{"id":32400,"date":"2022-07-19T10:59:38","date_gmt":"2022-07-19T13:59:38","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/?p=32400"},"modified":"2022-07-19T10:59:38","modified_gmt":"2022-07-19T13:59:38","slug":"comunidades-adotam-estrategia-para-enfrentar-desertificacao-na-regiao-mais-seca-da-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/index.php\/2022\/07\/19\/comunidades-adotam-estrategia-para-enfrentar-desertificacao-na-regiao-mais-seca-da-paraiba\/","title":{"rendered":"Comunidades adotam estrat\u00e9gia para enfrentar desertifica\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o mais seca da Para\u00edba"},"content":{"rendered":"\n<p><em><span class=\"has-inline-color has-black-color\">No Territ\u00f3rio da Borborema, agricultores familiares se preparam para enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental com tecnologia e gest\u00e3o coletiva de recursos<\/span><\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Logo-Mizu-segunda-2-1024x99.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2353\" width=\"549\" height=\"53\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Logo-Mizu-segunda-2-1024x99.png 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Logo-Mizu-segunda-2-300x29.png 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Logo-Mizu-segunda-2-768x74.png 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Logo-Mizu-segunda-2.png 1240w\" sizes=\"auto, (max-width: 549px) 100vw, 549px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Maria Helena Silva Barbosa, 39, a Lena, vive na comunidade de Goiana, munic\u00edpio de Sol\u00e2nea, na regi\u00e3o do Curimata\u00fa, a mais seca do Territ\u00f3rio da Borborema, na Para\u00edba. Com o marido e dois filhos, de 11 e cinco anos, ela conta que, sem terra para viver ou produzir, seu pai e sua m\u00e3e viviam como n\u00f4mades, sempre correndo para o brejo quando a seca apertava.<br>Obter \u00e1gua para as necessidades mais b\u00e1sicas era dif\u00edcil. Sa\u00edam na madrugada, a m\u00e3e e as filhas, cada uma com um baldinho, para pegar num barreiro, escondido do dono. Enquanto isso, o pai e os filhos mais velhos se concentravam na dura lida do agave para a produ\u00e7\u00e3o da fibra do sisal, que, ao lado do algod\u00e3o, teve importante significado econ\u00f4mico na Para\u00edba e na degrada\u00e7\u00e3o do bioma Caatinga.<br>Banho era um luxo reservado ao beb\u00ea da fam\u00edlia porque a \u00e1gua mal dava para cozinhar e beber numa casa com nove pessoas. As roupas eram emprestadas ou doadas. Quando a m\u00e3e conseguiu passar num concurso para trabalhar em servi\u00e7os gerais numa escola, a fam\u00edlia pode come\u00e7ar a comprar suas coisinhas. Mas o estudo tamb\u00e9m era limitado para as meninas, que precisavam se revezar para cuidar do mais novo. Um ano uma estudava, no outro ano, a outra. \u201cEra uma pobreza extrema\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/logo_esteio.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1214\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Um dia a m\u00e3e levou os filhos para pesar e vacinar e ficou sabendo que ia acontecer uma reuni\u00e3o sobre cisterna. \u201cQuase caiu a casa. O pai disse que era cilada, que aquilo n\u00e3o existia. M\u00e3e foi pra reuni\u00e3o e quando chegou j\u00e1 estava cadastrada\u201d, relata. A resist\u00eancia inicial transformou-se em euforia logo no per\u00edodo chuvoso seguinte, que encheu a cisterna e passou a garantir \u00e1gua para as necessidades b\u00e1sicas ali ao lado da casa.<br>A chegada das cisternas ao sert\u00e3o, no in\u00edcio dos anos 1990, mudou a vida das fam\u00edlias de Lena e tantas outras mulheres do Territ\u00f3rio da Borborema, uma \u00e1rea de 3.340 km\u00b2 no agreste paraibano. Foi esse um dos frutos da uni\u00e3o das comunidades com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil reunidas na Articula\u00e7\u00e3o Semi\u00e1rido Brasileiro (ASA), uma rede de entidades fundada em 1993 que se contrap\u00f4s \u00e0s pol\u00edticas desenvolvidas pela Superintend\u00eancia de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), constru\u00eddas fora da realidade das popula\u00e7\u00f5es que viviam havia gera\u00e7\u00f5es no semi\u00e1rido. Hoje, a ASA re\u00fane tr\u00eas mil organiza\u00e7\u00f5es, entre elas a AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/nova-logo-Marquetti.