Política

A Semana no Brasil e no Mundo — Gastos da comitiva de Lula em Nova York superam R$ 3,2 milhões, aponta levantamento

A conta, ainda parcial, da passagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de Janja e de assessores por Nova York, para a Assembleia Geral da ONU, já ultrapassa R$ 3,2 milhões, de acordo com levantamento obtido pelo site Diário do Poder. Os valores se referem a dois dias de agenda oficial. Segundo as informações, parte da comitiva se hospedou no Grand Hyatt New York. As diárias, somadas, superam R$ 1,7 milhão; cotações consultadas na quarta (24) indicam quartos com tarifas acima de R$ 21,8 mil por noite. O aluguel de veículos — incluindo limusines e carros de alto padrão — totalizou cerca de R$ 1,5 milhão.
Constam ainda despesas como R$ 16,1 mil em serviços de café e R$ 13,4 mil para locação de impressoras e mobiliário temporário destinados ao “escritório de apoio” montado durante o evento. Os números são preliminares e podem ser ajustados após a consolidação de notas e eventuais ressarcimentos entre órgãos federais. Em viagens presidenciais, gastos de hospedagem, transporte e apoio logístico costumam ser processados por contratos do governo, com justificativas de segurança e de funcionamento da estrutura oficial. (Fonte: Hora Brasília)


Na ONU, Trump diz que Brasil só terá sucesso se cooperar com os EUA

(Foto: Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), declarou, na terça (23), na 80.ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que “o Brasil está indo mal e só irá melhorar quando trabalhar em cooperação com os EUA”. Segundo ele, “sem nós, fracassará, assim como outros fracassaram”.

Seguindo a tradição do evento, Trump foi o segundo a falar, após Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao fim do discurso, o americano disse que os dois tiveram “química excelente” e afirmou que pretende se reunir com Lula “na próxima semana”, depois de breve conversa entre ambos na saída do púlpito. Chamou o petista de “um homem muito legal”. Não foram informados data ou formato do eventual encontro.

Antes do anúncio, Trump defendeu a possibilidade de tarifas comerciais de até 50% contra o Brasil. O republicano vinculou a medida a acusações de censura, repressão e perseguição a críticos políticos nos EUA com participação brasileira, sem detalhar casos. (Fonte: Hora Brasília)


Lula e Janja não aplaudem Trump em fala sobre necessidade de resgatar reféns do Hamas

(Foto: Reprodução/UN WebTV)

Por Raul Holderf Nascimento
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Janja da Silva, não aplaudiram o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando ele defendeu a libertação imediata dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas. O momento ocorreu na terça-feira (23), durante a 80.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. “Libertem os reféns agora. Não queremos um de cada vez, queremos todos de volta. E os 38 corpos também”, disse Trump. O republicano reafirmou o apoio incondicional de Washington a Israel, mas recebeu apenas aplausos pontuais, puxados pela delegação norte-americana.

O discurso do presidente dos EUA foi feito após o anúncio de França, Canadá e Reino Unido de que reconheceram oficialmente o Estado da Palestina, em gesto diplomático ocorrido entre domingo (21) e segunda-feira (22). A decisão buscou pressionar Israel pelo fim da guerra iniciada em outubro de 2023, após os ataques do Hamas.

Antes de Trump, Lula discursou e voltou a classificar a ofensiva de Israel em Gaza como “genocídio”. Reafirmou a defesa da solução de dois Estados e disse que “nenhuma situação é mais emblemática do uso desproporcional e ilegal da força do que a da Palestina”. (Fonte: Conexão Política)


Em discurso histórico, Coreia do Norte cede a Trump e diz estar disposta a dialogar com os EUA

(Foto: Getty Images)

Por Raul Holderf Nascimento
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou, no domingo (21), que está disposto a retomar o diálogo com os Estados Unidos, desde que Washington abandone a exigência de desnuclearização como condição prévia. A declaração foi publicada pela agência estatal KCNA e marca o primeiro sinal público de possível reaproximação desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump.

Se os Estados Unidos abandonarem a absurda obsessão de nos desnuclearizar e aceitarem a realidade, e quiserem uma coexistência pacífica genuína, não há razão para não nos sentarmos com os Estados Unidos”, declarou Kim. A fala reitera a posição oficial do regime, que considera o status nuclear do país como “irreversível”.

No início da semana, a KCNA já havia divulgado comunicado afirmando que o arsenal atômico norte-coreano está consagrado na lei suprema do país e não está sujeito a negociações, nem à pressão de organismos internacionais como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ou de potências estrangeiras.
Durante discurso na Assembleia Popular Suprema, Kim criticou as sanções impostas por Washington e aliados ocidentais, classificando-as como uma “experiência de aprendizado”. Segundo ele, as restrições ajudaram a fortalecer a resiliência econômica e militar do país, que seguirá investindo no desenvolvimento de mísseis e ogivas nucleares.

