Bem-estar

Porque tanto Medo da Dor do Parto?

Parto não é sofrimento e toda mulher que deseja ter uma experiência de parto agradável e prazerosa, pode desenvolver sua potência para isso. Basta compreender e acreditar que é capaz!

Como você pode imaginar, essa é uma das maiores dificuldades das gestantes. A tal dor do parto! Infelizmente, nós temos uma tendência gritante a nos ater ao negativo, disseminar as más notícias, nos impactar mais com situações e estímulos dolorosos. E, assim, é também com as experiências de parto. Dificilmente vemos na TV um parto que seja feliz e tranquilo. As cenas que se abrigam no âmago da nossa mente são de mulheres gritando e sofrendo para terem seus bebês.
Mas fica a pergunta: todos os partos são assim? Todas as mulheres sofrem desse jeito para parir?
E a resposta é: Não! De forma alguma!
Mas, por que então, essa tal dor do parto é tão apavorante? A primeira resposta seria que é por que ninguém gosta de sentir dor. Mas essa seria uma resposta muito rasa, concorda?
Agora, imagina quando a dor do parto é disseminada como a pior dor do mundo!
Adentrando as teias históricas e emocionais do ser humano, podemos ter uma visão mais ampla e aprofundada sobre isso. De certo, é que a maioria de nós não gosta de sentir dor e nosso cérebro foi programado para fugir dela.
Porém, a dor não parte do corpo para o cérebro, é justamente o contrário. A dor é um sinal que nosso cérebro dá, para nos indicar que algo não está certo em nosso corpo. Mas entendendo que o parto é um processo natural do nosso corpo, por que o cérebro manifesta a dor?
Se pensarmos na dor emocional, que se manifesta no corpo, temos uma noção do que isso significa. Uma pessoa que perde um ente querido ou termina um relacionamento, pode jurar que seu coração dói, né?
Se a dor começa no cérebro, é aí mesmo que encontraremos os motivos para tantos relatos de parto dolorosos e difíceis, o universo pessoal e a relação com o próprio feminino influenciam a experiência de parto de cada mulher, de uma forma individualizada.
Passeando pelo passado vamos perceber que a história não foi muito branda com as mulheres. O simples medo por ser mulher foi uma realidade durante muitos séculos! Relacionamentos abusivos, estupro, vergonha, pudor excessivo, impureza, religiosidade punitiva, feminicídio, baixa autoestima, incapacidade…. Isso tudo está em nossa memória arcaica. E como o que somos é resultado do que aprendemos através das vivências e comportamentos dos nossos antepassados, essa é uma dor profunda que foi sendo reproduzida através das gerações.
A mulher que sofre vai passar a mesma percepção de vida para suas filhas. E, durante a infância e crescimento, essa mulher vai construir crenças e padrões de comportamento que serão sua guia. Ela não se torna bem resolvida com sua feminilidade, desenvolve problemas de aceitação, transtornos sexuais, uma autoimagem destruída, carrega traumas de infância, se torna dependente e fragilizada. E aí vêm as influências externas, afirmando e reforçando tudo aquilo que ela já tem como verdade.

(Foto: Nágela Isa Sirqueira)

Se essa mulher já tem problemas relacionados a seu feminino, crenças negativas e limitantes, ela vai se ligar ao discurso negativo sobre o parto, por que isso é congruente com o que ela sente. E, na sua experiência, todo seu conteúdo interno vai se manifestar.
Mas o outro lado da moeda nos mostra mulheres bem resolvidas e autoconfiantes, que tiveram uma criação motivadora, cresceram sem tabus e num diálogo aberto, que foram incentivadas a valorizar e empoderar sua potência feminina, terem partos lindos, suaves e até orgásmicos!
Se por um lado, depende da criação e individualidade de cada uma, por outro, depende da sua vontade e do seu empenho em quebrar as crenças e padrões negativos que a rodeiam. Sempre é tempo de se transformar, independente do que já foi. E essa é uma das belezas da vida!
Parto não é sofrimento e toda mulher que deseja ter uma experiência de parto agradável e prazerosa, pode desenvolver sua potência para isso. Basta compreender e acreditar que é capaz!

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