07 de dezembro de 2017

Os bons exemplos da Finlândia, que comemora 100 anos de independência

Os finlandeses nos deram o saudoso Nokia 1100, o viciante jogo Angry Birds e o emblemático (e destrutivo) coquetel molotov

 

Redação Fatos & Notícias

A revista britânica The Economist classificou a Finlândia como o terceiro melhor país do mundo para ser uma mãe que trabalha fora (Foto: AFP)

O país comemora nesta semana seu aniversário de 100 anos de independência da Rússia, proclamada em 6 de dezembro de 1917.
Para lembrar esse marco, selecionamos alguns fatos e curiosidades sobre a Finlândia, que tem uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo e um sistema de educação invejável.

6 dados invejáveis
1. Não é um mau lugar para se nascer...

Caixa de papelão é entregue cheia de produtos e pode ser usada também como berço para o bebê (Foto: Milla Kontkanen)

Uma caixa de papelão é uma das principais razões por que a Finlândia tem uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo.
Desde o fim da década de 1930, o governo entrega gratuitamente a todas as famílias de recém-nascidos uma caixa de papelão cheia de produtos para bebês - roupas, fraldas, itens de higiene, livros e até brinquedos. E a caixa serve também como berço, já que vem com um pequeno colchão.
Antes da introdução da caixa, o país era muito pobre e a mortalidade infantil era alta, com 65 mortes para cada mil nascimentos. No ano passado, foram duas.
A caixa de papelão se tornou um símbolo da igualdade na Finlândia e foi copiada em diversas partes do mundo.

2. ... nem para ter filhos
A organização Save the Children nomeou o país como o melhor do mundo para ser mãe.
A caixa de papelão tem algo a ver com isso. Mas também com o fato de que elas podem ter até um ano de licença-maternidade e em seguida uma boa reinserção no trabalho.
Além disso, um dos pais pode ficar em casa até a criança chegar aos três anos de idade e ganhar US$ 500 (R$ 1.620) por mês. E o Estado oferece creches gratuitas.

42% dos membros do Parlamento são mulheres, uma taxa superada apenas por oito países (Foto: AFP)

O relatório Global Gender Gap ("Diferenças globais entre gêneros") classificou a Finlândia como o segundo país mais igualitário do mundo em 2016. E a revista britânica The Economist recentemente o definiu como o terceiro melhor país do mundo para ser uma mãe que trabalha fora.
Em termos políticos, 42% dos membros do Parlamento são mulheres, uma porcentagem superada por apenas oito países.
É o único lugar do mundo desenvolvido onde os homens passam mais tempo com seus filhos em idade escolar do que as mães, de acordo com um relatório recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Eles têm direito a nove semanas de licença-paternidade e durante esse período recebem 70% do salário.

3. 'O melhor sistema de educação do mundo'
O sistema educacional da Finlândia é motivo de inveja de governos, pais, professores e até alunos de outros países.
O país tem a educação considerada a melhor do mundo e, ainda que nos últimos anos tenha perdido algumas posições no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), segue sendo um modelo.

Bons resultados sem custo: toda a educação é gratuita, desde a pré-escola até a universidade (Foto: AFP)

É a única nação em que as mulheres têm maiores probabilidades de se sair melhor em ciências do que os homens.
O país ocupa a 5ª posição em ciências a nível global, 4ª em leitura e 12ª em matemática.
Em 2006, estava nos primeiros lugares nas três áreas, e há diferentes interpretações a respeito da perda de posições no ranking. Em 2012, porém, a empresa de serviços educacionais Pearson classificou o sistema de educação finlandês como o melhor do mundo.

4. Um dos países menos corruptos
Nos últimos cinco anos do relatório da organização Transparência Internacional sobre o Índice de Percepção da Corrupção, o país não saiu do pódio.

5. 'A terra dos mil lagos'
Na verdade, são 180 mil. Sem contar as 40 mil ilhas e que 75% do território é composto de florestas, mais do que qualquer outro país da Europa.

Tem mais superfície coberta por florestas que qualquer outro país da Europa (Foto: AFP)

E não é só isso. Assim como outros países nórdicos, há o jokamiehenoikeus, o direito público de livre trânsito na natureza. Ou seja, é possível passear e pernoitar por certo tempo em terrenos abertos de propriedade privada.

6. Inovação e empreendedorismo
A Nokia não é mais o que era, mas ainda emprega mais de 100 mil pessoas e tem presença em mais de 130 países.
Em 1993, ela nos deu o primeiro celular que podia enviar SMS.
Os maiores cruzeiros do mundo são construídos na Finlândia, assim como os maiores motores a diesel. Há também uma vibrante indústria de videogames - o jogo Angry nasceu ali - e de eletrônicos.
O primeiro navegador de internet que tinha uma interface de usuário também surgiu na Finlândia. Nada mal para um país com pouco mais de 5 milhões de pessoas.

3 curiosidades
1. A maior quantidade de bandas de heavy metal per capita
São cinquenta e quatro bandas para cada 100 mil habitantes.

2. Único lugar fora da Rússia que tem um museu dedicado a Lênin
O museu foi visitado por três líderes soviéticos (Foto: AFP)

Fica no local onde Lênin e Stalin se encontraram pela primeira vez em 1905, na cidade de Tampere.
Foi visitado por três líderes soviéticos: Jruschov, Brezhnev e Gorbachev.

3. São fanáticos por tango
Eles dançam tango desde antes da independência e têm uma versão própria, diferente do argentino.
Seus principais temas são amor, tristeza, natureza e campo.
Trata-se do país onde surgiu a sauna - calcula-se que existam ao menos 3,3 milhões delas, quase uma por pessoa.
Durante a Guerra Fria, Urho Kekkonen, presidente entre 1956 e 1982, fazia negociações com autoridades soviéticas na sauna da residência oficial.
Era a "diplomacia da sauna", onde todos eram iguais e a política não podia ser escondida embaixo da roupa.
Nas saunas da Finlândia, todos ficam nus.

Um último dado
Dizem que desde criança os finlandeses absorvem a onipresença da sauna em suas vidas.

Calcula-se que haja 3,3 milhões de saunas no país (Foto: AFP)

Trata-se do país onde surgiu a sauna - calcula-se que existam ao menos 3,3 milhões delas, quase uma por pessoa.
Durante a Guerra Fria, Urho Kekkonen, presidente entre 1956 e 1982, fazia negociações com autoridades soviéticas na sauna da residência oficial.
Era a "diplomacia da sauna", onde todos eram iguais e a política não podia ser escondida embaixo da roupa.
Nas saunas da Finlândia, todos ficam nus.

Fonte: bbc.com
 



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