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“Tiraram a responsabilidade dos pais e colocaram nas costas dos professores”

“A educação nos Estados precisa ser redesenhada, adequada ao novo modelo educacional que está sendo preparada pelo MEC”

Redação Fatos & Notícias 

Texto: Haroldo Cordeiro Filho

Deputado estadual capitão Assunção (Foto: Haroldo Cordeiro Filho)

O Jornal Fatos & Notícias (Coluna Olhar de uma Lente), esteve esta semana no gabinete nº 406 da Assembleia Legislativa – Ales, para um bate-papo com o deputado estadual capitão Assunção do mesmo partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, o PSL.
Nascido em Ecoporanga, ingressou na Polícia Militar/ES em 1983, chegando a oficial (capitão) em 1994. De maneira descontraída, disse que o que falta para o Estado é otimização, ou seja, uma boa gestão para melhorarmos nossos serviços públicos. Segundo ele, de todas as áreas do atual governo, a que está funcionando um pouco melhor é a saúde.
“Recentemente teve uma reportagem sobre o Hospital Infantil relatando a precariedade nas estruturas do prédio. No planejamento estratégico que o governador apregoou no início do ano, o único setor que eu vejo que está tendo resultado positivo é o da saúde. Fiz uma indicação para que ele entrasse com um laudo do Corpo de Bombeiros não só no Hospital Infantil, mas em outras unidades hospitalares também, para que preservasse a integridade e a segurança dos cidadãos que vão lá buscar socorro médico. Costumo dizer que, se sofresse um acidente, eu pediria para ser levado para o São Lucas, porque eu sei que lá teria um atendimento referencial. Não podemos dizer que a saúde vai mal. Há muita coisa para melhorar, mas já tivemos avanços. Infelizmente, governos anteriores sempre viram saúde como política de governo, cada um fazendo à sua maneira. Mas com todos os deslizes, a saúde, do governo de Victor Buaiz para cá, vem tendo uma importância, mesmo que timidamente, uma visão de política de Estado. Falta muito a ser melhorado… de vez em quando eles voltam com a falar da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), o que eu acho um grande erro, gravíssimo. O cidadão já é majorado demais… dizer que seria para a saúde, é desculpa! A verdade é que precisamos de uma gestão aperfeiçoada dos recursos já existentes para o sistema de saúde. Alguns hospitais estão se adequando às normas internacionais, nosso secretário é capacitado para tocar a pasta, tem conhecimento de gestão, por isso coloco a saúde, no atual governo, como o setor que mais evoluiu. O deputado estadual ficou encurralado entre a esfera federal e a esfera municipal, graças à Constituição de 1988…, Mas, na saúde, estamos sempre fazendo indicações relevantes”.

Efetivo de 2.500 homens faltando na Polícia Militar (Foto: Reprodução internet)

“A educação na esfera estadual deve ser repensada… criou-se um modelo que não foi de Estado, mas de governo chamado “Escola Viva”. Fizeram grande marketing, distorceram a função dos professores colocando-os como educadores, ou seja, tiraram a responsabilidade dos pais e colocaram nas costas dos professores… Educação é recebida no berço familiar e não na escola. A função do professor é passar conhecimento para a formação profissional dos nossos estudantes para um dia ingressarem no mercado de trabalho. Temos que levar em conta que estamos na quarta revolução industrial e, isso, requer formação técnica e científica… os tempos são outros.
O que fizeram foi passar para a população que o projeto Escola Viva é o melhor modelo de ensino…, mas não é bem assim, ele simplesmente matou as outras instituições de ensino. Os alunos vão para escola e lá estão tendo aula de dança… não sou contra, mas os futuros empregos exigirão dança ou tecnologia? Muitos dos nossos jovens ficarão perdidos como muitos hoje, ficarão fora das escolas e consequentemente fora do mercado produtivo. Não quero dizer que a Escola Viva deva ser deixada de lado, mas adequá-la para as atuais exigências do mundo que está “muito” competitivo. A educação precisa ser redesenhada, adequada ao novo modelo educacional que está sendo preparado pelo Ministério da Educação – MEC, aos alunos do ensino fundamental, proporcionando-os o gosto pela leitura, a paixão pela matemática e o respeito pelo português. A linguagem não pode se sobrepor à gramática… isso é errado! A Língua Portuguesa, a Matemática e as Ciências são as matérias que nossos alunos precisam aprender porque são elas que farão deles mais preparados e com mais base para o ensino médio… Os Estados deverão se adequar ao novo modelo do MEC”.
Na opinião do deputado, a militarização seria interessante para retomarmos uma coisa que está extinta nas redes de ensino que é a disciplina comportamental. “Recupera-se a importância do professor e tira a de educador… Isso é uma forma de depreciar a profissão… marca do Marxismo cultural. Na escola militar, eu tenho orgulho de dizer que quando o professor entra, independente da disciplina, nós nos levantamos como sinal de respeito”.
“O novo governo vem apostando muito na valorização dos profissionais da segurança pública, principalmente na retaguarda jurídica do policial. Hoje, o que vimos é um desregramento da ordem judicial… é quando a população interfere na ação policial em defesa do acusado.

Polícia Civil é de excelência, mas também não tem efetivo necessário (Foto: Divulgação/Governo do Estado)

Hoje, o policial está desmotivado para trabalhar… ele pensa, porque eu vou prender aquele bandido se ele vai ser solto antes de eu terminar a ocorrência e depois ainda posso ganhar um processo da corregedoria, acusado de agredir a pessoa que era acusada e depois virou vítima? Estamos vivendo uma desordem social.
O nosso presidente está colocando ordem na casa. Colocou uma pessoa que entende de segurança púbica, o ministro Sérgio Moro e as ações que estão sendo feitas para que o trabalho do policial, em qualquer tipo de esfera, seja robustecido… vai demorar um pouquinho, mas o cidadão vai entender que o policial representa sua única garantia de liberdade… Portanto, no futuro ele vai passar a colaborar com o policial.
O Estado Presente nunca existiu. Efetivo de 2.500 homens faltando na Polícia Militar… a nossa Polícia Civil é de excelência, mas está atravancada dentro dos seus escritórios porque não tem efetivo necessário… quantas delegacias estão fechadas por aí a fora? A polícia investigativa virou cartorial, a nossa segurança pública depende, única e exclusivamente, do Estado.
O deputado também falou sobre a visita do vice-presidente da República, General Mourão. “O levaram ao Palácio da Fonte Grande para conhecer o projeto Estado Presente… estão enganando o vice-presidente… o Estado Presente nunca existiu. Para funcionar precisaria de ações conjuntas de vários setores do Estado – saúde, educação, cultura e, por último, a segurança… aí sim, seria Estado Presente”.
“Fui eleito para fiscalizar o governo, não que o governo seja corrupto, mas a minha obrigação é fiscalizar o que o governo está fazendo ou que pretende fazer. Hoje, sou um parlamentar independente… tenho compromisso com os capixabas, mas se o governo me entende como oposição, não tem problema… vou cumprir meus quatro anos de mandato com determinação, seriedade e compromisso com o povo capixaba”, finalizou.

Haroldo Cordeiro Filho
Jornalista – DRT 003818/2018
Microempresário e Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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