Meio ambiente

Gigantesca muralha de árvores já recuperou 20 milhões de hectares de terra na África

Iniciado há 13 anos e lançado pela União Africana, o projeto da Grande Muralha Verde tem como objetivo restaurar uma gigante extensão de terra degradada do Senegal, na África Ocidental, a Djibouti, no leste do continente. A área compreende 8 mil km de comprimento e 15 km de largura e envolve árvores, pastagens, vegetação e plantas.
O ousado e ambicioso projeto se mostra ainda mais importante agora, devido às mudanças climáticas e à dependência da população da região da agricultura para seu sustento. E a iniciativa já começou a dar resultados.

Imagem dos bastidores do documentário ‘The Great Green Wall’ (Foto: ©Ignacio Ferrando Margeli/The Great Green Wall)

Projeto recupera 20 milhões de hectares de terra

Segundo dados mais recentes divulgados pela Organização das Nações Unidas, o cenário coberto pela Grande Muralha Verde é “de paisagens degradadas recuperadas em dimensão sem precedentes”. Com a restauração ambiental foram recuperados 15 milhões de hectares de terras degradadas na Etiópia, além de outros cerca de cinco milhões hectares na Nigéria e mais dois mil hectares no Sudão.
O projeto ainda está proporcionando segurança alimentar, empregos e uma razão para ficar para milhões de pessoas que vivem na região. O Senegal se destaca em relação ao total de árvores plantadas, com 11,4 milhões. Nações como Burkina Faso, Mali, Níger apoiaram o cinturão verde envolvendo cerca de 120 comunidades.

O projeto da Grande Muralha Verde envolve 20 nações e foi idealizado para combater a seca e a desertificação que, atualmente, afetam cerca 45% da área terrestre da África. Quando estiver pronta, será a maior estrutura viva da Terra e uma nova maravilha do mundo, aponta o site oficial do programa. Além disso, estima-se que até 2030 sejam absorvidas 250 milhões de toneladas de carbono e criados cerca de 10 milhões de empregos verdes.
Com custo total estimado no equivalente a R$ 25 bilhões, a Grande Muralha Verde é financiada pelo Banco Mundial, da ONU e da União Africana, além de algumas outras instituições europeias.

Fonte: MSN Notícias

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