Ao menos três cidades têm mais pessoas recebendo valores do Pé-de-Meia do que alunos matriculados

Por Carinne Souza
O programa Pé-de-Meia, lançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último ano para alunos de baixa renda que estão matriculados no ensino médio da rede pública, já encontra percalços. Conforme revelou o Estadão, na segunda-feira (31), há municípios que têm mais pessoas como beneficiárias do programa do que alunos matriculados.
De acordo com levantamento, em ao menos três cidades localizadas na Bahia, Pará e Minas Gerais, ficou comprovada a diferença entre beneficiários e matriculados. Além disso, ficou constatado que o benefício foi pago para 90% dos alunos do ensino médio em ao menos 15 cidades de cinco estados brasileiros. Em meio às incongruências, também foram realizados pagamentos para beneficiários que não se encaixam nos critérios de renda mínima do programa.
O Pé-de-Meia é um dos programas de repasse de renda que se tornou uma das apostas de Lula. A iniciativa tem a intenção de reduzir a evasão escolar através de repasses financeiros mensais para alunos que comprovarem a matrícula e a frequência na rede pública de ensino médio. Em cidades ao redor do país, contudo, foram encontradas incongruências nos repasses. Ainda ao Estadão, o MEC informou “que a responsabilidade pelas informações prestadas é das secretarias estaduais de Educação” e que trabalha com os estados para corrigir eventuais problemas relacionados ao programa. (Fonte: Gazeta do Povo)
Paraguai convoca embaixador do Brasil para explicar suposto ataque hacker da Abin

O governo do Paraguai convocou, nesta terça-feira (1.º), o embaixador do Brasil em Assunção, José Antônio Marcondes, para prestar esclarecimentos formais sobre a operação hacker da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que teria invadido sistemas do governo paraguaio com o objetivo de obter informações sobre as negociações envolvendo a Usina de Itaipu.
O chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano anunciou a convocação em coletiva de imprensa e afirmou que será entregue ao diplomata uma nota oficial solicitando detalhes sobre a ação de inteligência. “Convocamos o embaixador do Brasil no Paraguai para que ele ofereça explicações detalhadas sobre a ação de inteligência conduzida pelo Brasil”, declarou o ministro.
Além da convocação de Marcondes, o embaixador paraguaio no Brasil, Juan Ángel Delgadillo, também foi chamado a consultas em Assunção. Como resposta imediata ao caso, o governo paraguaio suspendeu as negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu, que define as bases para a comercialização da energia gerada pela usina binacional.
A denúncia foi revelada pelo portal UOL, com base em investigações da Polícia Federal, e aponta que a operação da Abin foi planejada ainda no governo Jair Bolsonaro (PL), mas teria sido executada em 2023, já sob o comando da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o depoimento de um agente da própria Abin à PF, a ação foi autorizada por integrantes da atual diretoria da agência.
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, afirmou na segunda-feira (31) que a operação foi iniciada na gestão anterior e posteriormente desativada, em março de 2023, pela administração de Lula. Até o momento, o Itamaraty não se pronunciou oficialmente sobre a convocação do embaixador Marcondes. (Fonte: Hora Brasília)
Ex-procurador de Dirceu aconselhou coronel da PM no 8/1 e prometeu cargo no governo Lula, diz Estadão

O empresário Fernando Nascimento Silva Neto, dirigente do PT de Brasília e ex-procurador de José Dirceu, orientou e acompanhou em tempo real o coronel Jorge Eduardo Naime durante os ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. As mensagens trocadas entre os dois, reveladas em relatório da Polícia Federal, mostram que Neto chegou a ditar o que o militar deveria dizer ao então interventor federal na segurança pública, Ricardo Cappelli, e prometeu um cargo no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pelo Estadão.
Naime, à época chefe do Departamento de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal, estava de férias, mas foi convencido por Fernando Neto a retornar e assumir as ações na Esplanada dos Ministérios. Pouco após o início das invasões, o coronel buscou orientação do empresário, salvo em seu celular como “Fernando Neto PT”. Neto, então, ditou a mensagem que Naime deveria enviar ao interventor: “se coloca à disposição dele e fala que você está integralmente à disposição… tira do teu colo pelo amor de Deus”, disse, em áudio.
Além disso, Neto prometeu que, caso Naime não fosse nomeado ao comando da PMDF, “iria mandá-lo para o governo federal”. Quatro dias após os ataques, o coronel reforçou a Fernando que havia sido preterido. A resposta foi clara: “se não voltar pro comando-geral com a Celina [Leão], vou te mandar pro Gov (sic) Federal”.
A PF considerou “estranha” a comunicação constante entre ambos durante um cenário descrito como “quase de guerra”. Em uma das mensagens, o coronel — que pouco antes fora ferido na operação — relatou que já havia “limpado o Congresso, o Planalto e o STF”. O empresário respondeu orientando a interceptar ônibus com manifestantes: “pede pra segurar os ônibus… a AGU já pediu a prisão deles aqui”.
Embora não investigado no caso, Fernando Neto foi incluído como testemunha de defesa do coronel Naime no processo no Supremo Tribunal Federal. Em seu depoimento, negou vínculo bolsonarista do militar e afirmou que tentava apenas ajudar “de forma voluntariosa”.
A defesa do coronel confirmou que Fernando Neto se apresentava como articulador político e membro da equipe de transição do governo Lula. “Naime não tinha como verificar a veracidade dessa informação, mas sempre se comprometeu a atender todas as demandas apresentadas”, declarou.
O Palácio do Planalto, por sua vez, afirmou que Fernando Neto “não se encontrou com o presidente da República, com nenhum servidor do Gabinete da Presidência, assim como da Secretaria de Comunicação Social”. Procurado, o empresário não quis comentar.
José Dirceu também se manifestou, por meio de sua assessoria, reafirmando o rompimento com Fernando Neto após saber que o empresário usava seu nome indevidamente. Atualmente, Fernando Neto é alvo de investigações por operar um banco com lastro falso de R$ 8,5 bilhões e por tentar acesso a órgãos do governo usando estrutura empresarial e influência política. (Fonte: Hora Brasília)
Pobreza na Argentina cai a 38,1% no fim de 2024 sob governo Milei, segundo Indec

