A Semana no Brasil e no Mundo — crise nos Correios atinge nível crítico com déficit de R$ 2 bilhões em 2024

A crise financeira que abate a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos alcançou níveis alarmantes em 2024. A estatal precisou adotar medidas emergenciais para evitar um colapso completo. O resultado operacional entre janeiro e setembro de 2024 apresentou um déficit de R$ 2 bilhões. Esse valor se aproxima de superar o pior desempenho da história dos Correios, registrado em 2015, quando o prejuízo anual chegou a R$ 2,1 bilhões.
Esse desempenho negativo ocorre em um momento no qual a estatal tenta se reerguer, enfrentando severas restrições orçamentárias e dívidas acumuladas. De acordo com o Poder360, em um documento sigiloso da Gerência de Orçamento, datado de 11 de outubro de 2024, a situação é descrita de maneira extremamente crítica sem conseguir manter um “patamar razoável de equilíbrio entre Receitas e Despesas”. O saldo em caixa reduziu cerca de R$ 1,81 bilhão desde o início do ano.
Estima-se que, ao final do exercício de 2024, as disponibilidades de caixa sejam 83% inferiores às registradas no começo do ano. Em resposta, a estatal estabeleceu um teto orçamentário de R$ 21,96 bilhões. Esse teto inclui a suspensão temporária de contratações, renegociação de contratos e prorrogação de vigências apenas mediante economias concretizadas.
O impacto financeiro mais recente também inclui a desistência dos Correios em ações trabalhistas avaliadas em cerca de R$ 1 bilhão. Esse movimento gerou ainda mais pressão sobre o caixa da estatal. Além disso, a empresa cita que a “taxa das blusinhas” — imposto sobre compras internacionais abaixo de 50 dólares — teve um impacto negativo de aproximadamente R$ 1 bilhão na receita anual. Esse imposto reduziu o número de encomendas provenientes do exterior.
A estimativa é que a receita projetada para 2024, inicialmente de R$ 22,7 bilhões, seja reduzida para R$ 20,1 bilhões. Já as despesas, após medidas administrativas, foram ajustadas para R$ 21,9 bilhões. Isso representa uma economia de cerca de R$ 600 milhões em comparação a 2023.
A necessidade de contenção de despesas levou os Correios a decretar em outubro a suspensão de contratações terceirizadas por pelo menos 120 dias. Além disso, houve a renegociação dos contratos vigentes, buscando uma redução de pelo menos 10% nos valores bloqueados para os anos de 2024 e 2025.
A continuidade de contratos só será permitida se houver uma compensação financeira que permita à estatal manter o equilíbrio de caixa. Essas ações visam evitar o agravamento do risco de insolvência. A insolvência significa que a empresa está em risco de não conseguir pagar suas dívidas e manter suas operações por falta de recursos financeiros suficientes, o que pode levar a um colapso financeiro e deverá ser recuperada com recursos do Tesouro.
A crise financeira da estatal também foi atribuída a um alegado sucateamento ocorrido durante o governo de Jair Bolsonaro, conforme argumentado pela atual gestão. A Telebras, também retirada dos planos de privatização, enfrenta um quadro similar de endividamento. A empresa foi incluída em órgãos de proteção ao crédito, com dívidas que somam R$ 200,7 milhões. Fabiano Silva dos Santos, advogado e presidente dos Correios, indicado pelo grupo Prerrogativas, é alvo de críticas.
No acumulado deste ano até setembro, as estatais brasileiras registraram um déficit primário de R$ 7,4 bilhões. Esse é o maior déficit desde o início da série histórica em 2002, conforme dados do Ministério da Gestão e Inovação. (Fonte: Epoch Times Brasil)
Presidente da Coreia do Sul desiste de lei marcial no país

