Ciência

“Minilua” inédita é encontrada orbitando um asteroide no Sistema Solar

Astrônomos da Nasa detectaram um objeto inédito que aparenta ser uma “mini lua” orbitando um asteroide que viaja pelo Sistema Solar Externo. O suposto satélite, com um diâmetro de 5km, é um pouco mais largo que a ilha de Manhattan, o que o configuraria como um dos menores já encontrados.
A descoberta da minilua ocorreu em virtude da missão ‘Lucy’, da Nasa, que foi lançada em outubro de 2021 e tem como objetivo estudar, por meio de uma sonda espacial, os asteroides troianos, dois grupos de rochas maciças que acompanham Júpiter em sua órbita solar. A expectativa é de que a sonda chegue ao seu destino no final de 2027, porém, no meio tempo, ela vem captando imagens dos corpos rochosos a distância.

Foi o que aconteceu no dia 27 de março, quando os cientistas responsáveis pela missão notaram que um dos alvos, o asteroide ‘15094 Polymele’, passou na frente de uma estrela distante. A iluminação privilegiada permitiu que eles enxergassem detalhadamente a rocha espacial e notassem algo inusitado: outro objeto estava seguindo o seu rastro. Após uma cuidadosa análise, a equipe concluiu que o objeto misterioso “tinha que ser um satélite”.
A minilua está a 201 km de distância do asteroide e 772 milhões de km da Terra. Representantes da Nasa descrevem a escala dessas distância como “equivalente a tentar encontrar um quarto em uma calçada em Los Angeles a partir de um arranha-céu em Manhattan”.

Mas é lua mesmo?
Por mais estranho que possa parecer chamar de ‘lua’ essa rocha orbitando o 15094 Polymele, a nomenclatura está correta, já que se refere a qualquer corpo sólido natural que orbita um planeta, planeta anão ou, inclusive, um asteroide. Apenas o nosso sistema solar conta com mais de 200 luas reconhecidas, mas segundo a agência espacial americana, o número pode ser bem maior.

No entanto, os cientistas só foram capazes de realizar observações breves do satélite em questão, o que significa que seu trajeto orbital ainda é praticamente desconhecido. Isso implica em uma impossibilidade de designar o objeto oficialmente como uma lua ou sequer de classificá-lo adequadamente. A equipe da missão Lucy, contudo, está otimista: os astrônomos acreditam que, quando a sonda se aproximar do asteroide, ela poderá coletar informações suficientes sobre o objeto que o acompanha para atribuí-lo o título de lua.

Fonte: Olhar Digital

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