem foi da segunda. Confira abaixo todos os vencedores.

Cinema
Melhor filme dramático:
Três Anúncios para um Crime
Melhor filme cômico ou musical: Lady Bird: É Hora de Voar
Melhor diretor: Guillermo Del Toro – A Forma da Água
Melhor ator – drama: Gary Oldman – O Destino de uma Nação
Melhor ator – comédia ou musical: James Franco – O Artista do Desastre
Melhor atriz – drama: Frances McDormand – Três Anúncios para um Crime
Melhor atriz – comédia ou musical: Saorsie Ronan – Lady Bird: É Hora de Voar
Melhor ator coadjuvante: Sam Rockwell – Três Anúncios para um Crime
Melhor atriz coadjuvante: Alisson Jenney – Eu, Tonya
Melhor roteiro: Três Anúncios para um Crime
Melhor trilha sonora: A Forma da Água
Melhor canção original: This is Me – O Rei do Show
Melhor animação: Viva: A Vida É uma Festa
Melhor filme estrangeiro: Em Pedaços (Alemanha/França)

Televisão
Melhor série dramática:
The Handmaid’s Tale
Melhor série cômica: The Marvelous Mrs. Maisel
Melhor minissérie ou filme para TV: Big Little Lies
Ator em série dramática: Sterling K. Brown – This is Us
Ator em série cômica: Aziz Ansari – Master of None
Atriz em série dramática: Elisabeth Moss – The Handmaid’s Tale
Atriz em série cômica ou musical: Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel
Ator em minissérie ou filme para TV: Ewan McGregor – Fargo
Atriz em minissérie ou filme para TV: Nicole Kidman – Big Little Lies
Ator coadjuvante em TV: Alexander Skarsgard – Big Little Lies
Atriz coadjuvante em TV: Laura Dern – Big Little Lies

Oprah Winfrey faz discurso poderoso contra assédio e racismo
Oprah Winfrey homenageada com o prêmio Cecil B. DeMille no Globo de Ouro (Lucy Nicholson/Reuters)

Oprah Winfrey foi a homenageada da 75ª edição Globo de Ouro, na noite deste domingo, com o tradicional prêmio honorário Cecil B. DeMille. No ano anterior, a honraria foi entregue à Meryl Streep, que viu seu discurso viralizar na internet ao criticar Donald Trump e defender estrangeiros. Como esperado, Oprah também entregou um discurso forte, voltado para a defesa das mulheres e contra o assédio e o racismo.

Em 1964, eu era uma menina, sentada no chão da casa da minha mãe, assistindo Sidney Poitier vencer o prêmio de melhor ator”, lembrou Oprah sobre o Oscar e o Globo de Ouro recebidos pelo ator na época pelo filme Uma Voz Nas Sombras. “Ao palco veio o homem mais elegante que eu já vi. Me lembro da gravata branca e sua pele negra. Eu nunca tinha visto um negro homenageado assim. Depois, ele ganhou este mesmo prêmio. Tentei várias vezes explicar o que aquele momento significava para uma criança de um lugar tão humilde. Minha mãe entrou em casa, cansada de limpar a casa dos outros. E nesse momento, não consigo deixar de pensar que pode existir alguma pequena menina me assistindo receber este prêmio. Sou a primeira mulher negra a ganhá-lo. É uma honra, e um privilégio compartilhar a noite com todas elas, e todos os homens e mulheres que me inspiraram, me desafiaram e me trouxeram até aqui”.

Em seguida, a apresentadora agradeceu à Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, responsável pelo Globo de Ouro, e aproveitou para homenagear aos membros da imprensa. “Vemos a imprensa sofrer um cerco hoje em dia. É preciso ter dedicação para se revelar a verdade, a injustiça. Revelar os tiranos e suas vítimas. Quero dizer que eu valorizo a imprensa mais do que nunca. Estamos tentando viver esse tempo difícil. Por isso, vou falar, que sei ao certo, que dizer a sua verdade é a ferramenta mais poderosa que temos. Tenho orgulho e me inspiro nas mulheres que tiveram a força e o poder de falar e compartilhar suas histórias particulares. Neste ano, somos a história”.
Oprah usou o fim de seu discurso para falar sobre o tema da noite: abuso sexual. “Não sofremos abuso só na indústria do entretenimento. É um problema que transcende local de trabalho, raça, cultura. Quero prestar um tributo às mulheres que suportaram anos de abuso e violência. Elas, como minha mãe, tinham contas para pagar, filhos para alimentar e sonhos para correr atrás. São mulheres com nomes que nunca saberemos. São trabalhadoras domésticas, em fábricas, em restaurantes, no mundo da tecnologia, militares”.
Ela finalizou lembrando a história de Recy Taylor, uma mulher negra que, em 1944, foi sequestrada e estuprada por seis homens armados enquanto voltava da igreja. “Ela procurou justiça em uma época que não havia justiça. Recy morreu há dez dias. Ela viveu em uma cultura de homens brutais. De pessoas que não acreditariam nela. Mas chegou a hora. O tempo dessas pessoas brutais acabou”, disse, antes de ser aplaudida de pé pela plateia.
“Espero que Recey tenha morrido sabendo que a verdade dela e de tantas outas mulheres atormentadas naquela época, foi ouvida. Eu entrevistei e interpretei pessoas que passaram por coisas horríveis na vida, e todas elas tinham a capacidade de manter a esperança por um dia melhor. Mesmo nas noites mais terríveis. Que as meninas assistindo esta noite saibam que um novo dia está chegando. Quando esse dia chegar, será por que muitas mulheres magnificas, muitas que estão aqui a noite, e homens fenomenais, que as ajudaram, lutaram para serem os líderes que conduziram esse tempo em que ninguém mais precisa dizer ‘me too” (eu também)”, disse, lembrando o movimento on-line em que mulheres compartilharam casos de abuso com a hashtag #metoo.

Fonte: Veja



COLUNISTAS



Fernanda Prates
Advogada redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Gislene Ataíde
Coach de Carreira, Palestrante e Consultora de Gestão Organizacional redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Jorge Pacheco
Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Karin Alessandra
Psicóloga redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Felipe Moro Loureiro
Professor Doutor em Ciência, na UCL redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Walmir da Hora
Economista Empresarial, especialista em Gestão Estratégica redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Luzimara Fernandes
Jornalista redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Vanderlei Santos Rodrigues
Professor e Especialista em Educação Física redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Vinicius Nery
Estudante de Jornalismo na Ufes redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Edmilson Alves
Corretor de Imóveis redacaojornalfatosenoticias.es@gmail.com

Dr. Arnaldo Marques Junior
-

Prof.Raphael Balsa
-

ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES