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Tartaruga gigante é capturada em Niterói

Velha conhecida dos biólogos do Projeto Aruanã, Neruda voltou ao mar no mesmo dia

Redação Fatos & Notícias

A tartaruga Neruda e a coordenadora do Projeto Aruanã, Susana Guimarães (Foto: Ronaldo Rufino/Ed. Globo)

Neruda, uma tartaruga-verde de 90 centímetros e 82 quilos, foi a sensação da temporada de captura do Projeto Aruanã, encerrada ontem (12) na Praia de Itaipu, região oceânica de Niterói (RJ). Ela foi a maior tartaruga capturada este ano. Neruda saiu do mar na tarde de 29 de maio último, acompanhada de mais oito companheiras. Velha conhecida dos biólogos do Projeto Aruanã, ela foi saudada pelos pescadores e banhistas.
O primeiro registro da tartaruga, ainda filhote, ocorreu em 2011, durante uma pesca de arrasto acompanhada pelo pessoal do Aruanã. Ela tinha à época 36,5 cm de casco e apenas seis quilos. Depois de marcada com grampos metálicos nas nadadeiras, Neruda foi devolvida ao mar.

A tartaruga-verde é uma espécie em perigo e classificada como vulnerável pelo Ministério do Meio Ambiente. Atinge até 143 centímetros e 160 quilos

Nestes oito anos, o pessoal do Aruanã reviu Neruda por pelo menos 25 vezes, acompanhando todo o desenvolvimento do bicho na fase juvenil. Ela foi batizada somente em 2014, após uma campanha on-line de arrecadação de fundos para o Projeto.
Susana Guimarães, coordenadora do Aruanã, contou emocionada que em um destes encontros com Neruda conseguiu tirar um anzol que a estava machucando. “Guardo este anzol comigo”, diz a bióloga. A tartaruga-verde é uma espécie em perigo e classificada como vulnerável pelo Ministério do Meio Ambiente. Atinge até 143 centímetros e 160 quilos.
Fundado em 2012, o projeto Aruanã tem como missão monitorar e proteger as tartarugas marinhas na área da Baía da Guanabara, além de ações em educação ambiental.
Neruda voltou para o mar no mesmo dia em que saiu. Os biólogos, voluntários e pescadores deram adeus à amiga. Adulta, ela deve migrar para sua área de desova, nas Ilhas oceânicas de Trindade, na Reserva Biológica do Atol das Rocas, no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha ou talvez nos mares do Caribe. Não vai voltar mais.

Fonte: Revista Globo Rural

Haroldo Cordeiro Filho

Haroldo Cordeiro Filho

Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

Rafaela Rangel

Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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