{"id":6140,"date":"2020-07-03T13:16:06","date_gmt":"2020-07-03T16:16:06","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/?p=6140"},"modified":"2020-07-03T13:16:11","modified_gmt":"2020-07-03T16:16:11","slug":"precisamos-falar-sobre-branquitude-e-seu-papel-na-luta-antirracista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalfatosenoticias.com.br\/index.php\/2020\/07\/03\/precisamos-falar-sobre-branquitude-e-seu-papel-na-luta-antirracista\/","title":{"rendered":"Precisamos falar sobre branquitude e seu papel na luta antirracista"},"content":{"rendered":"\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><em>Passou da hora de pessoas brancas reconhecerem seus privil\u00e9gios e responsabilidades raciais \u2014 entre elas, a perpetua\u00e7\u00e3o do racismo e o engajamento necess\u00e1rio para desconstru\u00ed-lo<\/em><\/h6>\n\n\n\n<p>\u201cPor que voc\u00ea gostaria de me entrevistar?\u201d, perguntou o historiador Louren\u00e7o Cardoso, professor do Instituto de Humanidades da Universidade da Integra\u00e7\u00e3o Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), no Cear\u00e1, quando fiz o pedido de entrevista para escrever este texto. \u201cH\u00e1 tend\u00eancia de reportagens sobre branquitude invisibilizarem pesquisadores negros. Escutam pesquisadores brancos e negros, e d\u00e3o protagonismo ao pesquisador branco; o negro est\u00e1 l\u00e1 somente para dizer que o rep\u00f3rter tamb\u00e9m entrevistou o negro. Portanto, sou reticente\u201d.<br>Do alto da minha branquitude, fiquei irritada. Um dos principais pesquisadores do Pa\u00eds sobre o tema, Cardoso \u00e9 autor da tese de doutorado <a href=\"https:\/\/repositorio.unesp.br\/handle\/11449\/115710\"><em>O branco ante a rebeldia do desejo: um estudo sobre a branquitude no Brasil<\/em><\/a>, publicada em 2014 pela Faculdade de Ci\u00eancias e Letras da Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho (Unesp) em Araraquara, no interior paulista. Sua rea\u00e7\u00e3o ao pedido de entrevista deu um n\u00f3 na minha cabe\u00e7a: \u201cU\u00e9, mas n\u00f3s n\u00e3o precisamos dar voz a pesquisadores negros? Como vamos fazer isso se somos recebidos assim?\u201d.<br>O que eu n\u00e3o havia percebido \u00e9 que reagi exatamente como descreveu a autora brit\u00e2nica Reni Eddo-Lodge em seu livro Por que Eu N\u00e3o Converso mais com Pessoas Brancas sobre Ra\u00e7a (Editora Letramento): indignada ao ter finalmente sido convidada a ouvir. \u201cEm meio a toda a conversa sobre \u2018pessoas brancas que s\u00e3o gentis\u2019 se sentindo silenciadas por conversas sobre ra\u00e7a, existe uma esp\u00e9cie de ironia e evidente falta de compreens\u00e3o ou empatia por n\u00f3s que fomos visivelmente marcados como diferentes durante toda nossa vida e que vivemos com as consequ\u00eancias disso\u201d, escreve Eddo-Lodge. \u201cDeve ser uma vida estranha, sempre tendo permiss\u00e3o para falar e se sentindo indignado quando voc\u00ea finalmente \u00e9 convidado a ouvir. Decorre do direito dos brancos de nunca serem questionados, suponho\u201d.<br>Desde maio, os protestos nos Estados Unidos ap\u00f3s a morte de George Floyd, um homem negro morto em Minneapolis asfixiado por um policial branco que se ajoelhou em seu pesco\u00e7o por oito minutos, reacenderam os debates sobre <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Sociedade\/noticia\/2020\/06\/como-ciencia-contribuiu-com-machismo-e-racismo-ao-longo-da-historia.html\">racismo<\/a>. Nas redes sociais, a frase c\u00e9lebre de Angela Davis voltou a circular: \u201cEm uma sociedade racista, n\u00e3o basta n\u00e3o ser racista, \u00e9 preciso ser antirracista\u201d, com listas e mais listas de recomenda\u00e7\u00f5es de como ser e agir de forma a (tentar) combater o preconceito racial.