A Semana no Brasil e no Mundo — governo Lula bate recorde de gasto com servidores: despesa ultrapassa R$ 407 bilhões
O governo Lula registrou em 2025 o maior gasto com servidores públicos federais da história recente, somando R$ 407,9 bilhões em despesas com salários, encargos e precatórios. Os dados são do relatório anual do Tesouro Nacional e revelam um salto de R$ 16,8 bilhões em relação a 2024 — uma alta de 4,3% em um ano. O número evidencia o avanço do peso da máquina pública sobre o orçamento federal, em um momento de forte pressão fiscal, estagnação econômica e rejeição a reformas administrativas. Ao considerar apenas os gastos recorrentes com folha de pagamento, sem incluir sentenças judiciais, o governo federal consumiu R$ 398,1 bilhões em 2025, contra R$ 386,4 bilhões em 2024. É o terceiro ano consecutivo de crescimento no custo da máquina estatal.
Apesar do rombo, o Executivo defende os números como “reposição de vagas”, por meio da realização de concursos públicos. O Concurso Nacional Unificado, lançado em 2024, ofertou 6.640 vagas. No ano seguinte, em 2025, foram mais 3.652 cargos abertos, reforçando a expansão da estrutura pública. Além da folha fixa, o governo viu explodir os pagamentos de precatórios e sentenças judiciais ligadas a questões de pessoal. O valor mais que dobrou em 12 meses, saltando de R$ 4,5 bilhões (2024) para R$ 9,8 bilhões (2025) — um aumento de 115,7%.
Especialistas em contas públicas alertam que esse tipo de despesa é obrigatória, inflexível e difícil de controlar, o que representa um risco crescente ao equilíbrio fiscal. O número de funcionários públicos federais ativos subiu para 579.070 em 2025, um aumento de 0,72% em relação ao ano anterior. Ainda que abaixo do recorde de 634 mil servidores em 2017, o número consolida uma trajetória de alta sob a gestão petista.
Enquanto isso, o governo descarta qualquer reforma administrativa, rejeitando inclusive propostas já em tramitação no Congresso, como a PEC nº 32/2020, que busca reduzir o custo da máquina pública e reestruturar carreiras e contratos. A ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação) criticou abertamente os projetos de ajuste institucional, afirmando que a PEC 32 “quer punir os servidores” e que o governo “não considera a proposta válida”. Também foi rechaçada a PEC n.º 38/2025, do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), que buscava rever estruturas e racionalizar funções dentro do Executivo. (Fonte: Hora Brasília)

Homem que tentou matar Trump é condenado à prisão perpétua

O sistema judicial dos Estados Unidos impôs, nesta quarta-feira (4), prisão perpétua a Ryan Routh, homem condenado por uma tentativa de assassinato contra o então candidato e hoje presidente Donald Trump. A decisão, proferida pela juíza federal Aileen Cannon, encerra um dos casos criminais mais graves da história política recente do país e reforça a linha dura da Justiça americana diante de ataques diretos à democracia e à segurança de líderes eleitos.
Routh, de 59 anos, foi considerado culpado por um júri em setembro de 2025 por cinco crimes, incluindo tentativa de assassinato de um candidato presidencial, além de porte ilegal de armas de fogo e obstrução de agente federal. Os promotores defenderam a pena máxima, argumentando que o réu planejou o atentado por meses, estava disposto a matar qualquer pessoa que interferisse em seu plano e jamais demonstrou arrependimento.
O episódio ocorreu em 15 de setembro de 2024, no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida. Na ocasião, Trump jogava golfe quando um agente do Serviço Secreto identificou Routh escondido atrás de arbustos, empunhando um fuzil por trás de uma cerca. O agente disparou imediatamente. Routh fugiu sem atirar, mas foi capturado cerca de 45 minutos depois, enquanto dirigia.
Segundo o promotor John Shipley, o ataque não foi impulsivo, mas “cuidadosamente elaborado e mortalmente sério”. Em sua fala ao júri, ele foi direto: “sem a intervenção do Serviço Secreto, Donald Trump não estaria vivo”. Atuando como seu próprio advogado, Ryan Routh tentou convencer a Corte a aplicar uma pena de 27 anos de prisão, alegando que não tinha intenção real de matar Trump. Sustentou ainda que sofre de transtorno de personalidade e que estaria disposto a receber tratamento psicológico no sistema prisional.
A estratégia, porém, foi rejeitada pelos jurados e pela magistrada. Para a acusação, o discurso não passou de uma tentativa de relativizar um atentado político explícito, em um contexto de crescente radicalização ideológica nos Estados Unidos. O comportamento de Routh após a leitura do veredicto reforçou a avaliação do tribunal. Ele tentou se esfaquear com uma caneta dentro da sala de audiência, precisando ser contido por agentes federais. A cena causou comoção, com sua filha gritando que o pai “não havia ferido ninguém” e que o tiraria da prisão — declaração que contrastou com as provas apresentadas ao longo do processo.
Em uma rede social, Donald Trump comemorou a condenação, classificando Routh como “um homem mau, com intenção maligna”. A manifestação foi interpretada por aliados como um alerta claro: violência política não será tolerada, independentemente do espectro ideológico do agressor. O caso também reacende o debate sobre segurança de candidatos, radicalização política e o papel do Estado na proteção da ordem democrática. Para analistas conservadores, a sentença envia um recado inequívoco a extremistas: atacar líderes eleitos é atacar o próprio país.
A condenação de Ryan Routh à prisão perpétua não é apenas o desfecho de um processo criminal. É um marco institucional, que reafirma que, nos Estados Unidos, a Justiça ainda funciona como linha de defesa contra o extremismo violento — especialmente quando ele ameaça a soberania do voto e a estabilidade democrática. (Fonte: Hora Brasília)
PT entra na CPI do Banco Master para tentar controlar a narrativa e blindar o Planalto

