{"id":54902,"date":"2024-10-14T11:09:11","date_gmt":"2024-10-14T14:09:11","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/?p=54902"},"modified":"2024-10-14T11:09:14","modified_gmt":"2024-10-14T14:09:14","slug":"no-alto-da-amazonia-surge-uma-nova-especie-de-sapo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/index.php\/2024\/10\/14\/no-alto-da-amazonia-surge-uma-nova-especie-de-sapo\/","title":{"rendered":"No alto da Amaz\u00f4nia, surge uma nova esp\u00e9cie de sapo"},"content":{"rendered":"\n<p><em><span class=\"has-inline-color has-black-color\">Expedi\u00e7\u00e3o liderada por cientistas da USP descobriu o anf\u00edbio na Serra do Imeri, uma cadeia isolada de montanhas no norte do Amazonas<\/span><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-black-color\">Por <strong>Herton Escobar\/<a href=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/author\/jornal-da-usp\/\">Jornal da USP<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/mizu.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"729\" height=\"90\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Logo_Mizu.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1441\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Logo_Mizu.png 729w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Logo_Mizu-300x37.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 729px) 100vw, 729px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>No alto de uma montanha no norte da Amaz\u00f4nia, o canto de um sapinho atraiu a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores. Era um canto que eles nunca tinham ouvido antes, num lugar que ningu\u00e9m nunca havia pesquisado antes \u2014 dois fortes ind\u00edcios de que se tratava de uma esp\u00e9cie nova.<br>Escutar o bicho era f\u00e1cil; encontr\u00e1-lo no meio da vegeta\u00e7\u00e3o, nem tanto. Levou quatro dias para os cientistas capturarem o primeiro exemplar, e dois anos para eles definirem cientificamente a sua identidade. Assim como previsto, tratava-se de uma esp\u00e9cie nova, que eles batizaram de <em>Neblinaphryne imeri,<\/em> em homenagem \u00e0 cadeia de montanhas na qual ela foi descoberta: a long\u00ednqua Serra do Imeri, na fronteira do Amazonas com a Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Precisao-Contabilidade-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28088\" width=\"318\" height=\"225\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O trabalho que descreve oficialmente a esp\u00e9cie foi publicado em 25 de setembro na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/www.mapress.com\/zt\/article\/view\/zootaxa.5514.1.5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Zootaxa<\/em><\/a>, assinado por um grupo de pesquisadores do Instituto de Bioci\u00eancias (IB) da USP, do Centro de Pesquisas sobre Biodiversidade e Ambiente (CRBE) da Fran\u00e7a e da Universidade Aut\u00f4noma de Madri, na Espanha, que participaram de uma expedi\u00e7\u00e3o pioneira \u00e0 Serra do Imeri em novembro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.legisjuris.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Legis-Juris-Consultoria_logo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53915\" width=\"422\" height=\"177\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Legis-Juris-Consultoria_logo.jpg 969w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Legis-Juris-Consultoria_logo-300x126.jpg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Legis-Juris-Consultoria_logo-768x322.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 422px) 100vw, 422px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores passaram 12 dias acampados no topo de uma montanha vizinha ao Pico do Imeri, a quase 1.900 metros de altitude, coletando a maior diversidade poss\u00edvel de plantas e animais ao redor do acampamento, em uma das regi\u00f5es mais preservadas e menos conhecidas da Amaz\u00f4nia. Voltaram para casa com mais de 260 esp\u00e9cies de flora e fauna na bagagem; v\u00e1rias das quais s\u00e3o consideradas in\u00e9ditas para a ci\u00eancia. O <em>Neblinaphryne imeri<\/em> \u00e9 a primeira dessas a ter sua descri\u00e7\u00e3o publicada numa revista cient\u00edfica \u2014 o que equivale a uma certid\u00e3o de nascimento da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ligadossaborespizzaria\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/WhatsApp-Image-2024-10-02-at-08.18.14-819x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-54612\" width=\"324\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/WhatsApp-Image-2024-10-02-at-08.18.14-819x1024.jpeg 819w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/WhatsApp-Image-2024-10-02-at-08.18.14-240x300.jpeg 240w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/WhatsApp-Image-2024-10-02-at-08.18.14-768x960.jpeg 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/WhatsApp-Image-2024-10-02-at-08.18.14.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cLogo que chegamos, ouvimos o canto de um sapinho que era claramente novo, pelo menos para n\u00f3s. E desde os primeiros momentos tentamos encontrar o emissor daquele canto; mas foi dif\u00edcil porque essa esp\u00e9cie \u00e9 superpequena e canta muito bem escondida no musgo\u201d, conta o bi\u00f3logo Antoine Fouquet, pesquisador do CRBE e colaborador de longa data da equipe do IB, onde fez p\u00f3s-doutorado em 2010-2011. Foi ele, ao lado do colega Leandro Moraes, do IB, quem coletou o primeiro exemplar da nova esp\u00e9cie no Imeri.