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22331\" width=\"277\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/nova-logo-Marquetti.jpg 643w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/nova-logo-Marquetti-300x202.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 277px) 100vw, 277px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color\">\u201cAt\u00e9 ent\u00e3o se olhava para a regi\u00e3o como a terra do atraso, da pobreza, da n\u00e3o produ\u00e7\u00e3o, do ch\u00e3o rachado, e as pol\u00edticas, de uma forma geral, trabalhavam na l\u00f3gica da concentra\u00e7\u00e3o, de \u00e1gua, de fazer grandes reservat\u00f3rios; e dos recursos de produ\u00e7\u00e3o, como a terra. O semi\u00e1rido tem, em m\u00e9dia, tr\u00eas a quatro meses de chuva no ano, e o resto \u00e9 seco. As popula\u00e7\u00f5es constru\u00edram a estrat\u00e9gia de estocagem de \u00e1gua, semente, forragem, alimentos para atravessar o per\u00edodo de estiagem. O que a ASA fez foi olhar para esse conhecimento e sistematizar, trocar ideias com academia, construir adapta\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de mobilizar para ampliar e criar pol\u00edticas p\u00fablicas para apoiar essas experi\u00eancias de forma a dar escala. Aconteciam nas comunidades, mas eram pouco vis\u00edveis e tinham pouco apoio das pol\u00edticas p\u00fablicas, mas essas experi\u00eancias j\u00e1 vinham construindo um conceito de resili\u00eancia\u201d, conta Marcelo Galassi, coordenador da AS-PTA.<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Precisao-Contabilidade-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28088\" width=\"296\" height=\"208\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>E \u00e9 novamente com base na uni\u00e3o das comunidades e na troca de saberes que a AS-PTA e o Polo da Borborema, uma rede de sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais fundada em 1996 e que tamb\u00e9m integra a ASA, se preparam para vencer outro desafio: a desertifica\u00e7\u00e3o progressiva do semi\u00e1rido, impulsionada pela degrada\u00e7\u00e3o ambiental e pelo aquecimento global. Esse \u00e9 o foco do programa Innova Agricultura Familiar, desenvolvido desde 2021, que pretende fortalecer a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o da agricultura familiar do Semi\u00e1rido brasileiro \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas por meio do uso de t\u00e9cnicas agroecol\u00f3gicas com base na gest\u00e3o coletiva de recursos e na uni\u00e3o das comunidades que compartilham origens e lutas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color\">\u201cAlguns princ\u00edpios marcam essa trajet\u00f3ria, como a constru\u00e7\u00e3o a partir da valoriza\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, de olhar para o ambiente, n\u00e3o a partir da seca, do que n\u00e3o tem, porque sempre tem. Mesmo no Semi\u00e1rido, mesmo em anos de seca, as fam\u00edlias estavam ali produzindo, construindo seu espa\u00e7o, articulando mercado, mesmo sem pol\u00edtica p\u00fablica\u201d, pontua Roselita Victor, diretora do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras rurais de Rem\u00edgio e coordenadora pol\u00edtica do Polo da Borborema. \u201cQual foi o papel da ASP-TA e do Polo? Foi impulsionar, mobilizar e trocar conhecimento dentro do territ\u00f3rio, contribuir para esse processo\u201d, explica. \u201cOutro olhar foi sobre o papel das organiza\u00e7\u00f5es sociais, da\u00ed a forte presen\u00e7a dos sindicatos e das organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e a valoriza\u00e7\u00e3o do conhecimento dos agricultores e agricultoras\u201d, diz.<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/logo-Suinco-1024x390.