<br>O problema \u00e9 que pouco se fala sobre o que significa ser branco \u2014 &#8220;branquitude&#8221; nada mais \u00e9 do que se reconhecer enquanto pessoa branca e os privil\u00e9gios atrelados a isso \u2014 e como isso se relaciona com a discrimina\u00e7\u00e3o racial. Diversos pesquisadores, entre eles a psic\u00f3loga portuguesa Grada Kilomba e a fil\u00f3sofa brasileira Djamila Ribeiro, ressaltam que o racismo \u00e9, sobretudo, uma problem\u00e1tica branca. \u201cO racismo foi inventado pela branquitude, que como criadora deve se responsabilizar por ele\u201d, explica Ribeiro em seu livro Pequeno Manual Antirracista (Companhia das Letras). Na vis\u00e3o dela, pessoas brancas n\u00e3o t\u00eam o h\u00e1bito de pensar sobre o que significa pertencer a esse grupo, pois o debate racial \u00e9 sempre voltado para a negritude.<br>\u201cO branco pensa o outro porque \u00e9 o desvio do padr\u00e3o, \u00e9 quem compete ser criticado, investigado, porque o problema \u00e9 n\u00e3o ser branco\u201d, analisa Cardoso que, no fim, concordou em responder \u00e0s minhas perguntas. \u201cMas \u00e9 importante olhar para si e verificar que a humanidade n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de homem branco. Tamb\u00e9m para questionar o padr\u00e3o que imp\u00f4s ao mundo. O branco \u00e9 a pr\u00f3pria medida de si e dos outros, de modo que todos os n\u00e3o brancos somente podem ser uma imita\u00e7\u00e3o do branco. Sempre ser\u00e1 um \u2018n\u00e3o ser\u2019. O \u2018ser\u2019 fica restrito ao homem branco e, no m\u00e1ximo, \u00e0 mulher branca\u201d, observa o historiador.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Falsa democracia racial<\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisadora Ana Helena Ithamar Passos, cofundadora do Instituto Ella Cria\u00e7\u00f5es Educativas, que fornece consultoria e forma\u00e7\u00e3o profissional na \u00e1rea de direitos humanos, essa aus\u00eancia de \u201cracializa\u00e7\u00e3o\u201d colabora para que os brancos definam as regras do jogo e mantenham uma estrutura de privil\u00e9gios. \u00c9 o racismo em sua forma mais pura. Segundo a psic\u00f3loga Lia Vainer Schucman, professora da Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em estudos sobre branquitude, o racismo \u00e9 uma quest\u00e3o de poder, n\u00e3o moral.<br>\u201cDizemos a n\u00f3s mesmos que pessoas boas n\u00e3o podem ser racistas. Dizemos a n\u00f3s mesmos que o racismo \u00e9 sobre valores morais, quando, em vez disso, \u00e9 sobre a estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia do poder sist\u00eamico\u201d, escreve Eddo-Lodge. \u201cPensar no poder me fez perceber que o racismo era muito mais do que preconceito pessoal. Era sobre estar na posi\u00e7\u00e3o de afetar negativamente as chances de vida de outras pessoas. O racismo estrutural s\u00e3o dezenas, centenas ou milhares de pessoas com os mesmos vieses que se juntam para formar uma organiza\u00e7\u00e3o e agir de acordo\u201d.