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/restaurantepegoretti\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf-1024x389.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-47536\" width=\"372\" height=\"141\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf-1024x389.jpg 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf-300x114.jpg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf-768x291.jpg 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf.jpg 1120w\" sizes=\"auto, (max-width: 372px) 100vw, 372px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para encontrar o bichinho em meio a um emaranhado de musgos e ra\u00edzes foi preciso usar a t\u00e9cnica de <em>playback<\/em>, em que o pesquisador grava o canto do animal e toca de volta para ele, na expectativa de atra\u00ed-lo para perto ou fazer com que ele se mova, revelando sua localiza\u00e7\u00e3o. \u201cEu fui atr\u00e1s de um cantor, comecei a cavar com o Leandro, e depois de alguns minutos fazendo <em>playback<\/em> um bicho pulou, quando est\u00e1vamos quase desistindo\u201d, relatou Fouquet, em entrevista ao Jornal da USP.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"http:\/\/www.ferrarimaquinas.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"250\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/FERRARI_MAQUINAS-E-FERRAMENTAS2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-27860\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Nos dias seguintes, a equipe capturou outros nove exemplares da esp\u00e9cie (sete machos e tr\u00eas f\u00eameas no total), com 1,5 a 2 cent\u00edmetros de comprimento cada um. O <em>Neblinaphryne imeri<\/em> \u00e9 predominantemente marrom, com pintinhas brancas e algumas manchas amarelas espalhadas pelo corpo \u2014 principalmente na por\u00e7\u00e3o ventral. As f\u00eameas s\u00e3o um pouco maiores do que os machos, que cantam predominantemente ao amanhecer e ao entardecer. Alguns exemplares foram encontrados em \u00e1reas de floresta, entocados no musgo; enquanto outros estavam em \u00e1reas abertas, escondidos na vegeta\u00e7\u00e3o ou entre folhas de brom\u00e9lias.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/serra4x4cambioautomatico\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Serra-4x4-1-886x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53632\" width=\"279\" height=\"323\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Serra-4x4-1-886x1024.jpg 886w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Serra-4x4-1-260x300.jpg 260w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Serra-4x4-1-768x888.jpg 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Serra-4x4-1.jpg 1181w\" sizes=\"auto, (max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O exemplar que serviu de modelo para a descri\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie (conhecido como hol\u00f3tipo) foi um macho de 1,6 cent\u00edmetro, coletado em 16 de novembro de 2022, a 1.800 metros de altitude \u2014 detectado enquanto cantava na entrada de uma toca de tar\u00e2ntula. (O animal escolhido como hol\u00f3tipo n\u00e3o \u00e9 necessariamente o primeiro a ser coletado, mas o que tem o melhor conjunto de informa\u00e7\u00f5es associadas a ele, como grava\u00e7\u00f5es do canto, fotografias na natureza, localiza\u00e7\u00e3o exata do ponto de coleta e amostras de tecido). Todos os animais coletados na expedi\u00e7\u00e3o est\u00e3o depositados nas cole\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas do Museu de Zoologia da USP.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cesconetto.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"250\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Banner-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-43787\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Parentesco inesperado<br><\/span><\/strong>Desde o in\u00edcio, os pesquisadores perceberam que se tratava de uma esp\u00e9cie in\u00e9dita, mas n\u00e3o sabiam a qual linhagem ela pertenceria \u2014 ou seja, em qual bra\u00e7o da \u00e1rvore geneal\u00f3gica dos anf\u00edbios ela se encaixava. A hip\u00f3tese preliminar, baseada numa avalia\u00e7\u00e3o visual dos animais em campo, era de que seria uma nova esp\u00e9cie de Adelophryne, um g\u00eanero de sapinhos que ocorrem tanto nas terras baixas quanto no alto dessas forma\u00e7\u00f5es montanhosas do norte da Amaz\u00f4nia, conhecidas como tepuis. An\u00e1lises moleculares (de DNA) e morfol\u00f3gicas mais detalhadas, por\u00e9m, apontaram uma outra dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.controlsystems.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CONTROL-CS.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44991\" width=\"287\" height=\"344\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CONTROL-CS.jpg 834w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CONTROL-CS-250x300.jpg 250w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CONTROL-CS-768x921.