Saúde

Marca-passo menor do que um grão de arroz pode ser injetado por seringa

O dispositivo tem apenas um milímetro de espessura e 3,5 milímetros de comprimento, podendo ser conectado sem a necessidade de fios

Por Alessandro Di Lorenzo

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que as doenças cardíacas são a principal causa de mortalidade no mundo. Neste cenário, milhões de pessoas em todo o mundo precisam utilizar marca-passos. Os dispositivos enviam impulsos elétricos ao coração para que o órgão bata normalmente. No entanto, exigem cirurgias para implantação, o que pode oferecer riscos. Por conta disso, cientistas acabaram de desenvolver um novo equipamento menor do que um grão de arroz.

Não há necessidade de cirurgia para implantação
Chamado de menor marca-passo do mundo, ele foi testado em animais, assim como em tecidos cardíacos humanos.
A ideia é que o equipamento seja experimentado em pessoas daqui dois ou três anos, mas os resultados provisórios já são considerados positivos.
O pequeno tamanho do dispositivo permite que ele seja injetado no corpo a partir de uma seringa, tornando a implantação menos invasiva.
Ele ainda é controlado pela luz e pode se dissolver no corpo, descartando também a necessidade de cirurgia para remoção.
A nova tecnologia foi apresentada em um estudo publicado na revista Nature.

Os pesquisadores explicam que o marca-passo tem apenas um milímetro de espessura e 3,5 milímetros de comprimento. Ele pode ser conectado sem a necessidade de fios, a partir de um adesivo colocado no peito do paciente.

Quando detecta batimentos cardíacos irregulares, o dispositivo emite automaticamente luz infravermelha, que sinaliza para o aparelho qual é o ritmo que deve marcar. Todo este sistema é alimentado por uma “célula galvânica”, que usa os fluidos corporais para transformar a energia química em impulsos elétricos que estimulam o coração.

O aparelho pode ajudar bebês que nascem com más-formações cardíacas congênitas e que precisam de um marca-passo temporário durante a semana posterior à cirurgia. Além disso, pode ajudar a restabelecer um ritmo cardíaco normal em adultos recém-operados do coração.

Fonte: Olhar Digital

Luzimara Fernandes

Jornalista MTB 2358-ES

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