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, suspendeu a lei marcial que impôs na terça-feira (3), cedendo à pressão depois que a Assembleia Nacional aprovou uma resolução exigindo o fim da medida. O anúncio da revogação, feito na madrugada de quarta-feira na Coreia do Sul, ocorreu cinco horas depois de Yoon ter declarado a lei marcial e mobilizado o Exército, num movimento que denunciado até mesmo por aliados e que levou milhares de pessoas às ruas para protestar. Após o anúncio da suspensão da lei marcial, houve celebrações nas ruas de diversas cidades do país.
Yoon reuniu-se com seu gabinete, oficializando a medida. Os militares já haviam deixado o Parlamento, onde houve confrontos, salas invadidas e janelas quebradas. As Forças Armadas sul-coreanas também dissolveram o comando montado para a aplicação da lei marcial. Agora, surgem perguntas sobre quais serão as consequências para Yoon, após a sua aposta para suspender a Assembleia Nacional e enfraquecer a oposição parlamentar fracassar.
Mais cedo, ao decretar estado de lei marcial no país, Yoon havia afirmado que a medida era necessária para proteger o país de “forças comunistas” em meio a constantes disputas com o Parlamento, controlado pela oposição, que desafiou a medida. Pouco depois do anúncio, policiais chegaram a cercar e bloquear os acessos ao Parlamento e militares foram vistos tentando forçar sua entrada no prédio, mas alguns começaram a deixar o local após deputados votarem pela derrubada do decreto.
“Para proteger a Coreia do Sul liberal das ameaças impostas pelas forças comunistas da Coreia do Norte e para eliminar elementos antiestatais… Declaro a lei marcial de emergência”, havia dito mais cedo o presidente conservador Yoon, sem especificar que ameaças seriam essas. No mesmo pronunciamento, Yoon havia acusado a oposição de paralisar o país. “Sem nenhuma preocupação com o sustento do povo, o partido da oposição paralisou a governança com o objetivo de promover impeachments, investigações especiais e para proteger seu líder da Justiça”, disse Yoon. “Nossa Assembleia Nacional se tornou um refúgio para criminosos, um antro de ditadura legislativa que busca paralisar os sistemas judiciário e administrativo e derrubar nossa ordem democrática liberal”. (Fonte: DW)
Manipulação das ONGs podem criar “cidades-fantasmas” no Amazonas, alerta senador

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou a interferência de organizações não governamentais (ONGs) no Amazonas. De acordo com o parlamentar, reportagem publicada no site BNC Amazonas divulgou supostas articulações entre a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Ministério Público Federal (MPF) no estado, com apoio de ONGs, para barrar a exploração de gás natural no município de Silves (AM). Segundo o senador, a extração proporcionaria investimentos de R$ 6 bilhões para a região.
“Procuradores do Ministério Público Federal demonstraram desconhecimento da manipulação de ONGs para barrar projetos vitais para a população amazônica, em particular, para nós do Amazonas. Com essa manipulação, as ONGs procuram impedir a população de regiões que vivem abaixo da linha de pobreza a sair dessa vergonha. Estão na lista a BR-319, o Potássio de Autazes e, agora, a exploração de gás em Silves, o que traria investimento de R$ 6 bilhões”.
Plínio foi presidente da CPI das ONGs, que funcionou no Senado em 2023. Para o parlamentar, a reportagem do BNC Amazonas mostra com clareza a situação no estado.
Vou falar do município de Silves, que é um dos poucos do Amazonas ligados por estrada a Manaus, quando três procuradores deram ultimato para que a Funai interditasse imediatamente o que seriam áreas de indígenas isolados no Amazonas. Só para tornar claro: ‘isolados’ seriam indígenas não organizados em agrupamentos e, por isso mesmo, de existência difícil de comprovar. O problema está justamente nisto: essa presença não está, de forma alguma, confirmada. É pior do que parece. A Funai não comprovou a presença de indígenas isolados, e, ainda mais grave, uma perícia aponta manipulação nesse sentido”.
Na avaliação de Plínio Valério, Silves e Itapiranga, ligadas a Manaus, podem virar “cidades-fantasmas” e Roraima corre risco de enfrentar novo apagão, em função da manipulação das ONGs quanto ao fornecimento de gás para o estado. (Fonte: Correio de Notícia)
Donald Trump critica tentativa de afastamento dos Brics do dólar e ameaça sanções comerciais