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para a surpresa dos pesquisadores, os dados indicaram que a parente mais pr\u00f3xima dos novos sapinhos era a <em>Neblinaphryne mayeri,<\/em> uma outra esp\u00e9cie que o mesmo grupo de cientistas havia <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1055790323002713?via=ihub\">descoberto<\/a> em 2017 numa expedi\u00e7\u00e3o ao Pico da Neblina \u2014 a montanha mais alta do Brasil, que fica 80 quil\u00f4metros a oeste do Pico do Imeri. Por isso a nova esp\u00e9cie foi batizada de <em>Neblinaphryne imeri<\/em>. (No caso do <em>Neblinaphryne mayeri,<\/em> o nome da esp\u00e9cie \u00e9 uma homenagem ao general Sinclair Mayer, do Ex\u00e9rcito Brasileiro, que foi fundamental para a realiza\u00e7\u00e3o das expedi\u00e7\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/esteiochurrascaria\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/logo_esteio.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1214\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">O mais incr\u00edvel \u00e9 que as duas esp\u00e9cies s\u00e3o muito diferentes morfologicamente. Jamais imaginamos que elas seriam irm\u00e3s\u201d, relata o herpet\u00f3logo Miguel Trefaut Rodrigues, professor em\u00e9rito do IB e mentor das duas expedi\u00e7\u00f5es \u2014 ao Pico da Neblina e \u00e0 Serra do Imeri. \u201cVoc\u00ea v\u00ea que a morfologia externa tamb\u00e9m engana, muitas vezes\u201d.<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/hotelmarquetti.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/nova-logo-Marquetti.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40207\" width=\"325\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/nova-logo-Marquetti.jpg 643w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/nova-logo-Marquetti-300x202.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 325px) 100vw, 325px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Foi s\u00f3 com a an\u00e1lise das caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas e osteol\u00f3gicas, obtidas por meio de uma tomografia computadorizada do esqueleto, que os pesquisadores puderam enxergar as semelhan\u00e7as internas por baixo das diferen\u00e7as externas, que revelaram o parentesco inesperado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/vmais.midias\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DE-MAIS-DESTAQUE-VMAIS-800X700.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-53112\" width=\"276\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DE-MAIS-DESTAQUE-VMAIS-800X700.png 800w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DE-MAIS-DESTAQUE-VMAIS-800X700-300x263.png 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/DE-MAIS-DESTAQUE-VMAIS-800X700-768x672.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 276px) 100vw, 276px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Hoje, as partes mais elevadas dos maci\u00e7os da Neblina e do Imeri s\u00e3o separadas por 20 quil\u00f4metros de terras baixas, que funcionam como uma barreira \u00e0 dispers\u00e3o desses animais entre um e outro grupo de montanhas. Em outras palavras: as esp\u00e9cies est\u00e3o completamente isoladas uma da outra, apesar da dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica entre elas n\u00e3o ser t\u00e3o grande assim \u2014 especialmente para os padr\u00f5es amaz\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vetor.vix\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vetorvix1024_1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44868\" width=\"490\" height=\"130\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vetorvix1024_1.jpg 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vetorvix1024_1-300x80.jpg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vetorvix1024_1-768x205.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Um mundo \u00e0 parte<br><\/span><\/strong>O conjunto desses ecossistemas de altitude do norte da Amaz\u00f4nia \u00e9 conhecido como Pantepui. Sua marca registrada s\u00e3o as imponentes montanhas de topo plano e pared\u00f5es desnudos, como o Monte Roraima e o pr\u00f3prio maci\u00e7o do Pico da Neblina, que inspiraram a hist\u00f3ria de <em>O Mundo Perdido,<\/em> de Arthur Conan Doyle.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/postobkr\/?locale=pt_BR\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-1024x1021.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44494\" width=\"305\" height=\"304\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-1024x1021.jpg 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-300x300.jpg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-150x150.jpg 150w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-768x766.jpg 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 305px) 100vw, 305px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista evolutivo, \u00e9 como se o Pantepui fosse um bioma \u00e0 parte da Amaz\u00f4nia, pairando sobre as terras baixas da floresta. As condi\u00e7\u00f5es ambientais no alto dessas montanhas s\u00e3o diferentes das que existem abaixo delas, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da temperatura; e as esp\u00e9cies que se adaptaram a viver na altitude dificilmente descem para as \u00e1reas mais baixas e quentes do bioma. Nesse sentido, \u00e9 como se essas montanhas fossem arquip\u00e9lagos em um oceano de floresta, que \u00e9 intranspon\u00edvel para a maioria das plantas e bichos que vivem em suas \u201cilhas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.ithbrasil.