O Partido dos Trabalhadores (PT), que até recentemente evitava se associar à CPI do Banco Master, mudou de posição e agora corre para garantir influência na condução das investigações. O movimento foi interpretado nos bastidores como uma tentativa de controlar a narrativa política e evitar que o caso respingue em Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mudança repentina ocorre após a escalada das denúncias envolvendo o banco privado, suspeito de fraudes financeiras bilionárias com impactos no Banco de Brasília (BRB), instituição ligada ao governo do Distrito Federal. Com a adesão à CPI, o PT agora busca atuar de forma direta nos rumos da comissão, indicando que não pretende assistir passivamente ao avanço das investigações.
Segundo fontes próximas à cúpula do partido, a prioridade imediata é blindar Lula de qualquer “contaminação política” que a CPI possa provocar. Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, já foi citado em reuniões com autoridades e empresários próximos ao Planalto, o que acendeu um alerta no núcleo político petista. “A movimentação do PT na CPI é menos sobre apurar e mais sobre conter danos”, avaliou um parlamentar da oposição.
A presença do partido na comissão permite que ele monitore de perto os pedidos de convocação, quebras de sigilo e articulações de bastidores, impedindo que adversários dominem o discurso público. O Banco Central, que determinou a liquidação do Banco Master, aparece agora como alvo indireto da nova estratégia governista. Integrantes do Congresso ligados ao Planalto já deram sinais de que pretendem enfraquecer o prestígio técnico da instituição, que hoje atua de forma independente. Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), tenta emplacar nomes aliados em espaços estratégicos como o Comitê de Política Monetária (Copom) — mais um indício de que a disputa por narrativa também avança sobre o controle da política econômica. Na prática, a entrada do PT na CPI transforma o ambiente da investigação. O que deveria ser um esforço suprapartidário para esclarecer fraudes bancárias, caminha para se tornar um palco de confronto político. O foco, dizem interlocutores, já não está em apurar os fatos, mas em preservar o governo e enfraquecer adversários. “O Banco Central virou peça descartável. O que está em jogo é o território de influência no Congresso e no debate público”, afirmou uma fonte próxima à comissão.
Com a adesão petista e o risco de judicializações crescentes, a CPI do Banco Master deve se tornar um dos principais embates políticos de 2026. A disputa pelo controle da narrativa vai definir não apenas o destino de figuras como Daniel Vorcaro, mas também o capital político de Lula diante de escândalos financeiros que ameaçam atravessar o núcleo do poder em Brasília. (Fonte: Hora Brasília)
Ex-detento, premiado por Obama, é nomeado chefe das prisões de NY por prefeito de esquerda

O novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, fez história ao nomear Stanley Richards, um ex-detento condenado por roubo na década de 1980, como o novo responsável pelo Departamento de Correções da maior cidade dos Estados Unidos. A cerimônia de posse ocorreu no último sábado (31), marcando um ponto de virada controverso na administração do sistema penitenciário americano.
Richards, que também enfrentou dependência química durante a juventude, se tornou símbolo da reintegração social após cumprir sua pena. Ganhou notoriedade nacional por seu trabalho em ONGs voltadas à reabilitação de ex-presos e chegou a ser homenageado, em 2014, pelo então presidente Barack Obama como um dos “Champions of Change” (Campeões da Mudança). Ao assumir o comando da rede prisional nova-iorquina, Richards declarou que pretende “tornar as prisões mais seguras tanto para detentos quanto para servidores”. Emocionado, afirmou: “para aqueles que estão lá dentro: a história ainda não acabou. Há apoio e esperança aqui”.
Mamdani, recém-empossado prefeito de Nova York — e declaradamente socialista, apesar de pertencer ao Partido Democrata — defendeu a escolha: “Richards fará história. Precisamos quebrar o ciclo do encarceramento e permitir que quem pagou sua dívida com a Justiça tenha o direito de recomeçar”. A nomeação, no entanto, não passou despercebida pelo campo conservador, que rapidamente reagiu. Críticos de Mamdani apontam que a escolha representa um passo arriscado e ideologizado, colocando o sistema de segurança pública nas mãos de alguém com ficha criminal — mesmo que resgatada pela reabilitação.
Para comentaristas da direita americana, a medida seria mais um sinal de que Mamdani pretende “desconstruir” a estrutura tradicional da cidade, levando Nova York ainda mais à esquerda do que nos tempos de Bill de Blasio. A ascensão de Richards representa um teste tanto para a efetividade do sistema de reintegração social quanto para os limites da tolerância política americana. Se tiver sucesso, o novo chefe do sistema prisional poderá inspirar reformas em outros estados. Caso falhe, servirá de munição para o campo conservador que vê na atual gestão municipal um experimento ideológico arriscado e desconectado da realidade da segurança pública. Enquanto isso, o futuro das prisões de Nova York estará nas mãos de um homem que já esteve do outro lado das grades — e agora lidera com a promessa de que todos merecem uma segunda chance. (Fonte: Hora Brasília)
Garotinho denuncia suposto vazamento de dados sigilosos de Moraes e Toffoli para pressionar liquidação do Banco Master

