Ciência

Genética confirma duas espécies de árvore já conhecidas por indígenas

A recomendação do estudo norte-americano é que as árvores sejam renomeadas e que a pesquisa taxonômica incorpore os nomes indígenas

Há muito é de conhecimento do povo Iban, da ilha Bornéu, que a espécie de árvore frutífera Artocarpus odoratissimus tem duas variedades diferentes, que eles chamam de lumok e pingan, e que se distinguem pelo tamanho e forma do fruto. Apesar do conhecimento tradicional, botânicos ocidentais consideravam a árvore como uma única espécie. Uma nova análise genética, publicada em 6 de junho na revista Current Biology, confirma que o povo Iban estava certo o tempo todo.
Para determinar a taxonomia (definição de grupos de organismos biológicos), os cientistas da Universidade Internacional da Flórida coletaram amostras de DNA da árvore, que pertence ao mesmo gênero das árvores que produzem a jaca carnuda.

Uma fruta pingan (direita) e uma fruta lumok (esquerda) (Foto: Gardener/Current Biology)

Através de análises filogenéticas dos DNAs, os pesquisadores concluíram que apesar de intimamente relacionadas, a lumok e pingan são espécies geneticamente distintas.

“Embora o esforço científico tenha se beneficiado há muito tempo do conhecimento indígena, geralmente não se envolveu com ele em pé de igualdade”, escrevem os cientistas no estudo, liderado por Elliot M. Gardner, botânico da Universidade Internacional da Flórida.

Agora, os cientistas recomendam que as árvores sejam renomeadas para refletir a nova descoberta e sugerem ainda que é hora de considerar a incorporação de nomes indígenas na pesquisa taxonômica.

Fonte: Um Só Planeta

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