Paleo & Arqueologia

Fortaleza de dois mil anos pode confirmar as origens do Hanukkah

A fortaleza helenística foi destruída por um exército judeu Hasmoneu em sua guerra para retomar a região do Império Selêucida, que havia proscrito o Judaísmo

Arqueólogos israelenses desenterraram recentemente os restos carbonizados de uma antiga fortaleza grega datada de 2,1 mil anos atrás. Para os especialistas, a nova descoberta fornece fortes evidências que sustentam as histórias da vitória dos judeus sobre os governantes gregos. Esses eventos estão relacionados à origem da celebração de Hanukkah.
A fortaleza foi construída no topo de uma colina na Floresta de Lachish com o objetivo de garantir proteção para a cidade de Maresha, governada pelos gregos, de uma possível revolta judaica, o que acabou acontecendo. Maresha foi a capital de Edom no período helenístico.
As escavações revelaram que a fortaleza media 15 metros por 15 metros. Suas paredes foram construídas com blocos de pedra com quase três metros de espessura, sendo uma construção imponente até ser queimada durante a batalha entre os selêucidas e os hasmoneus.

Os macabeus, também chamados de hasmoneus, eram uma dinastia de reis e líderes judeus que entraram em uma série de batalhas tentando libertar a região da Judeia dos selêucidas. Esses últimos eram governantes de origem que mantinham um reinado sobre uma parte considerável do Oriente Médio.
Mattathias Macabeus e seu filho Judas Macabeus, os responsáveis por liderar uma das principais revoltas contra os governantes gregos, são citados com respeito até hoje, especialmente pelos judeus, uma vez que colocaram sua fé acima da vida e partiram para a luta contra os “adoradores de ídolos”.
Como parte da revolta, os hasmoneus limparam o Templo em Jerusalém e acharam óleo o suficiente para manter o Menorá (candelabro de sete braços e um dos símbolos mais importantes da fé judaica) aceso por 1 dia. No entanto, a história conta que o candelabro queimou por 8 dias consecutivos. Nesse meio tempo, os hasmoneus foram vitoriosos sobre as forças do rei selêucida Antíoco IV Epifânio.
A partir daí, surgiram as comemorações do Hanukkah, uma celebração judaica que dura oito dias em referência ao Menorá, que mesmo sem óleo suficiente permaneceu queimando, e à vitória judaica sobre seus opressores. Curiosamente, o Hanukkah não aparece no Antigo Testamento, mas está no Novo, em João 10:22-23.

De acordo com os arqueólogos, a fortaleza tinha sete quartos e dois andares. Apesar da dificuldade nas escavações e da destruição do lugar, foi possível encontrar diversos artefatos, como moedas, vigas de madeira queimadas durante a batalha, armas de ferro e cerâmicas. Alguns dos artefatos datam do fim do século II a.C. Para os especialistas, tomando como base o que foi encontrado, existe a possibilidade de a destruição da fortaleza ter sido obra do hasmoneu John Hyrcanus, por volta de 112 a.C.

Foto de capa: Emil Aladjem/Autoridade de Antiguidades de Israel

Fonte: MegaCurioso

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