12 de janeiro de 2018

Proibir cigarro diminui número de fumantes, mas há um porém

Estudo feito nos EUA mostra que a proibição em bares e restaurantes funciona, mas só entre quem tem ensino superior completo

 

Redação Fatos & Notícias

Proibir fumar em bares e restaurantes diminui o número de dependentes (vchal/iStock)

Desde 2009 é proibido fumar dentro de ambientes fechados, como bares ou restaurantes, no Estado de São Paulo. O objetivo desse tipo de iniciativa é diminuir o número de fumantes passivos (isso é, que acabam respirando a fumaça do cigarro de outras pessoas). Só que os benefícios estão indo além. Uma nova pesquisa americana, com 25 anos de duração, está atestando: proibições desse tipo ajudam os fumantes a parar (mesmo fora dos tais estabelecimentos) – mas só os que fizeram faculdade.
Os pesquisadores acompanharam durante duas décadas e meia 5.105 adultos americanos, analisando seus hábitos de fumo e as regiões onde eles moravam. O estado em que o participante X reside tem políticas antitabagistas? E o bairro, tem bares que não permitem fumar?
Os resultados mostraram que a legislação contra tabaco tem um papel importantíssimo na diminuição de fumantes na região, mas que o hábito de fumar só diminui nos usuários com mais instrução. O montante de participantes fumantes com, pelo menos, ensino superior completo caía 20% quando esses viviam em regiões onde existia a proibição em bares e restaurantes. Os que não paravam, diminuíam. O número de diplomados que fumavam mais de meio maço por dia caiu 25% depois de serem expostos às restrições.
Mas, mesmo entre as pessoas com menos estudo, as legislações eram benéficas, o que faltava era uma assistência para a quebra do ciclo vicioso de fumar. “Nossos resultados apontam que as proibições ajudam a começar o processo de parar de fumar, entre pessoas com menos grau socioeconômico, os deixando mais suscetíveis para largar o cigarro”, afirma Stephaine Maine, pós-doutora em medicina pela Universidade Northewstern e uma das autoras da pesquisa.
Os resultados mostram que mesmo quem não tinha faculdade, tinha 15% mais chance de, pelo menos tentar parar de fumar. “As tentativas de parada são um importante marcador para largar o cigarro”, afirma Amy Auchincloss, professora de Saúde Pública na universidade de Drexel e coautora do estudo.

Na média, levam entre oito e 14 tentativas para uma pessoa finalmente deixar de fumar”.

De acordo com os pesquisadores, as proibições são uma medida importante, mas não única. “É necessária uma abordagem em mais de uma escala – incluindo impostos sobre tabaco, e assegurar que companhias de cigarro não promovam seus produtos para pessoas mais vulneráveis – além de possibilitar um acompanhamento gratuito para pessoas que querem parar de fumar”, completa Auchincloss.

Fonte: Superinteressante



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