Saúde

Gatilho genético para obesidade é identificado em novo estudo

Estudo revela que mutação genética está associada ao aumento de peso em indivíduos, criando novas possibilidades de tratamento para obesidade

Por Ana Luiza Figueiredo

Pesquisadores da Universidade de Exeter revelaram uma descoberta promissora que pode revolucionar o tratamento da obesidade. Um estudo recente identificou uma mutação genética específica, ligada ao gene SMIM1, que está diretamente associada ao ganho de peso em homens e mulheres.
Publicado na renomada revista Med, o estudo utilizou dados do UK Biobank para analisar como a mutação afeta o metabolismo, descobrindo que portadores da mutação podem pesar até 4,6 quilogramas a mais, dependendo do sexo. Essa descoberta não apenas lança luz sobre as complexas causas da obesidade, mas também oferece novas perspectivas para o tratamento personalizado da condição.

O Dr. Philipp Scherer, da Universidade de Texas Southwestern Medical Center, elogiou o estudo à CNN por identificar uma mutação genética específica associada à obesidade, destacando seu potencial para pesquisas adicionais sobre opções de tratamento.

É um estudo empolgante porque coloca um novo gene no mapa. É um gene real, ao invés de apenas um locus genômico com uma mutação em algum lugar que não entendemos… Acreditamos que estamos olhando para um gene aqui que podemos estudar mais a fundo”, explica Dr. Philipp Scherer, da Universidade de Texas Southwestern Medical Center.

O Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais destaca a natureza multifacetada da obesidade, influenciada por escolhas de estilo de vida, genética e fatores ambientais. Enquanto a pesquisa genética avança, o Dr. Scherer recomendou medicamentos GLP-1 como a abordagem atual mais eficaz para o tratamento médico da obesidade, alertando contra estratégias extremas de dieta.

O Dr. Frontini sugeriu que indivíduos com a mutação SMIM1 poderiam potencialmente se beneficiar de medicamentos para tireoide, um tratamento comum para disfunção tireoidiana. Pesquisas futuras visam explorar essa possibilidade por meio de ensaios clínicos randomizados, visando melhorar a qualidade de vida com uma abordagem de tratamento acessível e segura.

Fonte: Olhar Digital

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