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28785\" width=\"399\" height=\"151\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o come\u00e7ou com o processo de forma\u00e7\u00e3o do Projeto Borborema Agroecol\u00f3gica, onde foi apresentado o Fundo Rotativo Solid\u00e1rio, um aprendizado coletivo na gest\u00e3o de recursos, organizado por mulheres e jovens. Com o uso planejado do fundo, eles pretendem refor\u00e7ar a seguran\u00e7a alimentar no arredor de casa, com re\u00faso de \u00e1guas, diversifica\u00e7\u00e3o produtiva com distribui\u00e7\u00e3o de mudas, tela para cria\u00e7\u00e3o de galinhas, kit para produ\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as, kit para apicultura, incentivo \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de ovelhas da ra\u00e7a nativa morada nova (que conseguem se alimentar da caatinga, mesmo na seca). H\u00e1 tamb\u00e9m equipamentos de uso coletivo, como bomba para recarga de cisternas, m\u00e1quina ensiladeira e unidade de beneficiamento de mandioca, e fog\u00f5es ecol\u00f3gicos, que economizam lenha e n\u00e3o fazem fuma\u00e7a dentro de casa.<br>Roselita explica que as organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam participado ativamente desse processo, que tem provocado debates sobre \u201ca gest\u00e3o comum da terra, semente, \u00e1gua\u201d e tem levado a comunidade a refletir sobre avan\u00e7os e desafios.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Logo-Grupo-SEI.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31973\" width=\"372\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Logo-Grupo-SEI.jpg 713w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Logo-Grupo-SEI-300x158.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 372px) 100vw, 372px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color\">\u201cA gente percebe claramente que, quando v\u00e3o convergindo a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, a comunidade enfrenta a seca sem muita desigualdade. Se tem alimento e \u00e1gua estocados, n\u00e3o precisa vender os animais no tempo de estiagem para n\u00e3o morrer de fome. Isso \u00e9 o que chamamos de comunidade resiliente\u201d.<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Serra-Pack-459.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-27471\" width=\"358\" height=\"143\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-purple-color\">Desertifica\u00e7\u00e3o e aquecimento global<br><\/span><\/strong>O Curimata\u00fa, o Cariri e o Serid\u00f3 s\u00e3o as \u00e1reas mais secas do estado, como explica o professor Bartolomeu Israel de Souza, do Departamento de Geoci\u00eancias da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB). A regi\u00e3o tamb\u00e9m foi seriamente afetada pela seca de 2012 a 2017, que, segundo o professor, foi a maior do s\u00e9culo. Al\u00e9m disso, apesar de a seca ter dado uma pausa, em algumas regi\u00f5es, como no Cariri paraibano, ela voltou com for\u00e7a em 2021 e 2022.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color\">\u201cNo semi\u00e1rido, as chuvas s\u00e3o heterog\u00eaneas no espa\u00e7o e no tempo. Mas, de 2012 para c\u00e1, n\u00e3o teve um per\u00edodo bom de chuva. Uma seca quase sem interrup\u00e7\u00e3o. Precisamos de um plano de Estado, pensar o Nordeste, o Semi\u00e1rido, pensar a regi\u00e3o de forma diferenciada porque \u00e9 diferenciada. Um dos grandes problemas dos planos de governo, que n\u00e3o s\u00e3o planos de Estado, al\u00e9m de n\u00e3o terem continuidade, \u00e9 pensar o Nordeste como uma coisa s\u00f3, e somos muitos. Essas diferen\u00e7as dificilmente s\u00e3o levadas para as pol\u00edticas p\u00fablicas que t\u00eam o poder de mudar maci\u00e7amente\u201d, explica.<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Arte-Autoescola-Galatas_endereco_portal-1024x103.