Saúde

Cientistas criam exame de sangue que identifica fibromialgia

Apenas com amostra de sangue, exame identifica “assinatura química” da fibromialgia e garante diagnóstico seguro e rápido

Por Bárbara Giovani

Um grupo de cientistas de universidades da Espanha e dos EUA desenvolveu um novo método simples e eficaz para diagnosticar a fibromialgia, usando uma única amostra de sangue. Atualmente, o diagnóstico da fibromialgia é complexo, uma vez que os sintomas se confundem com o de outros problemas reumáticos, como a artrite reumatoide, artrose, gota, osteoporose, tendinites e bursites.
Portanto, ter um método que embasa a decisão em evidências biológicas traz mais segurança e praticidade ao processo. A pesquisa é assinada por cientistas da Universitat Rovira i Virgili, na Espanha, e das Universidades de Ohio e do Texas, nos EUA, e foi publicada na revista Biomedicines.

Apenas pelo sangue
O exame desenvolvido pelos pesquisadores consiste apenas em coletar uma amostra de sangue do paciente. Então, por meio de uma análise do material, o laboratório deve buscar biomarcadores, ou seja, moléculas específicas que indicam a presença de fibromialgia no organismo.

Para saber quais biomarcadores tinham relação com a doença e descartarem outras condições, os cientistas compararam amostras de sangue de pessoas com diagnóstico de fibromialgia, indivíduos com outras doenças reumáticas e pessoas saudáveis.

O material passou por processos como a filtração, que foca nas moléculas pequenas — como aminoácidos — presentes no sangue. Além disso, os cientistas também utilizaram uma técnica chamada espectroscopia Raman, que consiste em “iluminar” as amostras com uma luz laser especial e estudar como elas reagem.
A partir de então, eles puderam observar quais moléculas estavam presentes e em quais quantidades. Dessa forma, encontraram assinaturas “químicas” da fibromialgia no sangue.

Esta ferramenta é rápida, precisa e não invasiva, e pode ser facilmente integrada ao ambiente clínico para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com fibromialgia”, afirma Sílvia de Lamo, autora da pesquisa.

Por enquanto, a ferramenta está em fase de validação. Mas os cientistas acreditam que ela poderia estar disponível em centros de saúde em cerca de dois anos.

Sobre a fibromialgia
A fibromialgia é uma doença crônica que afeta 6% da população mundial. Entre os principais sintomas estão a dor muscular em todo o corpo, o cansaço e problemas de sono.

Além disso, algumas pessoas com a condição também podem ter sinais como ansiedade e depressão, além de problemas de memória e alterações intestinais. Dessa forma, a fibromialgia impacta a qualidade de vida e a saúde mental de quem a possui.
Por isso, há a necessidade de um diagnóstico seguro e tratamento personalizado, a fim de minimizar as dores e problemas decorrentes delas.

Fonte: Giz Brasil

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