Música sem fones: nova tecnologia cria “bolha sonora” pessoal

Nova tecnologia permite ouvir música sem fone e também sem perder sons do ambiente
Por Isabela Oliveira
A Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, está desenvolvendo a tecnologia Audible Enclave, que usa ondas sonoras ultrassônicas para criar uma “bolha sonora” individual. O Audible é ideal para uso diário, como, por exemplo, assistir a vídeos ou música no celular, sem incomodar terceiros.
A tecnologia funciona como um “fone de ouvido” sem hardware, ou seja, um equipamento virtual, e não físico. Usando lentes acústicas, ela curva feixes ultrassônicos no ar que, quando se cruzam, geram som apenas em um espaço pequeno. Assim, apenas quem estiver naquele ponto poderá ouvir.
“Bolha” de som permite ouvir sons externos e pode servir para acessibilidade
Diferente dos fones de ouvido, a “bolha sonora” permite escutar os sons do ambiente, permitindo manter a atenção e interagir com as pessoas ao redor. Na prática, isso tornaria a atividade de ouvir música menos solitária. Além disso, também pode servir como uma ferramenta de acessibilidade para pessoas com sensibilidades sensoriais ou que sentem desconforto ao utilizar fones comuns.

A novidade ainda está em fase de testes iniciais. Entretanto, pretende revolucionar a forma como as pessoas ouvem música atualmente, alterando a interação dos corpos e dos ouvidos humanos com as ondas sonoras.
O protótipo atual pode disponibilizar um som claro a uma distância de cerca de um metro, atingindo o volume da fala. No entanto, futuramente, os pesquisadores acreditam que podem elevar a tecnologia para distâncias mais consideráveis e em volumes mais altos. Sendo assim, poderia criar zonas de áudio privadas em espaços públicos, incluindo shows com transmissões personalizadas ou audição em movimento.
Recentemente, pesquisadores também fizeram outras descobertas surpreendentes relacionadas ao som. Em 2024, por exemplo, um estudo revelou um método inusitado para medir a localização exata de objetos celestes: as ondas sonoras das estrelas, ou seja, a “música” delas.
A asterossismologia consiste na medição das vibrações e oscilações desses astros, com base na mensuração de pequenas variações na intensidade da luz, traduzidas em ondas. Além disso, em 2022, uma técnica descobriu como “explodir” pedra nos rins com ondas sonoras.
Fonte: Giz Brasil