{"id":2519,"date":"2020-03-27T11:57:40","date_gmt":"2020-03-27T14:57:40","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/?p=2519"},"modified":"2020-03-27T11:57:45","modified_gmt":"2020-03-27T14:57:45","slug":"a-literatura-tem-permitido-que-criancas-negras-se-valorizem-como-tal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/index.php\/2020\/03\/27\/a-literatura-tem-permitido-que-criancas-negras-se-valorizem-como-tal\/","title":{"rendered":"\u201cA literatura tem permitido que crian\u00e7as negras se valorizem como tal\u201d"},"content":{"rendered":"\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><em>Ex-professora da Ufes, autora de livros infantis sobre racismo e direitos humanos, Kiusam de Oliveira, se inspirou em sua pr\u00f3pria experi\u00eancia com o preconceito para escrever hist\u00f3rias<\/em><\/h6>\n\n\n\n<p>A autora de livros infantis Kiusam de Oliveira, 54 anos, abra\u00e7ou uma causa nada simples: tratar de temas espinhosos como racismo e direitos humanos de uma forma que crian\u00e7as compreendam, se identifiquem e, o mais importante, se encantem. Para isso, buscou na sua pr\u00f3pria experi\u00eancia e viv\u00eancia como estudante e professora negra a inspira\u00e7\u00e3o para hist\u00f3rias que hoje s\u00e3o tidas como refer\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o infantil.<br>\nNascida em Santo Andr\u00e9, na Grande S\u00e3o Paulo, Oliveira \u00e9 filha de uma tricoteira que sempre priorizou a educa\u00e7\u00e3o. \u201cMinha m\u00e3e, mesmo muito pobre, primava pelos estudos e dizia: \u2018n\u00f3s vamos dividir um ovo em quatro partes, mas voc\u00ea vai ter uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade\u2019\u201d, lembra a autora. Aos 14 anos, come\u00e7ou a cursar Magist\u00e9rio de 2\u00ba Grau, seguiu na Pedagogia, obteve especializa\u00e7\u00e3o em defici\u00eancia intelectual, mestrado em Psicologia Escolar e doutorado em Educa\u00e7\u00e3o.<br>\nMas, al\u00e9m da carreira no magist\u00e9rio, e tamb\u00e9m por influ\u00eancia da m\u00e3e, Oliveira sempre gostou de escrever. \u201cEla fazia capangas [tipo de bolsa] e colocava dentro dos bolsos cadernetinhas com l\u00e1pis pequenos e me dizia para escrever\u201d, lembra a autora. Foi em algumas destas centenas de cadernetas \u2014 ela conta mais de 150 \u2014 que a autora encontrou as tem\u00e1ticas para suas hist\u00f3rias. <br>\nEm 2009, lan\u00e7ou seu primeiro livro: Omo-Oba: Hist\u00f3rias de Princesas, no qual contos e mitos de orix\u00e1s femininos ganharam forma de princesas. Em 2013, publicou seu maior sucesso, O Mundo no Black Power de Tay\u00f3, em que questiona estere\u00f3tipos racistas a partir do empoderamento de uma menina negra de seis anos de idade. No ano seguinte, com O Mar que Banha a Ilha de Gor\u00e9, a autora se aprofundou ainda mais nos temas, usando a viagem da protagonista, uma menina de nove anos, para o Senegal, para abordar a hist\u00f3ria do tr\u00e1fico de seres humanos escravizados durante a coloniza\u00e7\u00e3o europeia das Am\u00e9ricas.<br>\nAgora, ela se prepara para lan\u00e7ar dois novos t\u00edtulos em abril: O Mundo de Tay\u00f3 em Quadrinhos e O mundo no Black Power de Akin, uma esperada vers\u00e3o de Tay\u00f3 para meninos. \u201cEntendo que essa literatura que eu fa\u00e7o, que chamo de literatura infantil negro-brasileira do encantamento, ajuda a crian\u00e7a negra a se reencontrar, a trazer esse encantamento ou reencantamento para seu corpo\u201d, diz a autora. A seguir, ela fala mais sobre inf\u00e2ncia, racismo e educa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea sofreu os preconceitos que combate hoje durante a sua inf\u00e2ncia em Santo Andr\u00e9?