Shōgun: a história inicial do contato dos japoneses com os europeus

Nova edição do livro ‘Shōgun’, de James Clavell, foi lançada recentemente; obra mistura fato e ficção ao narrar primeiros contatos dos japoneses com os europeus
Por Éric Moreira
No último mês de junho, chegou ao Brasil uma nova edição do clássico livro ‘Shōgun – A Gloriosa Saga do Japão’, de James Clavell, publicada pela JBC com uma capa em referência à nova série — disponível no Disney+ — inspirada na obra e que conquistou diversos elogios desde seu lançamento, em 2024.
A obra é uma dramatização histórica do Japão feudal, quando os samurais ainda detinham grande poder e disputavam por cada vez mais influência, em um cenário em que a morte era preferível à desonra. A figura central na história é o navegador inglês John Blackthorne que, após uma viagem extrema de dois anos, chega à costa japonesa e se depara com uma cultura completamente diferente, em um momento de tensão política crescente entre os Shōgun, os senhores da guerra mais poderosos de então, prestes a travar uma guerra civil.
Esse clima de tensão se instaurou depois que o governante do Japão, o ‘taiko’, faleceu, e deixou como único herdeiro um garoto de apenas sete anos. Até que a criança alcance a maioridade, um conselho de cinco grandes regentes são responsáveis por governar — embora, no fim, acabem disputando poder entre si.
O mais proeminente desses homens, Yoshii Toranaga (interpretado na série do Disney+ por Hiroyuki Sanada), um temido guerreiro de antiga linhagem familiar, é acusado de querer usurpar o poder do herdeiro; mas isso é apenas uma conspiração criada por seu principal rival, o Lord Ishido, que quer levá-lo ao impeachment e a ser condenado ao seppuku — o suicídio forçado.
No entanto, Toranaga vê na chegada de Blackthorne uma oportunidade de não apenas lutar contra seus adversários, mas também contra a única e poderosa nação europeia que passava pela região: os portugueses. Que, nesse momento, detinham o monopólio do comércio e exerciam grande poder político a favor dos shōguns que se convertessem ao cristianismo (e também, paralelamente, queriam condenar Blackthorne como um pirada).
O livro foi lançado originalmente em 1975, mas, apesar do contexto histórico japonês, ele ainda é um romance de ficção. No entanto, pelo menos alguns de seus personagens e eventos retratados são inspirados na verdadeira história do Japão.
Fonte: Aventuras na História