O ex-governador Anthony Garotinho revelou, em entrevista à Folha Democrata, que informações sigilosas envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, teriam sido vazadas como forma de pressão política para evitar uma possível reversão da liquidação do Banco Master. Segundo Garotinho, o responsável pelo vazamento seria o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual. A motivação, de acordo com ele, seria proteger os interesses de instituições financeiras expostas no colapso do Master — como o próprio BTG, o Nubank (ligado ao grupo Globo) e a XP — que negociavam títulos da instituição em crise.
As informações vazadas incluiriam imagens de Dias Toffoli no resort Tayayá, supostamente captadas por seguranças ligados a Esteves, além do contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci. Segundo Garotinho, Esteves teria tido acesso aos documentos e registros durante um processo de auditoria, quando demonstrava interesse na aquisição do banco. A denúncia é ainda mais sensível porque os dois ministros citados — Toffoli e Moraes — possuem papel central em decisões recentes relacionadas ao Master, tanto na esfera judicial quanto em investigações em curso. Garotinho afirma que a ação teria sido uma tentativa de “intimidação velada” para evitar qualquer intervenção que favorecesse a reestruturação da instituição financeira.
Garotinho também aponta que Esteves pressionou diretamente Lula e o Banco Central para garantir a liquidação definitiva do Master, alegando que uma intervenção poderia gerar perdas bilionárias aos bancos expostos. Uma possível medida do então diretor Gabriel Galípolo — hoje presidente do BC — teria colocado em risco os interesses desses agentes financeiros. O caso, conforme revelou o ex-governador, estaria sob investigação da Polícia Federal, que apura a origem e a legalidade do vazamento de dados que, em tese, deveriam estar protegidos por sigilo institucional e jurídico. (Fonte: Hora Brasília)
Mirando pautas de segurança pública, Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica

Por Raul Holderf Nascimento
A cientista política Laura Fernández foi eleita, no último domingo (1.º), presidente da Costa Rica, ao obter 48,7% dos votos. Integrante do Partido Soberano do Povo (PPSO), Fernández construiu sua campanha com a promessa de dar continuidade à atual administração em um cenário marcado pelo avanço da criminalidade, tema central do processo eleitoral.
Ex-chefe de gabinete do presidente Rodrigo Chaves, Fernández venceu uma disputa altamente fragmentada. Ao todo, 20 candidatos concorreram à Presidência, e nenhum deles ultrapassava a marca de 10% das intenções de voto nas pesquisas, de acordo com o Centro de Investigação e Estudos Políticos da Universidade da Costa Rica (Ciep). O segundo colocado foi Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN), que obteve 33,18% dos votos. Ramos também integrou o governo Chaves, tendo comandado o sistema de previdência social no início da atual gestão.
Violência no centro do debate eleitoral
O aumento dos índices de violência transformou a segurança pública no principal tema da campanha. Levantamentos indicam que cerca de 40% dos eleitores apontaram a criminalidade como o maior problema do país, percentual significativamente superior aos 4% registrados quatro anos atrás, quando Rodrigo Chaves foi eleito. Autoridades locais atribuem parte do crescimento da violência a mudanças nas rotas do narcotráfico internacional. Segundo avaliações oficiais, a Costa Rica passou a ser utilizada como ponto de armazenamento de cocaína antes do envio da droga para os Estados Unidos e países da Europa.
Dados recentes indicam que, em 2025, o país registrou 16,7 homicídios a cada 100 mil habitantes, com 873 assassinatos contabilizados no período, apenas três a menos do que no ano anterior. O recorde histórico ocorreu em 2023, com 905 mortes violentas. Em 2022, foram registrados 654 homicídios.
Congresso e Judiciário na agenda do novo governo
Para enfrentar o avanço do crime organizado, Laura Fernández aposta na ampliação de sua base no Legislativo. Os 57 assentos da Assembleia Legislativa também estiveram em disputa no domingo, e a presidente eleita defende a formação de maioria parlamentar para viabilizar mudanças institucionais. Entre as propostas centrais está a intenção de promover reformas constitucionais e ampliar a capacidade de intervenção do Executivo sobre o Judiciário, que Fernández considera um entrave às políticas de combate ao crime organizado. A viabilidade dessas medidas dependerá do equilíbrio de forças no Parlamento e do ambiente institucional nos próximos meses. (Fonte: Conexão Política)
(Foto de capa: ChatGPT)

















