Ciência

Asteroide pode atingir a Lua em 2032, e o impacto poderia ser visto da Terra

Impacto do corpo celeste poderá criar cratera de 1 km na superfície lunar, aponta estudo

Por Hemerson Brandão

Um asteroide de aproximadamente 60 metros de diâmetro, identificado como 2024 YR4, apresenta 4% de probabilidade de colidir com a Lua em 2032. O fenômeno, caso ocorra, será visível para observadores na Terra, segundo novo estudo científico. Os pesquisadores indicam que o evento pode se tornar “o impacto lunar mais energético já registrado na história humana”.
Cálculos astronômicos realizados após a descoberta do corpo celeste apontam para esta possibilidade de colisão com nosso satélite natural. De acordo com a Scientific American, a análise surge depois que, no ano passado, relatórios iniciais geraram preocupação ao sugerirem que o mesmo asteroide poderia atingir a Terra. Porém, após investigações mais detalhadas, astrônomos descartaram qualquer ameaça ao nosso planeta.
De acordo com as estimativas científicas, se a colisão acontecer, formará uma cratera de aproximadamente um quilômetro de largura na superfície lunar. O evento liberaria cerca de 100 milhões de toneladas métricas de material, sendo que parte desse material poderia alcançar a Terra. O estudo, publicado no servidor de pré-impressão arXiv e ainda não revisado por pares, revela que o impacto produziria um “flash óptico” visível da Terra, seguido por horas de “brilho infravermelho”. A colisão, caso se confirme, ocorreria na superfície da Lua, localizada a aproximadamente 384.400 km da Terra, distância média entre nosso planeta e seu satélite natural.
Yixuan Wu, pesquisador da Universidade Tsinghua na China e um dos autores do estudo, declarou à Live Science:

Se este cenário se concretizar, será um marco para a ciência planetária. Transformando assim o sistema Terra-Lua em um grande palco para validar nossa compreensão sobre impactos de asteroides”.

Porém, apesar das projeções, a probabilidade calculada de 4% indica que o impacto pode não ocorrer. O estudo também não especifica quais regiões da Terra teriam melhor visibilidade do fenômeno caso ele aconteça. Assim como o momento exato em que poderia ocorrer.

(Foto: iStock)

Fonte: Giz Brasil

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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