Se eleito, Lula legalizará o aborto


A cada dia que se passa Lula se enforca com sua própria corda. Nos últimos dias, o ex-condenado apresentou algumas de suas propostas pré-campanha e uma delas, a mais polêmica, teve um feedback negativo até mesmo dos seus mais ferrenhos apoiadores: a liberação do aborto. Além desse ato condenável, Lula disse também que, caso eleito, reestatizará empresas como a Eletrobras, e regulamentará maior controle das privatizadas, além de ter o domínio do Banco Central.
Em um evento durante a semana, Lula se posicionou favorável à legalização aborto, defendendo que a mulher pobre deveria ter direito à escolha de ter o filho ou não. “Aqui no Brasil, por exemplo, a mulher pobre morre tentando fazer aborto porque é proibido e ilegal, então uma mulher pobre fica cutucando o seu útero com agulha de crochê ou tomando chá de qualquer coisa, enquanto a madame, pode fazer aborto em Paris. Aqui no Brasil ela não faz por ser proibido, quando na verdade, o assunto deveria ser transformado numa questão de saúde pública e todo mundo ter direito”.


Por esse argumento raso e sem propósito, nota-se o despreparo desse senhor ao tratar de temas que exigem um pouco de capacidade intelectual. O debate é muito mais profundo do que simplesmente colocar na balança a mulher pobre versus a rica. Mais uma vez fica evidente o papo furado de divergências de classes. Se essa fala viesse do presidente Bolsonaro o movimento feminista e do caramba a quatro já estaria fazendo estardalhaço dizendo que ‘Bolsonaro discrimina pobres’. É a verdadeira ‘pimenta nos olhos dos outros é refresco’.

Após a péssima repercussão, até mesmo com seus poucos seguidores, em entrevista a uma rádio de Fortaleza, o ex-detento até tentou desfazer o que disse no dia anterior, só que o estrago já estava feito. Assim como na pretensiosa fala de ‘Deus é petista’.

Outra fala que apertou um pouco mais a sua forca foi a crítica que fez à classe média. “Temos uma classe média que ostenta um padrão de vida que não se vê em nenhum outro lugar do mundo. Nossa classe média ostenta um padrão de vida acima do necessário”. E foi mais longe, “é uma pena que a gente não nasce e não tem uma aula pra aprender o que é necessário para sobreviver… saber qual o limite que pode me contentar como ser humano”. Limite esse, que o próprio desconhece, dada a sua sanha por poder e riqueza. Não basta o que já afanou dos cofres públicos, quer mais e mais.
Quero dizer para esse lobo que se apresenta em pele de cordeiro com o aval da “grande” mídia, que o espetáculo está sendo assistido de binóculos por uma plateia muito mais atenta e informada, que espera o momento certo — as eleições de outubro — para passar às seguintes mensagens, lugar de ladrão é na cadeia e, aos ministros da esquerda do Supremo Tribunal Federal (STF) que insistem em descumprir a Constituição Federal, a hora do impeachment chegará.
