Bem-estar

Documentos que refletem gênero de pessoas trans melhora saúde mental delas

Segundo uma pesquisa norte-americana, ter documentos de identificação com a identidade de gênero correta também diminui pensamentos suicidas em transexuais

Quando uma pessoa transexual tem documentos que refletem sua identidade de gênero, sua saúde mental melhora e seus pensamentos suicidas diminuem. Isso é o que mostra uma nova pesquisa realizada com 20 mil norte-americanos, publicada na revista científica The Lancet Public Health.
“Nossos resultados sugerem que governos e órgãos administrativos podem desempenhar um papel importante na redução do sofrimento psicológico das pessoas trans, simplesmente facilitando o acesso a documentos que refletem sua identidade”, diz Ayden Scheim, um dos autores do artigo, em declaração à imprensa.
A pesquisa também descobriu que 45,1% dos entrevistados não têm identidades com seu nome e marcador de gênero corretos, 44,2% contam com algum documento correspondente ao seu nome e/ou gênero, e apenas 10,7% constam com seu nome e gênero corretos em todos os documentos.
Dentre os que apresentam os documentos corretos, a prevalência de sofrimentos psicológicos graves é 32% menor se comparada aos que não têm as identidades que refletem seu gênero. O primeiro grupo também se mostra 22% menos propenso a ter tido pensamentos suicidas no último ano e tem um risco 25% menor de ter feito planos de suicídio nesse período.
Embora os autores poderem que o espaço amostral do estudo é pequeno e pode não refletir o cenário em países que não os Estados Unidos, a equipe ressalta que seus resultados corroboram pesquisas anteriores realizadas em outras partes do mundo que atingiram as mesmas conclusões.
“Quando uma pessoa trans muda seu gênero em seus documentos oficiais, pode ser um passo crítico para obter aceitação social e reconhecimento legal”, afirma a coautora Greta Bauer. “Nossas descobertas sugerem que mudanças na política para apoiar as pessoas transexuais a dar esse passo devem ser consideradas, a fim de ajudar melhorar seu bem-estar, reduzir sua exposição à discriminação e afastar pensamentos suicidas”.

Fonte: Galileu.com

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