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Constelação familiar

A Constelação auxilia no relacionamento com parentes, no entendimento de questões pessoais, financeiras, organizacionais e afetivas, e outros comportamentos danosos

Redação Fatos & Notícias 
Texto: Maria da Graça Lima Reis

A Constelação Familiar deve ser feita com a orientação de um profissional com formação adequada (Foto: André Kummer)

É uma abordagem fenomenológica sistêmica, que foi desenvolvida por Bert Hellinger, a partir de observações e experiências como missionário na África, onde viveu muitos anos com os índios da tribo Zulu. Ele estudou padrões de comportamentos dos grupos familiares através de suas gerações, e descobriu que as pessoas permanecem unidas por forças de um sistema ou interesse comum, embora não tenham consciência.
Ele percebeu que os integrantes da tribo tinham dinâmicas próprias para a solução dos conflitos, e não apresentavam problemas, pois quando algo acontecia, o problema era de todos, e o “porquê coletivo” aparecia para solucionar a questão.
Voltando para a Alemanha, estudou profundamente a psicologia em diferentes tipos de terapia, o que foi fundamental para que chegasse ao método de Constelação Familiar, que tem por objetivo expor a pessoa a tudo, que está atuando nela e no sistema em que está inserido, provocando uma mudança e alteração das imagens internas, o que vai facilitar possibilidades de diversos padrões de comportamento adulto e responsável, gerando um clima de aceitação do que experimenta no seu sistema, tomando para si o que lhe favorece.
Verificou-se, que estando energeticamente conectada com os ancestrais por meio de um campo morfogenético e de uma energia coletiva, a pessoa vivencia todas as coisas de seus antepassados como suas crenças, valores, traumas, doenças e segredos, que formam uma memória genética, que é passada para os descendentes, e, identificando as questões a partir da relação das dinâmicas ocultas da família, fica mais fácil a solução dos conflitos.
Compreendendo as memórias ancestrais e sua influência nas gerações futuras, observou-se um “campo morfogenético”, que foi estudado pelo biólogo Rupert Sheldrake com suas informações, e deu um cunho científico ao que C. G. Jung chamou de “Inconsciente Coletivo”, que é um conjunto de sentimentos e pensamentos partilhados por todas as pessoas do sistema familiar, que são originados em nossos ancestrais.
A Constelação Familiar não substitui outras terapias, mas pode ser um complemento, que vai ajudar a pessoa a ter conhecimento de seu sistema familiar e seus emaranhamentos, que têm o poder de influenciar sua vida e das pessoas da família, que trazem problemas afetivos, sociais e financeiros, doenças ou tendências suicidas, muitas vezes inexplicáveis. Ela está incluída no escopo das Práticas Alternativas Integrativas, que o Ministério da Saúde aceitou como abordagem complementar, que pode contribuir para a saúde da população.
As Ordens do Amor que foram validades por Bert Hellinger na Constelação Familiar, têm o poder de influenciar a vida das pessoas, porque Pertencimento, Hierarquia e Equilíbrio são as ordens, que devem ser respeitadas, para que os destinos não sejam repetidos na família, carregando cargas emocionais, que não necessitam ser fidelizadas, mas apenas honradas em seus antepassados.
A Constelação Familiar deve ser feita com a orientação de um profissional com formação adequada, e a chancela de um instituto reconhecido pela ABC Sistemas, que é uma sociedade que tem referência de especialistas, que podem ministrar atendimento individual ou em grupo, para ajudar a pessoa a solucionar a questão, com o auxílio de bonecos ou outros objetos, que vão representar os integrantes da família, quando o atendimento é individual, ou em Workshops, quando o atendimento é de grupo, em que os representantes da família são escolhidos no momento.
O Constelador vai identificar o desequilíbrio do sistema familiar para validar o entendimento, com as dinâmicas adequadas em cada situação, que é representada nos integrantes escolhidos. Cada representante deve ter a responsabilidade de entrar sem julgamento, preconceito ou ego para suportar o destino do que está representando, e sentir como pessoas reais á medida que o campo se abre com as dinâmicas de cada membro.
Deve haver uma interferência mínima do Constelador, que observa e valida hipóteses para identificar o que causou o emaranhamento do sistema familiar, e ao encontrar a resposta, há um desfecho particular para integrar o conflito apresentado. Não é adequado comentar com outras pessoas o que ocorreu, e nem conversar com outros profissionais sobre a questão.
A Constelação auxilia no relacionamento com parentes, no entendimento de questões pessoais, financeiras, organizacionais e afetivas, e outros comportamentos danosos. Pode identificar emaranhamentos ocultos na família, auxiliar na integração de conflitos passados, melhorar questões aflitivas e romper com comportamentos, que prejudicam a vida da pessoa e do sistema familiar.

Maria da Graça Lima Reis 
Psicóloga com formação em Análise Bioenergética; Terapias Corporais Neo Reichianas; Análise Transacional; Terapia Sistêmica e Constelação Familiar; Prática de Yoga e meditação Coordenadora Científica da antiga Associação de Análise Transacional do ES 
Coordenadora de Pós-Graduação em Análise Bioenergética da UEMG
Coordenadora Pedagógica da Formação em Terapia Sistêmica e Constelação Familiar de Vitória e Minas Gerais

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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