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/ITH.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44638\" width=\"317\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/ITH.jpeg 800w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/ITH-300x244.jpeg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/ITH-768x624.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por isso os cientistas suspeitam que as duas esp\u00e9cies de <em>Neblinaphryne <\/em>sejam end\u00eamicas (exclusivas) de seus respectivos maci\u00e7os. As evid\u00eancias gen\u00e9ticas sugerem que elas se originaram de um ancestral comum que viveu naquela regi\u00e3o 55 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, quando as montanhas do Neblina e do Imeri provavelmente estavam conectadas. \u00c0 medida que a paisagem foi se transformando e os maci\u00e7os foram se isolando uns dos outros pela eros\u00e3o (em fun\u00e7\u00e3o de processos clim\u00e1ticos e geol\u00f3gicos), cada popula\u00e7\u00e3o de sapinho foi tamb\u00e9m se distanciando e se diferenciando uma da outra, ao ponto de se tornarem esp\u00e9cies diferentes. \u201cN\u00f3s estamos ainda em um fase muito inicial de tentar reconstruir essa hist\u00f3ria; que, por ser muito antiga, \u00e9 muito complexa\u201d, diz Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/panper.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/logo-Panper_portal.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40208\" width=\"327\" height=\"227\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/logo-Panper_portal.jpg 400w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/logo-Panper_portal-300x208.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>At\u00e9 onde os pesquisadores puderam averiguar, a esp\u00e9cie do Pico da Neblina vive em \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o aberta acima de dois mil metros de altitude e se abriga, principalmente, debaixo de pedras; enquanto que a esp\u00e9cie da Serra do Imeri vive entre 1.700 e dois mil metros de altitude, ocupando tanto \u00e1reas de floresta quanto de vegeta\u00e7\u00e3o aberta. A necessidade de adapta\u00e7\u00e3o a essas condicionantes ambientais distintas, segundo os cientistas, poderia explicar porque as esp\u00e9cies divergiram tanto em sua morfologia externa. Os cantos de cada uma tamb\u00e9m s\u00e3o completamente distintos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Precisao-Contabilidade-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28088\" width=\"329\" height=\"232\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">Essas regi\u00f5es altas t\u00eam uma configura\u00e7\u00e3o de ilhas e, tipicamente, cada ilha tem esp\u00e9cies end\u00eamicas por causa do isolamento\u201d, explica Fouquet. Segundo ele, o Pantepui abriga pelo menos 11 g\u00eaneros de anf\u00edbios end\u00eamicos ou subend\u00eamicos, que n\u00e3o descem \u2014 ou muito raramente descem \u2014 abaixo de mil metros de altitude. \u201cEsses g\u00eaneros evolu\u00edram em isolamento durante dezenas de milh\u00f5es de anos; ent\u00e3o o Sir Arthur Conan Doyle n\u00e3o estava t\u00e3o fora da realidade quando escreveu O Mundo Perdido, imaginando dinossauros e pterod\u00e1ctilos no topo dos tepuis\u201d.<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/restaurantepegoretti\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf-1024x389.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-47536\" width=\"401\" height=\"152\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf-1024x389.jpg 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf-300x114.jpg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf-768x291.jpg 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/pegoretti-logo-pdf.jpg 1120w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7a<br><\/span><\/strong>Os cientistas ainda t\u00eam outras quatro esp\u00e9cies novas de anf\u00edbios e tr\u00eas de lagartos do Imeri para descrever, pelo menos. \u201cEsse \u00e9 o primeiro de v\u00e1rios artigos e a primeira de v\u00e1rias esp\u00e9cies\u201d, diz o professor Taran Grant, especialista em anf\u00edbios do IB-USP, que tamb\u00e9m participou da expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Serra do Imeri e assina o trabalho na <em>Zootaxa<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ligadossaborespizzaria\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-14-at-22.46.10-819x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-54180\" width=\"318\" height=\"397\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-14-at-22.46.10-819x1024.jpeg 819w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-14-at-22.46.10-240x300.jpeg 240w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-14-at-22.46.10-768x960.jpeg 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/WhatsApp-Image-2024-09-14-at-22.46.10.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Descobrir, descrever e estudar a hist\u00f3ria de vida de novas esp\u00e9cies \u00e9 uma das tarefas mais b\u00e1sicas e mais importantes para a compreens\u00e3o e a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. \u201cA primeira pergunta que todo mundo faz para n\u00f3s \u00e9: Quantas esp\u00e9cies voc\u00eas descobriram l\u00e1 na Serra do Imeri? Ent\u00e3o essa \u00e9 a primeira pergunta que a gente tem que responder\u201d, pondera Grant. \u201cBem ou mal, todos os esfor\u00e7os e iniciativas de conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o baseados em diversidade de esp\u00e9cies\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.legisjuris.