Nova forma de tratamento para Alzheimer e Parkinson

Ideia seria estimular a produção de novos neurônios, mesmo em cérebros envelhecidos; artigo foi publicado na revista científica Nature
Por Bob Furuya
As doenças neurodegenerativas, como diz o próprio nome, são causadas pela degeneração do nosso sistema nervoso. A perda de neurônios é um processo comum para todos nós — e se acentua na velhice. A maioria, deles, porém, costuma durar a vida toda — quando não duram, acabam causando enfermidades como o Alzheimer e o Parkinson.
Atualmente, existem tratamentos para essas duas doenças, mas nenhuma das terapias consegue reverter 100% do quadro. Uma nova alternativa, porém, parece ser extremamente promissora. Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, pode revolucionar a abordagem a esse tipo de doença. A ideia é usar manipulação genética para reativar a produção de novos neurônios em cérebros envelhecidos.
Nós produzimos neurônios ao longo de toda a vida, mas esse processo vai ficando mais fraco com o avançar da idade. A pesquisa, conduzida pela professora de Genética Anne Brunet, sugere retomar essa produção.
É importante destacar que os cientistas não falam em resolver o problema de forma instantânea. O estudo aponta para um caminho de esperança, não uma solução imediata.
Após conseguir obter esse resultado em camundongos, a equipe quer se aprofundar mais no assunto e descobrir como manipular esses genes de forma segura e eficaz em seres humanos. O próximo passo, depois disso, seria a criação de terapias que possam ser aplicadas não apenas para conter o avanço dessas doenças degenerativas, mas até revertê-las.
Os cientistas também afirmam que a pesquisa pode dar origem a algumas abordagens alternativas. Se pensarmos que a ausência do gene GLUT4 tem impacto na produção de neurônios, talvez uma dieta com baixo teor de carboidratos possa ajudar no tratamento. Essa é outra possibilidade — não confirmada ainda. Serão necessários novos estudos. A perspectiva, porém, é promissora. Um sinal de esperança para pacientes e seus familiares. As informações são da Stanford Medicine.
Fonte: Olhar Digital