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Estresse te faz ouvir pior, afirma pesquisa da Unesp

Especialistas relacionaram aumento da frequência cardíaca com a diminuição da capacidade auditiva

Redação Fatos & Notícias

Descobertas abrem caminhos para novos tratamentos de distúrbios de atenção e comunicação (Foto: Pixabay)

Situações estressantes diminuem a capacidade auditiva das pessoas, de acordo com um novo estudo publicado por pesquisadores da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) em parceria com especialistas da Universidade Brookes Oxford, na Inglaterra. Isso ocorre porque, com o aumento da frequência cardíaca ocorrida em momentos de tensão, a audição é afetada.
A equipe analisou as variáveis fisiológicas referentes à atenção auditiva, atividade cerebral, sistema cardiovascular e sistema nervoso autônomo (que regula as funções involuntárias do corpo) antes e imediatamente após o estresse. “Como um dos resultados, nós observamos que até um leve grau de estresse consegue causar uma leve sobrecarga no coração”, afirma Vitor Engrácia Valenti, professor da Unesp em Marília e coordenador da pesquisa, à Galileu.
O especialista explicou que quando uma pessoa é exposta a situações de estresse, o sistema nervoso parassimpático, que atua no relaxamento do corpo, tem sua atividade diminuída, e os níveis de adrenalina sanguínea se elevam, devido ao aumento da atividade do sistema nervoso simpático (que atua na resposta do organismo durante um episódio de estresse). Logo, o cortisol, que é um hormônio que estimula o relaxamento, também passa a exercer uma atividade mais lenta.

"Como um dos resultados, nós observamos que até um leve grau de estresse consegue causar uma leve sobrecarga no coração"

Nas pequenas tensões cotidianas o organismo tende a retornar para as suas condições normais de maneira rápida. “Uma exposição única ao estresse desencadeia essas respostas e o corpo retorna em seguida”, diz Valenti. “Quando a exposição é contínua (dias, meses ou anos), o corpo reage de modo negativo, de tal maneira que surge um aumento nos riscos da pessoa desenvolver uma doença cardiovascular”.
No dia a dia, a diminuição da capacidade de ouvir os sons ao redor pode ser muito perigoso — principalmente em situações de estresse. “No trânsito isso pode comprometer a atenção auditiva e facilitar um acidente. Ou durante o estudo para algum concurso, vestibular ou outra prova, por exemplo”, relata o cientista.
O esforço de políticas públicas com o objetivo de aliviar o estresse rotineiro das pessoas é uma necessidade urgente, para a equipe de profissionais. Para eles, no mundo ideal, haveria a implementação de técnicas de relaxamento com validação científica em locais públicos de fácil acesso para a população. “Mas de forma mais realista, o ideal seria o reforço da visita de uma equipe multidisciplinar (psiquiatra, psicólogo) nas residências — o que já ocorre, porém, seria importante fortalecer esse acompanhamento pela equipe clínica”, argumenta Valenti.

"Quando a exposição é contínua (dias, meses ou anos), o corpo reage de modo negativo, de tal maneira que surge um aumento nos riscos da pessoa desenvolver uma doença cardiovascular"

A equipe continuará pesquisando o tema, agora com foco em tratamentos não-farmacológicos para o problema. Enquanto não chegam a conclusões definitivas, Valenti recomenda atividades que focam no relaxamento, como a meditação e a ioga, — sempre orientadas por profissionais da saúde.

Fonte: Galileu.com

Haroldo Cordeiro Filho

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Jornalista haroldojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Luzimara Fernandes

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Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com
Rafaela Rangel

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Nutricionista CRN-ES 08100271-rafaelarangel. nutricionista@gmail.com
Jorge Pacheco

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Advogado, Radialista e Jornalista redacaojornalfatosenoticias .es@gmail.com

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