<br>Por estar t\u00e3o bem costurado no tecido social, enxerg\u00e1-lo exige certo esfor\u00e7o de quem goza dos privil\u00e9gios da organiza\u00e7\u00e3o. No Brasil, esse reconhecimento foi dificultado ao longo da <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Sociedade\/Historia\/noticia\/plantao.html\">hist\u00f3ria<\/a>, sobretudo pela constru\u00e7\u00e3o do chamado mito da democracia racial, que at\u00e9 hoje naturaliza a miscigena\u00e7\u00e3o for\u00e7ada do per\u00edodo colonial e cria uma falsa ideia de harmonia. Diferentemente dos Estados Unidos, por exemplo, cujo princ\u00edpio de \u201cseparados, mas iguais\u201d das Leis de Jim Crow mantiveram escancarada a estrutura do sistema racista da escravid\u00e3o, no Brasil n\u00e3o houve uma institucionaliza\u00e7\u00e3o do racismo ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o \u2014 o que n\u00e3o significa que ele sumiu do dia para a noite.<br>Em vez de investir e criar dispositivos legais para incluir os que eram escravizados na <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Sociedade\/noticia\/plantao.html\">sociedade<\/a>, ocorreu justamente o contr\u00e1rio, ainda que de forma sutil. Por exemplo, a Lei de Terras de 1850, ano em que o tr\u00e1fico de escravos passou a ser proibido no Brasil, extinguiu a apropria\u00e7\u00e3o de terras por ocupa\u00e7\u00e3o e deu ao Estado o poder de vend\u00ea-las. Isso dificultou a situa\u00e7\u00e3o de negros libertos ou, 38 anos depois com a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, ex-escravizados: mesmo teoricamente tendo o direito de comprar terras, eles n\u00e3o tinham dinheiro para faz\u00ea-lo, visto que nunca foram pagos por seus trabalhos. Aumentando ainda a marginaliza\u00e7\u00e3o dos negros, suas antigas fun\u00e7\u00f5es passaram a ser feitas por imigrantes europeus, que receberam concess\u00f5es de terra para criarem col\u00f4nias no Pa\u00eds e, assim, conseguiram n\u00e3o s\u00f3 qualidade de vida, mas inclus\u00e3o.<br>Sem a institucionaliza\u00e7\u00e3o do racismo, repetem diferentes especialistas, os brasileiros foram acostumados a ter preconceito de ter preconceito: ser\u00edamos um povo s\u00f3, convivendo em uma sociedade sem nenhuma hierarquia racial. Mas essa exclus\u00e3o velada contribuiu para a manuten\u00e7\u00e3o da mentalidade \u201ccasa-grande e senzala\u201d no Pa\u00eds. \u201cA pr\u00e1tica do racismo no Brasil \u00e9 muito eficiente, por isso essas leis de segrega\u00e7\u00e3o n\u00e3o foram necess\u00e1rias\u201d, pontua Cardoso.<br>Uma\u00a0<a href=\"http:\/\/almanaque.folha.uol.com.br\/racismo02.pdf\">pesquisa do Datafolha j\u00e1 bastante antiga<\/a>, de 1995, tornou-se ic\u00f4nica por escancarar essa contradi\u00e7\u00e3o: 87% dos brasileiros n\u00e3o negros entrevistados manifestaram algum tipo de preconceito contra negros ao responder ao question\u00e1rio; mas apenas 10% enxergaram o racismo em suas pr\u00f3prias atitudes. Os brasileiros vivem no que seria \u201cuma ilha de democracia racial, cercados de racismo\u201d, descreve a antrop\u00f3loga Lilia Schwarcz no livro Negras imagens : ensaios sobre cultura e escravida\u0303o no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O racismo estrutural<\/h4>\n\n\n\n<p>Como o pr\u00f3prio termo indica, ele trata da estrutura que contribui para reduzir pessoas negras e sua cultura a determinados <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2020\/03\/entrevista-pouquissimos-estereotipos-tem-base-cientifica.html\">estere\u00f3tipos<\/a>. Em seu livro, Djamila Ribeiro d\u00e1 o exemplo de seu irm\u00e3o trompetista, que toda vez que dizia ser m\u00fasico ouvia o questionamento se tocava algum instrumento relacionado ao samba. No jornalismo, de fato tendemos a entrevistar pessoas negras somente quando o assunto \u00e9 racismo, como bem apontou o pesquisador Cardoso. Isso \u00e9 um problema porque refor\u00e7a a ideia de que n\u00e3o h\u00e1 especialistas negros em outras \u00e1reas do conhecimento.