Sonda da Nasa revela imagem incrível do objeto mais vulcânico do Sistema Solar

A sonda Juno fez um registro impressionante da superfície ultravulcânica de Io, a terceira maior lua de Júpiter

Lançada em agosto de 2011, a sonda Juno, da Nasa, orbita e estuda o planeta Júpiter desde julho de 2016. No ano passado, quando a missão foi estendida, os cientistas também passaram a focar nas quatro principais luas do gigante gasoso.

Uma delas, Io, é o objeto mais vulcanicamente ativo do nosso Sistema Solar. Esta semana, a agência espacial norte-americana divulgou uma imagem impressionante deste que é o terceiro maior satélite de Júpiter (depois de Ganimedes e Calisto, seguido da lua Europa).

Segundo a Nasa, a captura foi feita no dia 5 de julho de 2022, exatos seis anos depois que a espaçonave chegou à órbita do planeta. Na ocasião, Juno estava a apenas 80 mil km de distância do alvo (o que é pouco, considerando as proporções astronômicas).

Na imagem, é possível ver detalhes incríveis da superfície de Io, que é coberta por centenas de vulcões, alguns dos quais esguicham lava a dezenas de quilômetros de altura. De acordo com os cientistas responsáveis pela sonda Juno, as observações podem trazer novos insights fascinantes sobre o corpo celeste.

Você pode ver os sistemas vulcânicos”, disse Scott Bolton, investigador principal da sonda da Nasa, em entrevista coletiva concedida na última quarta-feira (14), durante a divulgação da imagem ao público. “Fomos capazes de monitorar ao longo da missão primária — mais de 30 órbitas — como isso muda e evolui”.

Juno fez vários sobrevoos em outras luas de Júpiter também. “A cada sobrevoo próximo, conseguimos obter uma riqueza de novas informações”, disse Bolton.
Os sensores Juno são projetados para estudar Júpiter, mas ficamos entusiasmados com o quão bem eles podem realizar tarefas duplas observando as luas do planeta”.

O equipamento já examinou as crostas de gelo incrivelmente espessas que cobrem as luas Ganimedes e Europa. Seus instrumentos foram capazes de aferir a temperatura e a pureza dessas conchas de gelo a uma profundidade de aproximadamente 25 km abaixo da superfície.

Europa, por sinal, está prestes a receber uma espaçonave exclusivamente dedicada a ela. Programada para ser lançada em 2024, a missão Europa Clipper, também da Nasa, pode ter chances de revelar se o astro abriga ou não vida extraterrestre.

Fonte: Olhar Digital