<br><\/strong> Conheci as marcas do racismo em uma escola de freiras perto de casa, para onde fui quando estava pr\u00f3xima de completar seis anos. Vou contar uma situa\u00e7\u00e3o que foi muito marcante, para que as pessoas consigam compreender as marcas da viol\u00eancia na vida da gente. Eu n\u00e3o conseguia segurar meu xixi, e tinha uma necessidade de ir ao banheiro imediatamente, com um atestado para isso. Um dia minha professora faltou e veio a diretora, ela era muito temida por n\u00f3s. Ela dizia: \u201ceu sou uma alem\u00e3 de dois metros de altura e voc\u00eas v\u00e3o ter que me engolir\u201d. Dava pavor.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu senti vontade de fazer xixi, levantei e pedi autoriza\u00e7\u00e3o para ir ao banheiro. Ela n\u00e3o autorizou, pediu para eu sentar novamente e, quando eu abri a perna para me movimentar e retornar \u00e0 minha carteira, fiz xixi ali. Ela se levantou, agarrou a minha orelha, foi me arrastando, me levou ao banheiro, tirou minha roupa, abriu o chuveiro e me jogou embaixo da \u00e1gua fria. <br>\nComecei a chorar muito, gritava, porque tinha esperan\u00e7a da minha m\u00e3e me ouvir da nossa casa. Nisso ela pegou um tufo de papel higi\u00eanico e colocou dentro da minha boca. Aquilo rasgou minha gengiva, eu me lembro da \u00e1gua caindo com sangue. A\u00ed ela saiu. Quando voltou, estava com todos os alunos da minha sala. As crian\u00e7as come\u00e7aram a rir e a gritar: &#8220;a macaca t\u00e1 pelada, a macaca t\u00e1 pelada!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed ela disse assim: &#8220;olhem bem para o que voc\u00eas est\u00e3o vendo, \u00e9 assim que todo preto deve ser tratado&#8221;. Isso para mim foi muito marcante, porque minha m\u00e3e falava em casa sobre o racismo, e eu n\u00e3o entendia, eu era uma crian\u00e7a. Fui entender nesse dia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como essas viv\u00eancias influenciaram sua escolha pela carreira no magist\u00e9rio?<br><\/strong> Quando fui fazer uma habilita\u00e7\u00e3o na USP, na d\u00e9cada de 1990, na \u00e1rea de defici\u00eancia intelectual, conheci grupos de estudos de forma\u00e7\u00e3o de professores. E nesses grupos estudavam mem\u00f3rias que a gente tinha enquanto estudantes de pedagogia, e que a gente carregava na pr\u00e1tica do magist\u00e9rio. Foi nele que consegui me lembrar de uma agress\u00e3o racista de um professor de geografia. Hoje posso dizer que minha escolha de atuar como professora vem dessa pot\u00eancia de entender o quanto um professor e uma professora s\u00e3o capazes de determinar a vida de um estudante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E depois de tantos anos, acha que a situa\u00e7\u00e3o nas escolas melhorou?<br><\/strong> A educa\u00e7\u00e3o ganhou um novo corpo a partir da Lei Federal 10639, de 2003, que obriga o ensino da hist\u00f3ria da \u00c1frica nas escolas brasileiras. Foi t\u00e3o importante que conseguiu alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional. Ela obrigou professores e profissionais da educa\u00e7\u00e3o a olharem para a diversidade de uma outra forma, que valoriza, compreende e respeita. E pensar em projetos e a\u00e7\u00f5es a partir das falas e dos comportamentos das crian\u00e7as, jovens e adultos em sala de aula.