Em uma publicação em sua rede social, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou forte oposição à ideia de que os países integrantes do bloco Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) busquem se distanciar do dólar norte-americano como moeda principal no comércio internacional. Trump classificou qualquer movimento nesse sentido como inaceitável e ameaçou retaliações econômicas severas.
A ideia de que os países Brics estão tentando se afastar do dólar enquanto nós ficamos parados e assistimos ACABOU. Exigimos um compromisso desses países de que eles não criarão uma nova moeda Brics, nem apoiarão nenhuma outra moeda para substituir o poderoso dólar americano ou enfrentarão tarifas de 100%”, declarou Trump em tom contundente.
O presidente eleito afirmou que qualquer tentativa de substituir o dólar seria recebida com sanções pesadas, incluindo tarifas comerciais, além da perda de acesso ao mercado dos Estados Unidos.
Devem esperar dizer adeus à venda para a maravilhosa economia dos EUA. Eles podem ir encontrar outro ‘otário!’”, escreveu.
O posicionamento de Trump reflete as tensões crescentes no cenário econômico internacional, especialmente com os Brics buscando maior independência financeira e o fortalecimento de moedas alternativas ao dólar. Recentemente, líderes do bloco discutiram a possibilidade de criar uma moeda comum para facilitar transações entre seus membros e reduzir a dependência do sistema financeiro norte-americano. (Fonte: Hora Brasília)
Velha mídia começa a se insurgir contra Alexandre de Moraes

Com todas as letras, o Estadão afirmou que a atuação do ministro Alexandre de Moraes como relator de processos envolvendo Jair Bolsonaro e outros acusados na suposta tentativa de golpe de Estado pode beneficiar o ex-presidente. Juristas consultados pelo jornal apontam que sua condição de vítima em algumas dessas ações pode comprometer a imparcialidade e abrir margem para anulação de decisões futuras.
Para Gustavo Sampaio, professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF), o afastamento de Moraes fortaleceria a imagem do STF. “É de toda prudência que o ministro se afaste da relatoria, para que o tribunal não fique sob suspeita. Isso preservaria mais a imagem da instituição”.
Já Wálter Maierovitch, ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, critica a dualidade entre vítima e julgador no mesmo processo.
Como o Brasil vai ser visto internacionalmente com um juiz que é vítima e julgador? Isso é estarrecedor para quem atua no direito processual”.
Marcelo Crespo, da ESPM, reforça que o afastamento seria “um resguardo” para o Supremo, ao evitar questionamentos futuros. Contudo, ministros como Gilmar Mendes defendem a permanência de Moraes. “Desde sempre, o ministro Moraes tem sido o relator desse processo. Afastá-lo seria absurdo. Ele é vítima por cumprir seu papel institucional, não por uma relação pessoal com os réus”.
Embora haja consenso entre muitos juristas de que Alexandre de Moraes não deveria relatar casos nos quais é diretamente envolvido, a decisão final cabe ao próprio STF. Alterar essa dinâmica dependeria de uma “leitura política” que os ministros, até o momento, não demonstraram disposição em realizar. Está mais do que claro que o “sistema” vai tentar envolver qualquer narrativa possível para atingir o ex-presidente Jair Bolsonaro nesse caso. Querem prendê-lo de qualquer forma. (Fonte: Correio de Notícia)
Milei divulga ranking que mostra peso argentino como “melhor moeda do mundo” e real como a pior

Por Isabella de Paula
O presidente da Argentina, Javier Milei, divulgou em suas redes sociais um relatório apontando que o peso argentino foi a moeda que mais registrou valorização em 2024. Em contrapartida, o real brasileiro foi a moeda que mais desvalorizou neste ano.
O levantamento, da GMA Capital, foi elaborado com base em informações do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), entre dezembro de 2023 e outubro deste ano. De acordo com os cálculos da GMA, o peso argentino registrou alta de 40,1% nos últimos dez meses, enquanto o real sofreu uma desvalorização de 12,8%.
Milei escreveu na legenda da publicação que, apesar de ainda não ter cumprido seu plano de fechar o Banco Central da Argentina, “demos aos bons argentinos a melhor moeda do mundo”. Ele acrescentou que “o importante é que a emissão zero é uma forma de acabar com a fraude monetária”. (Fonte: Gazeta do Povo)