Bem-estar

Dieta com frutas e vegetais vai te ajudar a dormir mais, diz estudo

Impactos da qualidade da dieta e do sono já foram amplamente estudados, mas pesquisa atual vai além na hora de relacionar os fatores

Por Vitoria Lopes Gomez

Manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios e dormir pelo menos sete horas são itens essenciais para uma vida saudável. Esses fatores também têm relação entre si: comer bem dá energia para os exercícios físicos, que ajudam a ter uma boa noite de sono.
Um estudo publicado na revista Frontiers in Nutrition resolveu se aprofundar nessa relação e analisou como a ingestão de frutas e vegetais ajuda a ter uma melhor qualidade de sono. Estudos já mostraram que dormir no mínimo sete horas por noite é essencial para manter o corpo funcionando de forma saudável. É durante o sono que as células de DNA se reparam e o corpo se regenera.

Do lado oposto, se o sono não tiver o tempo ou a qualidade suficiente, afeta o desempenho durante o dia, causando falta de atenção e irritabilidade, e podendo até afetar a saúde mental. A pesquisa deste ano resolveu se aprofundar na relação entre o consumo de frutas e vegetais e a duração do sono — e vice-versa — bem como na influência de hábitos individuais na hora de dormir e nas escolhas alimentares no resultado.

Como lembrou o MedicalXpress, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos consumam no mínimo 400 gramas de frutas e vegetais todos os dias. Outros órgãos preveem algo entre 500 e 800 gramas. Só que adultos nem sempre cumprem essa recomendação — e isso têm impacto no sono deles. Para analisar essa relação, o estudo examinou dados de 5.043 adultos catalogados no Estudo Nacional FinHealth de 2017.

Todos eles tinham 18 anos ou mais e tiveram que enviar respostas detalhadas em um questionário de 134 perguntas sobre dieta regular e sono (duração típica e preferências na hora de dormir) nos últimos 12 meses. Dessas respostas, foi possível estabelecer três categorias de sono: curto (menos de sete horas, apontado como hábito de 21% dos participantes); normal (sete a nove horas, 76,1% dos participantes); e longo (acima de nove horas, um hábito de apenas 2,9% dos participantes).

Em relação às preferências na hora de dormir, 22,4% disseram que eram pessoas matutinas; 15,9% eram do tipo noturno e 61,7% intermediários. Eles incluíram todas essas variáveis no estudo, algo que ainda não havia sido feito na hora de analisar a relação do sono com a ingestão. Estudos anteriores, porém, já havia correlacionado hábitos noturnos a comportamentos alimentares pouco saudáveis.

Os pesquisadores observaram que as pessoas com sono normal (entre sete e nove horas) ingeriam mais frutas e vegetais do que as com sono curto ou longo. No entanto, a ingestão de diferentes tipos de alimentos nesses dois subgrupos também produziu resultados diferentes. Por exemplo, pessoas que comeram folhas verdes tiveram uma duração de sono mais saudável do que aquelas que ingeriram vegetais enlatados. O mesmo aconteceu entre frutas frescas e enlatadas.

Um estudo do ano passado também já havia observado como noites curtas de sono diminuem o nível de ingestão de frutas e vegetais entre adolescentes no dia seguinte. O atual atualizou esse resultado com as preferências de sono, mostrando como pessoas com duração curta e longa de sono têm uma ingestão menor do que as com sono normal.

Fonte: Olhar Digital

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