<br> Falo desta lei sempre com muita cerim\u00f4nia, muito respeito, porque para mim \u00e9 uma lei revolucion\u00e1ria que alterou o padr\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o brasileira desde a sua cria\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 t\u00e3o revolucion\u00e1ria que n\u00e3o foca somente no espa\u00e7o da sala de aula, ela obriga os profissionais da educa\u00e7\u00e3o a se verem e se olharem. N\u00f3s precisamos nos olhar e refletir sobre a educa\u00e7\u00e3o que tivemos: o que a v\u00f3 falava sobre negros dentro de casa, a m\u00e3e, o pai, os filhos\u2026 quais cenas racistas voc\u00ea viu quando foi para o mercado, como se portou, o que sentiu. \u00c9 preciso olhar para isso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que educar os professores faz parte da luta contra o racismo?<br><\/strong> Trabalhei com forma\u00e7\u00e3o de professores nos \u00faltimos 20 anos no Brasil inteiro, e as professoras adoram contar esse mesmo caso, o do aluno que reclama: \u201cprofessora, fulana est\u00e1 me chamando de negrinha\u201d. E eu pergunto: \u201ce a\u00ed, qual foi a sua resposta?\u201d. Elas costumam responder: \u201cu\u00e9, eu falei, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 negrinha mesmo?\u201d e ainda complementam: \u201cpor que o pr\u00f3prio negro \u00e9 racista?\u201d. Esse \u00e9 um estere\u00f3tipo para cima do negro.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estere\u00f3tipo recorrente e refor\u00e7ado na sala de aula. Primeiro, vou dizer o seguinte: n\u00e3o tem como negro ser racista, assim como n\u00e3o tem como homem ser feminista, mulher machista. O que tem de possibilidade \u00e9, no m\u00e1ximo, reproduzirmos a forma com a qual somos tratados. Ent\u00e3o, se eu recebo pr\u00e1ticas racistas, e sou chamada de negrinha o tempo todo e passo a minha inf\u00e2ncia passando por situa\u00e7\u00f5es violentas e de exclus\u00e3o, uma hora eu vou querer n\u00e3o ser mais quem eu sou, vou me negar. Em algum momento dessa nega\u00e7\u00e3o, vou preferir achar que tenho for\u00e7as para alterar minha forma de ser e me tornar parecida com quem eu quero ser, que \u00e9 uma pessoa branca. Vou alisar meu cabelo, vou usar certo tipo de roupa, tentar ser discreta nas cores (que \u00e9 outro estere\u00f3tipo). Mas isso n\u00e3o quer dizer que a pessoa est\u00e1 sendo racista, porque o conceito de racismo est\u00e1 atrelado a poder, poder real e concreto, coisa que o negro n\u00e3o tem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De onde veio a inspira\u00e7\u00e3o para criar suas hist\u00f3rias?<br><\/strong> Escrevo desde crian\u00e7a. Minha m\u00e3e era crocheteira e tricoteira, ela fazia capangas, e colocava dentro dos bolsos cadernetinhas com l\u00e1pis pequenos e me dizia para escrever. Antes eu fazia garatujas, bolinhas, linhas. Com o tempo, aprendi a ler e a escrever, e a\u00ed comecei a trabalhar as letras dentro do modelo formal de escrita. Assim registrei as coisas. O incr\u00edvel \u00e9 que minha m\u00e3e guardou todas as minhas cadernetinhas. Tenho mais de 150 com hist\u00f3rias escritas, \u00e9 um material que tem uma pot\u00eancia gigantesca com a forma que eu pensava, e h\u00e1 textos focados na quest\u00e3o racial desde a inf\u00e2ncia. Infelizmente, \u00e9 uma quest\u00e3o que permanece, o corpo da crian\u00e7a negra \u00e9 marcado pelo racismo. Todas as hist\u00f3rias que escrevo s\u00e3o reais. S\u00e3o experi\u00eancias vistas, vividas, ouvidas por mim enquanto professora e como negra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como as crian\u00e7as reagem aos seus livros?