Saúde

Cientistas recriam sangue humano em laboratório

Técnica que usa células-tronco humanas para produzir sangue em laboratório pode revolucionar a medicina regenerativa

Por Ana Julia Pilato

Pesquisadores de Cambridge desenvolveram um método para recriar sangue humano em laboratório. Em um estudo publicado na Cell Reports, a equipe explica que a nova técnica imita a formação natural observada em embriões para produzir as células sanguíneas funcionais.
De acordo com o The Guardian, os pesquisadores usaram células-tronco humanas para criar estruturas tridimensionais semelhantes a embriões — chamadas pela equipe de “hematoides”. Com a técnica, é possível estudar os estágios iniciais do desenvolvimento humano sem a necessidade de óvulos ou espermatozoides.

A evolução dos hematoides acontece de forma natural: após dois dias no laboratório, as células formam três camadas — ectoderme, mesoderme e endoderme, tecidos que moldam nossos órgãos e sistemas. Oito dias depois, surgem células cardíacas pulsantes. É no décimo dia que as manchas vermelhas de sangue começam a surgir.

Foi um momento emocionante quando a cor vermelho-sangue apareceu — era visível até a olho nu”, conta Jitesh Neupane, primeiro autor do estudo.

Técnica pode revolucionar a medicina regenerativa
A equipe aponta que as células-tronco usadas na técnica podem vir de qualquer célula do corpo humano — o que possibilitaria a produção de sangue totalmente compatível com o paciente e evitaria o risco de rejeição.

Embora ainda esteja em estágios iniciais, a capacidade de produzir células sanguíneas humanas em laboratório marca um passo significativo em direção a futuras terapias regenerativas”, destaca Azim Surani, autor sênior do artigo.

Entenda
🔹Pesquisadores criaram um método para produzir sangue humano em laboratório;
🔹A técnica usa células-tronco humanas para criar estruturas semelhantes a embriões – chamadas de “hematoides”;
🔹O sangue leva cerca de 10 dias para começar a ser produzido pelos hematoides;
🔹O método permite estudar os estágios iniciais do desenvolvimento humano sem a necessidade de óvulos ou espermatozoides;
🔹Ainda, pode permitir a produção de sangue totalmente compatível com o paciente e evitar o risco de rejeição.

Fonte: Olhar Digital

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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