Comportamento

Como se tornar uma pessoa resiliente

A especialista em resiliência Lucy Hone mudou a perspectiva sobre o assunto depois que sua filha faleceu em um acidente de carro, em 2014, quando tinha 12 anos de idade. Nesse momento ela passou do papel de especialista para o de mãe em luto. Hone, que já havia conduzido trabalhos com pessoas passando por tragédias, sentiu que os conselhos recebidos naquele momento difícil não lhe agradaram. Eles fizeram com que Hone e o marido se sentissem oprimidos pelo que estava por vir e impotentes para exercer influência sobre o luto.
Hone relata que não precisava que alguém lhe dissesse o quanto as coisas estavam ruins, porque disso ela já sabia. O que precisava era de esperança e ser uma participante ativa em seu processo de luto. Assim, ela decidiu conduzir algo como um autoexperimento. Em um TEDx ela compartilhou três estratégias essenciais que ajudaram nos momentos mais difíceis e qualquer um pode aprender. Hone considera que adotar essas atitudes pode não ser fácil, mas pensar assim realmente ajuda.

Entender que isso acontece
Pessoas resilientes entendem que o sofrimento faz parte da vida. Isso não quer dizer que elas recebam o sofrimento de braços abertos, mas ao entender que ele faz parte da vida, não sentem que são discriminadas quando precisam enfrentar tempos difíceis. Porque elas entendem que coisas ruins acontecem com elas assim como com outras pessoas. Pessoas resilientes sabem que não são as únicas a sofrer.

Decidir onde está o foco
Pessoas resilientes são muito boas em focar nas coisas que podem mudar e, de alguma forma, aceitar o que não podem. Essa habilidade é essencial e pode ser aprendida. Enquanto emoções negativas grudam nas pessoas com facilidade, as positivas são extremamente escorregadias. Os seres humanos são muito bons em identificar ameaças e fraquezas, o que foi essencial do ponto de vista evolutivo. Porque ao contemplar o belo e ignorar uma ameaça, colocaríamos nossas vidas em risco.
Atualmente, há ameaças o tempo todo que são tratadas pelos nossos cérebros como um riso enorme. As pessoas resilientes não reduzem o negativo, mas conseguem também sintonizar o positivo. Elas não se deixam engolir pelas ameaças. Uma alternativa, para Hone, foi procurar coisas pelas quais ser grata.
Ela fala que mudar o foco da atenção para também incluir as ciosas boas tem sido mostrado pela ciência como uma estratégia poderosa.
Um experimento conduzido em 2005 pela equipe de Martin Seligman pedia para os participantes pensarem em três coisas boas que aconteceram com eles em cada dia. Durante os seis meses do estudo as pessoas mostraram níveis mais altos de gratidão e felicidade, além de menos depressão. Faça um esforço intencional para encontrar coisas boas em seu mundo.

Isso me ajuda ou prejudica?
Pessoas resilientes se perguntam se o que estão fazendo lhes ajuda ou prejudica. Refletir sobre ações e pensamentos ajudam a colocar as pessoas de volta no controle das suas tomadas de decisão. Ao perceber que algo não nos faz bem, devemos procurar mudar de atitude.

Fonte: Hypescience

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