<br>O racismo estrutural ainda pode ser disfar\u00e7ado por tr\u00e1s de boas inten\u00e7\u00f5es: minha m\u00e3e, por exemplo, volta e meia repete que negros s\u00e3o naturalmente mais aptos para a dan\u00e7a e para o esporte, que \u00e9 uma \u201csuperioridade da ra\u00e7a\u201d.<br>Justamente por ser uma estrutura, esse \u00e9 um tema com muitas camadas. Uma delas \u00e9 a despropor\u00e7\u00e3o na representatividade: deveria causar espanto que no Brasil, onde mais da metade da popula\u00e7\u00e3o se reconhece como negra, existam poucos negros em posi\u00e7\u00f5es de poder \u2014 de cargos de ger\u00eancia a protagonistas na TV. Em contrapartida, s\u00e3o eles as principais v\u00edtimas da viol\u00eancia. Segundo o <a href=\"https:\/\/www.ipea.gov.br\/atlasviolencia\/download\/12\/atlas-2019\">Atlas da Viol\u00eancia de 2019<\/a>, 75,5% dos mortos por assassinato s\u00e3o negros: em 2017, o Brasil somou 49.524 homic\u00eddios de pessoas negras, uma alta da 9,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Para cada indiv\u00edduo n\u00e3o negro assassinado, quase tr\u00eas negros perderam a vida.<br>Por aqui, tamb\u00e9m temos centenas de casos como o de George Floyd, de pessoas negras que morrem nas m\u00e3os da pol\u00edcia. Mas s\u00f3 os epis\u00f3dios mais brutais ganham repercuss\u00e3o, como o do menino Jo\u00e3o Pedro, de 14 anos, assassinado em maio no Rio de Janeiro ap\u00f3s ter tido sua casa alvejada por mais de 70 tiros de fuzil disparados por policiais. Em 2018, a pol\u00edcia brasileira matou 6.220 pessoas, das quais 75% eram negras, de acordo com o <a href=\"http:\/\/www.forumseguranca.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Anuario-2019-FINAL_21.10.19.pdf\">Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/a>. Nos Estados Unidos, <a href=\"https:\/\/mappingpoliceviolence.org\/\">1098 pessoas foram mortas pela pol\u00edcia<\/a>, das quais 24% eram pretas, no ano passado.<br>Jogar os conflitos \u201cpara debaixo do tapete\u201d, como diz Cardoso, ou seguir negando a exist\u00eancia de uma estrutura racista nos afasta de enxergar uma solu\u00e7\u00e3o para nos tornarmos uma sociedade mais justa. \u201cN\u00e3o tenha medo das palavras \u2018branco\u2019, \u2018negro\u2019, \u2018racismo\u2019, \u2018racista\u2019\u201d, escreve Ribeiro. \u201cDizer que determinada atitude foi racista \u00e9 apenas uma forma de caracteriz\u00e1-la e definir seu sentido e suas implica\u00e7\u00f5es. A palavra n\u00e3o pode ser um tabu, pois o racismo est\u00e1 em n\u00f3s e nas pessoas que amamos \u2014 mais grave \u00e9 n\u00e3o reconhecer e n\u00e3o combater a opress\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Sou racista, e agora?<\/h4>\n\n\n\n<p>Reconhecer-se racista, ou seja, beneficiado por uma estrutura que prioriza a cor de pele branca, \u00e9 talvez o passo mais importante para iniciar a luta contra o racismo. O trabalho n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil \u2014 se fosse, seria muito simples eliminar o racismo da face da Terra. A sutileza do privil\u00e9gio \u00e9 ele ser algo do qual nos beneficiamos \u00e0s vezes sem nem perceber. N\u00e3o adianta sair por a\u00ed gritando \u201cn\u00e3o quero ser privilegiado por ser branco\u201d: as portas dos diversos setores da sociedade v\u00e3o continuar sendo abertas para voc\u00ea e fechadas para uma pessoa negra. Mas enxergar a presen\u00e7a dele \u00e9 o <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Sociedade\/Comportamento\/noticia\/2020\/06\/desaprender-preconceitos-da-trabalho-e-ele-e-todo-seu.html\">primeiro passo para desaprend\u00ea-lo<\/a>.