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-27869\" width=\"550\" height=\"55\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Arte-Autoescola-Galatas_endereco_portal-1024x103.png 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Arte-Autoescola-Galatas_endereco_portal-300x30.png 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Arte-Autoescola-Galatas_endereco_portal-768x77.png 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Arte-Autoescola-Galatas_endereco_portal.png 1223w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para ele, projetos como o Innova v\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o certa, embora sejam \u201cgotas d\u2019\u00e1gua no oceano\u201d. \u201cO que eles fazem com sistemas agroflorestais, introduzindo esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e nativas cujo potencial j\u00e1 \u00e9 conhecido, \u00e9 fundamental. O plantio de esp\u00e9cies nativas, inclusive cact\u00e1ceas, como cardeiro e mandacaru, como cercas-vivas, \u00e9 uma inova\u00e7\u00e3o criada por essas ONGs, baseada em algo muito pouco explorado ainda, mas que tem um potencial enorme para a regi\u00e3o\u201d, diz. S\u00e3o projetos pequenos, muito locais, mas est\u00e3o \u201cmostrando que existe solu\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o professor.<br>Uma solu\u00e7\u00e3o que aparece de forma bem concreta para as mulheres que participam do projeto, como Ver\u00f4nica de Macena Santos, 47 anos, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Pequenos Produtores Rurais de Palma, que vive em uma comunidade que, como a de Lena, fica no munic\u00edpio de Sol\u00e2nea, onde choveu aproximadamente 100mm em todo o ano de 2021. Ela nos recebeu com a filha Larissa, e o ca\u00e7ula, que tem s\u00edndrome de Down, Lu\u00eds Ant\u00f4nio, de quase 10 anos, a alegria da casa ao lado do touro Castelo, um ano mais novo que ele. O marido, Jos\u00e9 Lu\u00eds; a filha mais velha, Let\u00edcia, 18; e o outro filho, Lismar, estavam no ro\u00e7ado com um cunhado de Ver\u00f4nica.<br>Nascida e criada ali, ela conta que nunca saiu da regi\u00e3o, nem para passear, e que nem tem vontade. Como moradora da comunidade vizinha, enfrentou algumas secas sem os recursos de hoje e lembra a dificuldade vencida.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Serra-Grande-1024x160.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7836\" width=\"478\" height=\"74\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color\">\u201cA seca da d\u00e9cada de 1980 mandou quase todo mundo pro brejo. S\u00f3 ficou o meu pai e uma senhorinha e outra. A gente ia buscar \u00e1gua no a\u00e7ude pra tudo, s\u00f3 quatro barris de 20 litros, eu e meu irm\u00e3o mais velho com dois burros para oito cabe\u00e7as de gado. Mas acabamos as cria\u00e7\u00f5es porque n\u00e3o existia a silagem\u201d, lembra. \u201cAntes, a gente plantava no p\u00e9, hoje tem a plantadeira, a matraca. O que fazia em dois dias, agora come\u00e7a 7h e 10h j\u00e1 acabou\u201d, comemora.<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Assinatura-Marketing-1024x300.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31962\" width=\"450\" height=\"131\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Assinatura-Marketing-1024x300.png 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Assinatura-Marketing-300x88.png 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Assinatura-Marketing-768x225.png 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Assinatura-Marketing-1536x451.png 1536w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Assinatura-Marketing-2048x601.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Maria L\u00facia da Silva Andrade Pereira, 34 anos, da comunidade de Benef\u00edcio, em Esperan\u00e7a, tamb\u00e9m est\u00e1 feliz da vida com as mudan\u00e7as no \u201carredor de casa\u201d para \u201cinvestir mais na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e n\u00e3o depender tanto dos comprados na rua\u201d. Atualmente ela se divide entre cuidar das tr\u00eas filhas, uma ainda beb\u00ea, e aproveitar as possibilidades deste novo momento. O marido trabalha como pedreiro para garantir a renda familiar. Enquanto isso, L\u00facia, que j\u00e1 se desdobra no cuidado da casa, da fam\u00edlia, na produ\u00e7\u00e3o de sequeiro (quando chove) de feij\u00e3o e milho e nas ovelhas, j\u00e1 sonha em plantar coentro, cebolinha, tomate, alface, repolho e morango no canteiro que est\u00e1 sendo implantado. Isso sem contar com os p\u00e9s de acerola, mam\u00e3o, goiaba e rom\u00e3.