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Legis-Juris-Consultoria_logo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53915\" width=\"327\" height=\"137\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Legis-Juris-Consultoria_logo.jpg 969w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Legis-Juris-Consultoria_logo-300x126.jpg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Legis-Juris-Consultoria_logo-768x322.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Tanto a Serra do Imeri quanto o Pico da Neblina j\u00e1 est\u00e3o dentro de \u00e1reas protegidas \u2014 a Terra Ind\u00edgena Yanomami e o Parque Nacional do Pico da Neblina \u2014 que n\u00e3o est\u00e3o sob press\u00e3o direta de desmatamento naquela regi\u00e3o, pelo menos por enquanto. Mas as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, impulsionadas pelo aquecimento global, amea\u00e7am a biodiversidade de todo o bioma, e s\u00e3o especialmente problem\u00e1ticas para essas esp\u00e9cies de altitude, que s\u00e3o adaptadas a temperaturas mais amenas e n\u00e3o t\u00eam para onde correr em caso de aquecimento.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/postobkr\/?locale=pt_BR\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-1024x1021.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44494\" width=\"310\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-1024x1021.jpg 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-300x300.jpg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-150x150.jpg 150w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR-768x766.jpg 768w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BKR.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Pesquisar e proteger essas esp\u00e9cies, portanto, \u00e9 fundamental tanto para entender o passado quanto para resguardar o futuro da biodiversidade amaz\u00f4nica. \u201cEstamos conhecendo uma parte do planeta que era completamente desconhecida, do ponto de vista da ci\u00eancia, e isso acaba preenchendo lacunas extremamente importantes na hist\u00f3ria da vida do planeta, da Am\u00e9rica do Sul e da Amaz\u00f4nia, como se fossem pe\u00e7as de um quebra-cabe\u00e7a\u201d, explica Rodrigues. \u201cVeja s\u00f3; n\u00f3s descobrirmos uma linhagem que a gente nem sabia que existia, com 55 milh\u00f5es de anos de idade, e isso pode nos contar uma hist\u00f3ria sobre o nosso continente muito mais antiga do que a gente imaginava\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Expedi\u00e7\u00e3o Serra do Imeri: uma aventura cient\u00edfica nas montanhas da Amaz\u00f4nia\" width=\"660\" height=\"371\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rS6oJOQR-vI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Descrever as esp\u00e9cies \u00e9 apenas o primeiro passo desse processo. Os cientistas ainda planejam aprofundar as pesquisas gen\u00e9ticas e os estudos comparativos para entender melhor as rela\u00e7\u00f5es de parentesco e a hist\u00f3ria evolutiva dessas linhagens. O <strong>Jornal da USP<\/strong> acompanhou os pesquisadores na Serra do Imeri em 2022 e produziu reportagens em texto e v\u00eddeo sobre a expedi\u00e7\u00e3o, que podem ser vistas\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/entre-sapos-cantantes-e-bromelias-gigantes-cientistas-descobrem-novas-especies-em-montanhas-isoladas-da-amazonia\/\">aqui<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/rS6oJOQR-vI?si=_4KfdHD7-mWtviwh\">aqui<\/a>. O projeto foi realizado com apoio do Ex\u00e9rcito Brasileiro e do programa Biota da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). Tamb\u00e9m assinam o trabalho na Zootaxa os pesquisadores Renato Recoder, Agust\u00edn Camacho, Jos\u00e9 M\u00e1rio Ghellere e Alexandre Barutel.<br>Mais informa\u00e7\u00f5es com o professor Miguel Trefaut Rodrigues (<a href=\"mailto:mturodri@usp.br\">mturodri@usp.br<\/a>) ou Antoine Fouquet (<a href=\"mailto:fouquet.antoine@gmail.com\">fouquet.antoine@gmail.com<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vetor.vix\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vetorvix1024_1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44868\" width=\"528\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vetorvix1024_1.jpg 1024w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vetorvix1024_1-300x80.jpg 300w, https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/vetorvix1024_1-768x205.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/no-alto-da-amazonia-surge-uma-nova-especie-de-sapo\/\">Giz Brasil<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expedi\u00e7\u00e3o liderada por cientistas da USP descobriu o anf\u00edbio na Serra do Imeri, uma cadeia isolada de montanhas no norte do Amazonas Por Herton Escobar\/Jornal da USP No alto de uma montanha no norte da Amaz\u00f4nia, o canto de um sapinho atraiu a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores. 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