<br><\/strong> Tem um v\u00eddeo que mostra um grupo de professoras trabalhando com o primeiro livro que eu lancei, Omo-Oba: Hist\u00f3rias de Princesas, e \u00e9 not\u00f3rio perceber como as crian\u00e7as receberam o livro naquela \u00e9poca. Foi muito surpreendente, porque elas olhavam e diziam que aquelas princesas eram falsas, de mentira, mas o mais comum era ouvir delas que eram feias porque s\u00e3o pretas. Havia uma rejei\u00e7\u00e3o por parte de crian\u00e7as negras e n\u00e3o negras. O livro foi lan\u00e7ado em 2009, e de l\u00e1 para c\u00e1, especialmente nos \u00faltimos cinco anos, tenho percebido pelas cartas que recebo dos leitores que as crian\u00e7as escolhem uma princesa e dizem &#8220;eu me pare\u00e7o com tal&#8221;. \u00c9 isso, porque nessa hist\u00f3ria eu trabalhei arqu\u00e9tipos femininos, ent\u00e3o as crian\u00e7as v\u00e3o se identificando com aquilo para al\u00e9m da apar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que \u00e9 t\u00e3o importante trabalhar a identidade na literatura infantil?<br><\/strong> Quando conto a hist\u00f3ria da Tay\u00f3, do meu livro O Mundo no Black Power de Tay\u00f3, muitas crian\u00e7as de cinco, seis anos, verbalizam ali, no coletivo, &#8220;nossa, eu sou igual a Tay\u00f3, ent\u00e3o eu sou negra?&#8221;. Tay\u00f3 \u00e9 uma personagem superempoderada, que se sabe linda porque se v\u00ea pelos olhos da m\u00e3e dela. Isso \u00e9 o encantamento, ela nao se sabia negra, mas que bom que com cinco, seis, sete anos ela est\u00e1 tendo condi\u00e7\u00f5es pela literatura hoje de se entender, se reconhecer e se valorizar enquanto negra. Dei aula at\u00e9 o ano passado na Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes), e recebia jovens com 25 anos, que relatavam que tinham acabado de se descobrir como negras. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>H\u00e1 alguns elementos recorrentes nas suas hist\u00f3rias, como a ancestralidade e o cabelo black power. Por que escolheu trabalhar com eles?<br><\/strong> Esses s\u00e3o os elementos que faltam na literatura brasileira focada para os p\u00fablicos infantil e juvenil. S\u00e3o elementos que os autores sempre tiveram grandes problemas para trabalhar. Ancestralidade \u00e9 algo que \u00e9 fundamental para qualquer origem \u00e9tnico-racial, \u00e9 um assunto visceral para todos e todas n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m disso, parto do princ\u00edpio de que a \u00c1frica \u00e9 o ber\u00e7o da humanidade, como cientistas j\u00e1 comprovaram h\u00e1 alguns anos. Para mim \u00e9 o seguinte: independentemente da cor da pele, todos n\u00f3s remontamos \u00e0 \u00c1frica, ent\u00e3o ancestralidade est\u00e1 em n\u00f3s, acreditando nela ou n\u00e3o, basta olhar o legado de todas as pessoas que vieram antes da gente. Cabelo black power \u00e9 recorrente, porque tanto no meio negro e no meio n\u00e3o negro ele continua a ser um assunto central. O cabelo crespo n\u00e3o \u00e9 visto como bonito, como higi\u00eanico, como esteticamente coerente ou positivo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/O-Mundo-de-Tayo-819x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2520\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/O-Mundo-de-Tayo-819x1024.jpg 819w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/O-Mundo-de-Tayo-240x300.jpg 240w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/O-Mundo-de-Tayo-768x960.jpg 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/O-Mundo-de-Tayo.jpg 980w\" sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><figcaption><em>Trecho de O Mundo de Tay\u00f3, de Kiusam de Oliveira (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Vivemos hoje em uma \u00e9poca de revisionismo e negacionismo hist\u00f3rico. Por que desconstruir o racismo \u00e9 algo que ainda gera tantos embates e retrocessos?