No mesmo pronunciamento, o ditador elevou o tom contra a Coreia do Sul, rotulando o governo de Seul como “inimigo principal” de Pyongyang e descartando qualquer possibilidade de retomada do diálogo bilateral. Kim acusou os sul-coreanos de cooperarem com os Estados Unidos em estratégias de pressão e de utilizarem propostas diplomáticas como disfarce para enfraquecer o regime norte-coreano. (Fonte: Conexão Política)


Lula recua e desiste de encontro presencial com Trump

(Foto: Reprodução Internet)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que um encontro pessoal entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump “realmente não deve acontecer”. Segundo ele, após a Assembleia Geral, a alternativa em avaliação é um diálogo por telefone ou videoconferência. Vieira relatou que Lula e Trump se cruzaram nos bastidores em Nova York e que o brasileiro sugeriu uma conversa. O chanceler, porém, condicionou o contato ao formato remoto, citando a “agenda muito cheia” do presidente norte-americano. Na prática, o Planalto recuou da possibilidade de um bilateral face a face.

Após seu discurso na ONU, Trump disse ter tido “ótima química” com Lula e afirmou que os dois “vão se encontrar na próxima semana”. Até agora, não há confirmação de data, horário ou meio do contato por parte do Planalto ou da Casa Branca. A opção por uma conversa virtual ocorre em meio a um ambiente de tensão entre os países e à ausência de reunião formal durante a passagem de ambos por Nova York. Oficialmente, o governo brasileiro diz estar “sempre pronto para conversar” quando for do interesse do Brasil. (Fonte: Hora Brasília)


EUA anunciam acordo para impulsionar economia da Argentina

(Foto: Getty Images)

Por Isabella de Paula
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou, nesta quarta-feira (24), que o governo de Donald Trump está negociando com o governo da Argentina um programa de troca de moedas (linhas de swap) de US$ 20 bilhões para ajudar a estabilizar a economia do país sul-americano. “O Tesouro está atualmente em negociações com autoridades argentinas para uma linha de swap de US$ 20 bilhões com o Banco Central (argentino). Estamos trabalhando em estreita coordenação com o governo argentino para evitar uma volatilidade excessiva”, escreveu Bessent na rede social X.

O membro do governo Trump fez a declaração após uma reunião realizada na terça-feira entre Trump e o presidente argentino, Javier Milei, no contexto da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York. “O Tesouro está pronto para comprar títulos (emitidos) em dólares da Argentina e o fará quando as condições o justificarem. Também estamos preparados para conceder um crédito contingente significativo por meio do Fundo de Estabilização da Taxa de Câmbio”, acrescentou Bessent.

As linhas de swap e a compra de dívida pública (títulos) são uma estratégia para que o peso não perca tanto valor em relação ao dólar, mantendo, em parte, o poder aquisitivo dos argentinos. Antes da reunião das duas delegações, o secretário do Tesouro garantiu que os EUA estão considerando “todas as opções para a estabilização” da economia argentina e estão “prontos para fazer o necessário dentro de seu mandato para apoiar a Argentina” e Milei.

Os EUA estão dispostos a comprar dívida pública no mercado primário ou secundário, e estamos trabalhando com o governo argentino para acabar com a isenção fiscal para os produtores de matérias-primas que convertem moeda estrangeira”, acrescentou Bessent.

Além disso, adiantou que algumas empresas americanas têm a intenção de realizar importantes investimentos estrangeiros diretos em vários setores da Argentina, caso haja um resultado eleitoral positivo. Os EUA consideram a Argentina um aliado, especialmente o governo de Milei, a quem o próprio Trump mostrou seu apoio para a reeleição em 2027. Bessent afirmou que a gestão de Milei deu à Argentina “passos importantes para a estabilização” e “conseguiu uma impressionante consolidação fiscal”.

A Argentina atravessa um momento financeiro complicado. O peso argentino acelerou sua desvalorização e o banco central argentino teve que vender reservas, por isso os EUA querem realizar uma espécie de operação salva-vidas para a economia do país sul-americano.

“O presidente Trump deu ao presidente Milei um apoio incomum a um líder estrangeiro, demonstrando assim sua confiança nos planos econômicos de seu governo e na importância estratégica e geopolítica da relação entre EUA e Argentina. Imediatamente após as eleições, começaremos a trabalhar com o governo argentino no pagamento de suas principais obrigações”, concluiu Bessent. (Fonte: Gazeta do Povo)


Haroldo Filho

Jornalista – DRT: 0003818/ES Coordenador-geral da ONG Educar para Crescer

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