Foguete movido a açúcar põe brasileiros no pódio de competição estudantil nos EUA

Equipe de estudantes brasileiros ocupa pódio da competição mais importante do mundo com o projeto de um foguete movido a açúcar
Por Renata Dias
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) conquistaram o 2º lugar numa disputa entre 152 equipes internacionais, atrás apenas da Universidade de Maryland (EUA). O projeto é de um foguete movido a açúcar e que colocou os brasileiros no pódio na maior competição estudantil na área que há no mundo, a Spaceport America Cup, nos EUA.
Na categoria 10k SOLID SRAD, o Projeto Júpiter se destacou entre 1.700 competidores de vários países. “O resultado é um testemunho do trabalho árduo, dedicação e paixão de todos os envolvidos”, afirmou a equipe de estudantes brasileiros, do Projeto Júpiter, da Escola Politécnica (Poli-USP), nas redes sociais.
O projeto venceu na categoria, que estabelecia que o foguete deveria chegar próximo a três mil metros de altura. O foguete brasileiro alcançou 2.944, também deveria ter fabricação própria e ser movido a combustível com oxidante. Nas redes sociais, estudantes e admiradores elogiaram o empenho dos brasileiros e a relevância da premiação. O foguete Pacífico movido a açúcar pesa 38kg e tem 2,57m de comprimento foi projetado e construído na Escola Politécnica (Poli-USP).
A proposta dos brasileiros era buscar um combustível criativo — o açúcar — e conseguiram. A solução alternativa é a mistura de nitrato de potássio (um fertilizante purificado) com sorbitol (açúcar). Os dois são misturados em um “cooktop” de indução, para não gerar grandes chamas de calor. Com o açúcar caramelizado e em forma de pasta, o produto é moldado para ficar no formato do motor. Juntando a essa “mistura” colocam-se mais calor e oxigênio (nitrato de potássio). No motor, com pressão alta, o processo de queima fica intenso.
De 17 e 22 de junho, a equipe da USP e uma de Juiz de Fora (MG) — com o foguete “Áspera II”, pesando 33 kg e medindo 3,07m de comprimento — participaram da competição, no Novo México (EUA). Houve representantes de praticamente o mundo inteiro: EUA, Reino Unido, Austrália, Alemanha, Turquia, entre outros.
Redes sociais
Nas redes sociais, os estudantes brasileiros que criaram o foguete movido a açúcar receberam muitos aplausos e incentivos. Também não é para menos, o Só Notícia Boa se junta a todos. A equipe agradeceu publicamente o apoio do professor que batizou o projeto e que incentivou o trabalho. “Parabéns! Agradecemos profundamente pela homenagem ao Prof. Pacífico. É muito emocionante. Nós o amamos e o admiramos para sempre e saber que ele os inspirou é motivo de grande alegria”.
Estudantes que acompanharam o processo de construção do foguete também elogiaram a iniciativa. “Parabéns, pessoal!! Orgulho de mais”, disse um internauta. “Brasil muito bem representado! Parabéns a todos”, acrescentou outro. “Incrível trabalho. Muito orgulho desse time”, reagiu um estudante.
1º lugar
A equipe, que ficou em 1º lugar, da Universidade de Maryland (EUA), reúne 75 estudantes. O projeto do grupo batizado de foguete Honu conseguiu atingir uma altura superior a 3,6 mil metros, bem mais alto que o foguete brasileiro. Honu em havaiano significa “tartaruga”. O foguete da Universidade de Maryland apresenta uma lata de barbatana de fibra de carbono com as barbatanas de estabilidade características da Terps Rocket, uma seção de fibra de carbono à qual elas se prendem, e um freio aerodinâmico, aviônicos e carga útil personalizados.
Fonte: Só Notícia Boa