<br><\/strong> N\u00f3s retornamos para um Brasil sa\u00eddo do\u2026 Eu ia usar a express\u00e3o colonialismo, mas nem vou, porque acho que ainda vivemos o colonialismo, a colonialidade est\u00e1 presente e, n\u00f3s, do movimento negro, sempre pontuamos isso. O que acontece hoje \u00e9 que est\u00e1 expl\u00edcito. Como n\u00f3s temos autoridades que n\u00e3o se furtam em demonstrar o seu racismo, por que os cidad\u00e3os comuns v\u00e3o se furtar? Ent\u00e3o quando temos um governo que coloca pol\u00edticos todos alinhados em um mesmo pensamento de exclus\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o preta e desprezo pelo pobre, \u00e9 isso que n\u00f3s vamos ter: retrocesso. N\u00e3o que esse retrocesso de pr\u00e1ticas e pensamentos n\u00e3o existisse, ele sempre existiu, mas as pessoas eram mais discretas, se preocupavam com a forma como iam agir. Ent\u00e3o \u00e9 esse Brasil que estamos vivendo, capaz de olhar para mim, uma pessoa de 54 anos, e atirar uma pedra simplesmente porque estou com uma roupa branca.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao mesmo tempo, temos visto o tema entrar um pouco mais em pauta, aparecendo por exemplo no Oscar deste ano, cujo vencedor foi um curta justamente sobre black power. Que outros avan\u00e7os voc\u00ea v\u00ea neste sentido?<br><\/strong> O primeiro avan\u00e7o que eu elencaria \u00e9 toda a movimenta\u00e7\u00e3o que os negros e negras est\u00e3o conseguindo fazer nas redes sociais. As redes sociais se tornaram grandes plataformas de visibilidade coletiva. A gente consegue expor as pr\u00e1ticas racistas, chamar as pessoas para o debate, com elas \u00e9 imposs\u00edvel alguma pessoa dizer que o racismo n\u00e3o existe. Isso para mim \u00e9 revolucion\u00e1rio. Outro espa\u00e7o \u00e9 a universidade, que vem sendo acessada por negros e negras. Isso \u00e9 algo impag\u00e1vel, com o qual eu h\u00e1 15 anos sonhava, mas n\u00e3o imaginava que alcan\u00e7ar\u00edamos tanto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como seus livros podem transformar a rela\u00e7\u00e3o de toda a sociedade com a cultura negra e africana?<br><\/strong> Entendo que essa literatura que eu fa\u00e7o ajuda a crian\u00e7a negra a se reencontrar, a trazer esse encantamento ou reencantamento para seu corpo. Eu, por exemplo, era uma crian\u00e7a amada dentro da minha casa e na minha fam\u00edlia, todos me achavam linda, diziam que eu tinha olhos lindos, nariz lindo, boca linda. Mas cheguei na escola e conheci uma nega\u00e7\u00e3o para meu ser e minha exist\u00eancia, e passei a n\u00e3o gostar mais de mim, a querer ser diferente para poder ser tratada com maior respeito. Ent\u00e3o, neste caso, \u00e9 um reencantamento. Para aquelas crian\u00e7as que cresceram em lares onde pais e m\u00e3es tamb\u00e9m viveram de forma visceral o racismo desse Pa\u00eds, sem ter algu\u00e9m para orient\u00e1-las de que \u201cisso que fizeram com voc\u00ea \u00e9 racismo, n\u00e3o aceite\u201d, a\u00ed o primeiro momento \u00e9 o encantamento de se entender como negra. N\u00f3s vivemos um tempo em que a literatura tem favorecido e proporcionado momentos dignos para que as crian\u00e7as negras se reconhe\u00e7am e se valorizem como tal. E isso \u00e9 incr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Sociedade\/noticia\/2020\/03\/literatura-tem-permitido-que-criancas-negras-se-valorizem-como-tal.html\">Galileu.com<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-professora da Ufes, autora de livros infantis sobre racismo e direitos humanos, Kiusam de Oliveira, se inspirou em sua pr\u00f3pria experi\u00eancia com o preconceito para escrever hist\u00f3rias A autora de livros infantis Kiusam de Oliveira, 54 anos, abra\u00e7ou uma causa nada simples: tratar de temas espinhosos como racismo e direitos humanos de uma forma que 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