<br>Ela conta com duas cisternas de primeira \u00e1gua (16 mil litros cada uma) e um tanque de pedra que divide com o sogro (fica no limite das duas propriedades). A motobomba comunit\u00e1ria ajuda a puxar \u00e1gua do tanque para as cisternas com muito mais efici\u00eancia que o antigo motor. O fog\u00e3o ecol\u00f3gico j\u00e1 \u00e9 seu xod\u00f3: \u201cQuem diria que mulher ia querer cozinhar em fog\u00e3o a lenha nos dias de hoje?\u201d.<br>N\u00e3o muito longe dali vive sua xar\u00e1 Ana L\u00facia Te\u00f3filo da Silva, 52 anos. Lucinha \u00e9 uma simpatia s\u00f3. Sorrisos n\u00e3o lhe faltam, mesmo falando de dias dif\u00edceis. Onde mora, n\u00e3o costuma faltar \u00e1gua porque tem lajedos e tanques de pedra. J\u00e1 costuma fazer cerca-viva com cardeiro, um cacto t\u00edpico da regi\u00e3o, planta alguns produtos de sequeiro, como milho e feij\u00e3o, e cria alguns animais, trabalho muito facilitado depois da t\u00e9cnica da silagem. No momento, n\u00e3o esconde a ansiedade por receber a tela do fundo rotativo, para organizar a sua cria\u00e7\u00e3o de galinhas, e o fog\u00e3o ecol\u00f3gico, que n\u00e3o faz fuma\u00e7a nem calor dentro de casa.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/NOVA-LOGO-CESCONETTO-1024x100.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30792\" width=\"560\" height=\"54\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/NOVA-LOGO-CESCONETTO-1024x100.jpg 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/NOVA-LOGO-CESCONETTO-300x29.jpg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/NOVA-LOGO-CESCONETTO-768x75.jpg 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/NOVA-LOGO-CESCONETTO.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-purple-color\">O sentido de morar em um lugar seco<br><\/span><\/strong>\u201cA resili\u00eancia n\u00e3o se constr\u00f3i s\u00f3 com iniciativas isoladas, \u00e9 constru\u00edda com a integra\u00e7\u00e3o dessas inova\u00e7\u00f5es, do acesso a sementes, forragem, terra, aumento de fertilidade e produ\u00e7\u00e3o de alimentos nos quintais. Combinadas, reduzem o impacto da estiagem, sobretudo nesse per\u00edodo que atravessamos agora de chuvas irregulares\u201d, refor\u00e7a Marcelo, da AS-PTA.<br>Ele destaca que, t\u00e3o importante quanto as inova\u00e7\u00f5es, s\u00e3o os processos organizativos das comunidades para a gest\u00e3o coletiva dos recursos, como os bancos de sementes comunit\u00e1rios, que funcionam como reservas estrat\u00e9gicas, os mutir\u00f5es para construir cisternas, casas, silos, limpar barreiros, os fundos rotativos solid\u00e1rios, uma forma coletiva de gerir os recursos e apoiar os processos com mais autonomia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 depend\u00eancia do Estado.<br>\u201cNa pandemia, produzimos v\u00eddeos (\u201cTerreiros de Inova\u00e7\u00e3o\u201d) para as comunidades, apresentando as possibilidades de tecnologias sociais. No fim, perguntamos com o que se identificavam. Mas a decis\u00e3o passou por esse processo de reflex\u00e3o. Quando elas compreendem o sentido de morar num lugar seco e constroem esse processo organizativo, t\u00eam condi\u00e7\u00e3o de dizer ao poder p\u00fablico que tipo de investimento querem, precisam em suas comunidades\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/comunidades-adotam-estrategia-para-enfrentar-desertificacao-na-regiao-mais-seca-da-paraiba\/\">eCycle<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Territ\u00f3rio da Borborema, agricultores familiares se preparam para enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental com tecnologia e gest\u00e3o coletiva de recursos Maria Helena Silva Barbosa, 39, a Lena, vive na comunidade de Goiana, munic\u00edpio de Sol\u00e2nea, na regi\u00e3o do Curimata\u00fa, a mais seca do Territ\u00f3rio da Borborema, na Para\u00edba. 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