<br>Essa desconstru\u00e7\u00e3o, na vis\u00e3o de Passos, passa por duas dimens\u00f5es: uma externa e outra mais subjetiva. \u201cA gente tem que conversar de branco para branco, pensar no que podemos fazer para que tenhamos um maior n\u00famero de brancos repensando o assunto\u201d, prop\u00f5e. \u201cAo mesmo tempo, precisamos construir um acervo de representatividade positiva negra, pois \u00e9 preciso desconstruir o racismo e colocar algo positivo no lugar. Temos de nos posicionar como antirracistas, mas saindo de um lugar de superioridade, que \u00e9 uma constitui\u00e7\u00e3o da nossa identidade como popula\u00e7\u00e3o branca. E para sair desse lugar, a gente tem que conhecer hist\u00f3rias negras\u201d.<br>\u00c9 um processo de \u201cletramento racial\u201d \u2014 assumir a ra\u00e7a e recompor o universo racial com a constru\u00e7\u00e3o de um novo conjunto de c\u00f3digos sociais e culturais, que come\u00e7a na inf\u00e2ncia e segue at\u00e9 a vida adulta. O antirracismo n\u00e3o \u00e9 um estado mental de se declarar n\u00e3o racista ou antirracista e, sim, o engajamento em a\u00e7\u00f5es constantes e cont\u00ednuas para usar o nosso lugar ou privil\u00e9gio de brancos para mudar o estado da sociedade. \u201cSem a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos brancos, n\u00e3o vamos eliminar o racismo, porque o branco \u00e9 respons\u00e1vel pela longa dura\u00e7\u00e3o e pelas a\u00e7\u00f5es concretas do racismo, e porque \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o branca que hoje est\u00e1 nos maiores lugares de poder\u201d, aponta a cofundadora do Instituto Ella Cria\u00e7\u00f5es Educativas.<br>Por mais tentador que seja, especialmente em tempos de protestos e ativismo em redes sociais, n\u00e3o \u00e9 algo que possa ser reduzido a checklists que, uma vez finalizados, concedem ao branco o t\u00edtulo de antirracista. \u00c9 um processo constante e de longo prazo \u2014 e que s\u00f3 voc\u00ea pode conduzir. \u201cAo perguntar ao negro e \u00e0 negra, o branco deixa de lado a sua responsabilidade por erros e acertos nesse caminho. Errar \u00e9 humano e pedag\u00f3gico. A branquitude possui responsabilidade, exer\u00e7am a sua responsabilidade para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade que busca justi\u00e7a\u201d, pede Cardoso.<br>Para mim, esse exerc\u00edcio come\u00e7ou em me reconhecer como racista (\u00e9 dif\u00edcil se livrar do peso moral no in\u00edcio) para me atentar ao sistema que me privilegia diariamente e, pouco a pouco, mudar a forma como reajo a ele.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Sociedade\/noticia\/2020\/07\/precisamos-falar-sobre-branquitude-e-seu-papel-na-luta-antirracista.html\">Revista Galileu<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passou da hora de pessoas brancas reconhecerem seus privil\u00e9gios e responsabilidades raciais \u2014 entre elas, a perpetua\u00e7\u00e3o do racismo e o engajamento necess\u00e1rio para desconstru\u00ed-lo \u201cPor que voc\u00ea gostaria de me entrevistar?\u201d, perguntou o historiador Louren\u00e7o Cardoso, 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