Fóssil de preguiça-gigante é achado em parque nacional
Fósseis de uma preguiça-gigante terrestre foram identificados em Parelhas (RN), confirmando que animais gigantes habitaram o interior nordestino
Na zona rural de Parelhas, município integrante do Geoparque Seridó, pesquisadores confirmaram a descoberta de fragmentos ósseos que pertencem a uma preguiça-gigante da espécie Eremotherium laurillardi. O achado, realizado por um morador local e posteriormente estudado por equipes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), representa um importante registro da megafauna pré-histórica que habitava o Nordeste brasileiro.
Os fósseis identificados incluem fragmentos de fêmur, costelas e falanges. Com base nas características dos ossos comparados a outros exemplares conhecidos da espécie, os cientistas estimam que o animal poderia ter atingido cerca de seis metros de comprimento e pesar até cinco toneladas — colocando-o entre os maiores herbívoros terrestres do Pleistoceno no Brasil.
A presença de Eremotherium laurillardi nessa região indica que, no passado, o ambiente do interior potiguar sustentava fauna e ecossistema capazes de abrigar animais de grande porte, o que implica clima e vegetação adequados para uma megafauna diversificada. Essa constatação amplia o panorama da paleontologia nordestina e reforça a relevância do Geoparque Seridó como área de preservação e investigação científica.
O coordenador científico do Geoparque avaliou o achado como extremamente significativo, tanto para a ciência quanto para a educação local. Os fragmentos serão tombados e integrados ao acervo oficial do Geoparque, com perspectiva de eventual exposição pública, contribuindo para o reconhecimento da riqueza paleontológica da região.
A descoberta reacende o interesse por estudar a megafauna sul-americana extinta e os ambientes pré-históricos que permitiram a sobrevivência de criaturas tão imponentes. Ao identificar um representante tão expressivo da fauna antiga no Nordeste do Brasil, pesquisadores abrem caminho para novas investigações sobre distribuição geográfica, ecologia e adaptação de espécies extintas — e sobre como mudanças ambientais podem ter influenciado a extinção desses gigantes.
(Foto: Divulgação)
Fonte: Aventuras na História







