Ciência

Cientistas descobrem o que tem dentro da Lua

O interior da Lua é alvo de debates há décadas, mas agora uma nova pesquisa parece ter chegado a uma conclusão

Por: Lucas Soares

O interior da Lua é alvo de debate há décadas. O consenso entre ele ser sólido ou fundido nunca foi algo definitivo. Mas dessa vez, cientistas parecem ter chegado a uma resposta. O que a pesquisa descobriu? Os resultados da equipe liderada pelo astrônomo Arthur Briaud, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica na França, mostram que o interior da Lua é sólido como ferro.

Nossos resultados questionam a evolução do campo magnético da Lua graças à sua demonstração da existência do núcleo interno e apoiam uma reviravolta global do manto. Cenário que traz informações substanciais sobre a linha do tempo do bombardeio lunar nos primeiros bilhões de anos do Sistema Solar”, afirma Arthur Briaud.

Como a pesquisa foi feita? Para descobrir a composição do interior de um planeta, os cientistas normalmente utilizam dados sísmicos de terremotos, comparando a forma como o material se move dentro do astro observado. Mas isso não conseguiu ser feito de forma eficaz aqui, então foi preciso utilizar outras técnicas.

O motivo é que os dados sísmicos coletados há décadas pelas missões Apollo são de uma qualidade baixa e não foram muito aproveitados. Foi possível determinar que existe um núcleo externo fluido na Lua, mas não sua composição. Para chegar a esse resultado, Briaud e seu time coletaram dados de missões mais recentes e analisaram informações de lasers para verificar a forma como a gravidade da Lua interage com a Terra. Depois, compararam esse grau de interação com vários tipos de materiais até se chegar ao ferro.

O núcleo lunar é muito semelhante ao da Terra — com uma camada externa de fluido e um núcleo interno sólido. De acordo com a modelagem, o núcleo externo tem um raio de cerca de 362 quilômetros e o núcleo interno tem um raio de cerca de 258 quilômetros. Isso é cerca de 15% de todo o raio da Lua”, explica a pesquisa.

Os resultados agora podem servir de base para outras pesquisas que investigam o passado da Lua. Considerando que devemos voltar lá em breve, as respostas podem estar mais perto do que imaginamos.

Fonte: Olhar Digital

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