Comportamento

Autoestima

Não é sobre passar um batom ou fazer um novo corte de cabelo. Muito menos sobre o que pensam de você, que define sua autoestima. Ter uma autoestima elevada tem a ver com aquilo que você pensa sobre si mesmo. Aquilo que sente quando se olha no espelho ou quando está diante de um problema.
Uma baixa autoestima está geralmente ligada à necessidade de ser aceito, à vergonha de colocar e defender pontos de vista, à dificuldade de se sentir bem sendo que é. O amor-próprio é a tradução da autoestima. Quando você se aceita, se quer bem, é seu amigo, é sinal de que esse amor-próprio está num fluxo harmonioso aí dentro.
Quando falo em ser seu amigo, o mais leal deles, quero que imagine quando alguém te procura para pedir um conselho, está se sentindo mal no relacionamento ou tendo pensamentos ruins sobre si. Normalmente você vai acolher esse amigo, escutar, motivar, dizer coisas boas e tentar levantar seu astral.
Mas e quando é você que está se sentindo assim? Quando começa a ter pensamentos destrutivos, se sentir mal, com a autoconfiança lá no chão, fica depressivo ou até mesmo com pensamentos contra sua própria vida, como é que você se trata?
É disso que se trata. Se você não for seu melhor amigo, não é o que vem de fora que vai fazer algo mudar aí dentro. Pode até servir como bálsamo passageiro e te confortar no momento, mas não é capaz de modificar o que você está sentindo. Isso é uma coisa interna, trata-se de suas emoções.
A construção da autoestima começa desde o ventre materno. Aquilo que você sente ali dentro, a aceitação ou rejeição dos pais, a confiança ou o medo que a mãe transmite. Depois, na infância, essas emoções vão sendo reforçadas com suas experiências. O quanto de incentivo e validação ou o quanto de críticas e punições você recebe.
E, ao longo da vida, isso vai se manifestando nas suas relações com as amizades, com os namoros, nos estudos, no emprego, no casamento…
De alguma forma você espera que algo ou alguém faça você se sentir melhor, espera que as pessoas à sua volta te valorizem e demonstrem que você é especial. E essas sensações de desconforto, não partem de fora. É o que você está sentindo!
Quando a autoestima está alta e fortalecida, não importa o que os outros pensam ou se te aceitam. Porque sua validação não depende dos outros, e você sabe disso.

(Foto: Freepik)

Entender o nível de autoestima e amor-próprio faz parte do autoconhecimento. Saber identificar o que afirma para si mesmo, sobre quem você é. O que diz para si internamente quando está numa situação que te desafia, quando é julgado, quando ouve uma crítica, quando uma expectativa sobre o outro não é cumprida.
Se, ao invés de se motivar e dizer coisas positivas que te elevem, perceber o que está acontecendo aí dentro, sem terceirizar culpas, você se afoga em seu próprio veneno, precisa olhar para isso com mais amor. O fluxo natural do amor-próprio está interrompido e você precisa cuidar disso.
E lembre-se, você é a média das cinco pessoas com quem mais convive. Pedir conselhos para um amigo, é pedir conselhos para quem está como você, que já tem o mesmo resultado que você tem. Esse amigo vai te dar conselhos que ele mesmo não vai aplicar, vai falar sobre coisas que ele mesmo não sente ou faz.
Então, busque uma ajuda profissional se estiver difícil de lidar com essas oscilações. Isso demonstra coragem e compromisso consigo mesmo, em se fazer feliz.
Ouse se amar!

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