A pobreza na Argentina recuou para 38,1% da população no segundo semestre de 2024, segundo dados divulgados na segunda-feira (31) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O índice representa uma queda de 14 pontos percentuais em relação ao pico de 52,9% registrado no primeiro semestre do mesmo ano.
A Presidência argentina atribuiu a melhora ao impacto direto das políticas do presidente Javier Milei, incluindo o combate à inflação, a estabilização macroeconômica e o fim de restrições econômicas herdadas de administrações anteriores. “A atual administração demonstra que o caminho da liberdade econômica e da responsabilidade fiscal é o caminho para reduzir a pobreza a longo prazo”, declarou o governo em nota oficial.
A taxa de pobreza extrema — referente à população que não consegue cobrir nem os custos da cesta básica — também apresentou forte queda: passou de 18,1% no início de 2024 para 8,2% no final do ano. Estima-se que 6,9 milhões de argentinos saíram da condição de pobreza no segundo semestre, dos quais 4,64 milhões deixaram a linha da indigência.
Este é o menor índice de pobreza registrado no país desde o primeiro semestre de 2022. A queda foi favorecida pelo controle da inflação — que atingiu os níveis mais baixos dos últimos três anos — pela recuperação dos salários no setor privado e pela expansão de programas sociais, como o Auxílio Universal por Filho (AUH) e o Cartão-Alimentação. Projeções independentes, como as da Universidade Torcuato Di Tella, estimam taxa semelhante, apontando para 36,8% de pobreza no segundo semestre, com tendência de queda mais acentuada no último trimestre de 2024. (Fonte: Hora Brasília)
PGR segura há cinco meses inquérito contra ministro de Lula suspeito de corrupção

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, mantém parado há pelo menos cinco meses o inquérito que investiga o ministro das Comunicações do governo Lula, Juscelino Filho (União Brasil), por suspeitas de corrupção. Apesar do indiciamento da Polícia Federal, ocorrido em 12 de junho de 2024, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Juscelino foi indiciado por suspeita de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, falsidade ideológica e fraude em licitação de obras públicas. A PGR alega ter recebido oficialmente os autos apenas em 15 de outubro, quatro meses após o fim da investigação, porque o STF solicitou novamente o material em 21 de junho.
A demora na análise do caso tem gerado críticas, principalmente de lideranças da oposição, que comparam o ritmo do processo contra o ministro ao da denúncia apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, no âmbito do inquérito do golpe. Na ocasião, a PGR levou três meses para formalizar a acusação, enquanto o caso de Juscelino já acumula cinco meses sem despacho. Paulo Gonet, segundo interlocutores, tem justificado que o caso do ministro não envolve investigados presos preventivamente, o que o tornaria menos urgente. (Fonte: Hora Brasília)
Trump solicita pesquisa sobre política brasileira e vê Bolsonaro à frente de Lula

Levantamento circula na Casa Branca e avalia percepção de brasileiros sobre Lula, Bolsonaro, Moraes, Musk e Eduardo Bolsonaro
Segundo o colunista Paulo Cappelli, do site Metrópoles, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou uma pesquisa para avaliar o cenário político do Brasil. O levantamento, feito por um pesquisador de sua confiança que atuou em sua última campanha eleitoral, tem circulado internamente na Casa Branca e busca medir a percepção dos brasileiros sobre temas e figuras públicas centrais no debate político nacional, como Lula, Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes, Elon Musk e Eduardo Bolsonaro.
Famoso por se munir de dados antes de tomar decisões estratégicas, Trump recebeu números que mostram vantagem de Bolsonaro sobre Lula em uma eventual disputa presidencial: 43% a 40%. Em um cenário alternativo, diante da inelegibilidade do ex-presidente, seu filho Eduardo Bolsonaro também venceria Lula por margem apertada (41% a 40%), indicando forte capacidade de transferência de votos no campo bolsonarista.
A sondagem também buscou entender a avaliação dos brasileiros sobre as acusações que pesam contra Bolsonaro. Para 29% dos entrevistados, o ex-presidente violou a lei; 31% afirmam que ele não cometeu ilegalidades. Outros 22% não souberam responder, mas consideraram que uma eventual prisão seria “exagerada”. Já 18% preferiram não opinar.
No quesito rejeição, o ministro Alexandre de Moraes aparece com 47% de desaprovação, seguido por Elon Musk, rejeitado por 38% dos entrevistados. O levantamento aponta ainda um alto índice de pessimismo entre os brasileiros: 74% acreditam que o Brasil “está na direção errada”. (Fonte: Hora Brasília)